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A casa é o pivô : mediações entre o arquiteto, o morador e a habitação rural
205 pp.
Resumo: A presente dissertação insere-se no debate sobre a participação de moradores e arquitetos nos processos de elaboração do projeto arquitetônico da habitação social e de articulação de inanciamento habitacional. A partir da constituição de uma arena de interlocução entre esses sujeitos, na qual os distintos saberes possam ser debatidos, os possíveis conflitos possam ser processados e as diferenças possam ser desveladas, efetivam-se as dimensões participativas que dão sentido e significado aos programas habitacionais que recomendam a participação em suas diretrizes. Trata-se, sobretudo, de estabelecer mediaçåes entre essa microesfera da participação, na qual os programas são implementados, e a esfera de formulação dos mesmo, em que há a presença de outros sejeitos que integram a produção de habitação social. Este texto procura apreender, num primeiro momento, algumas dessas mediações a partir da recuperação do histórico de programas de habitação social, desde a década de 60 até os dias atuais; de diversas experiências nacionais e estrangeiras e de alguns métodos de elaboração de projetos participativos. Além dessa análise da literatura, busca analisar como se constituíram tais mediações a partir da experiência ocorrida no assentamento rural Fazenda Pirituba (Itapeva-SP, áreas I e IV), entre 2002 e 2004, baseada num processo de pesquisa-ação, que envolveu a participação de moradores e de pesquisadores-arquitetos. A simultaneidade entre pesquisa e ação, na qual pesquisador também é sujeito do objeto analisado, propiciou um processo intenso de documentação, bem como de vivência, que serviu como referência para a análise das questoes, conflitos e potencialidades que surgem na constituição do espaço de diálogo entre arquitetos e moradores, centrado na discussão sobre habitação. Por isso a frase "a casa é o pivô", dita por um dos participantes dessa experiência, encontra-se no título do texto de maneira a evidenciar a centralidade que a habitação pode assumir nesse diálogo, mas que ultrapssa os limites de seu objetivo, avancando-se nas diversas ambigüidades trazidas em seu bojo.
Banca examinadora:
Prof.ª Assoc. Akemi Ino (Orientador)
Profa. Assoc. Cibele Saliba Rizek (EESC/USP)
Prof. Dr. Michel Jean Marie Thiollent Data de defesa:07/06/2004
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