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Primeira turma da especialização reúne 30 profissionais de 11 estados; iniciativa articula formação acadêmica, prática profissional e atuação em processos de regularização fundiária

IAU-USP inaugura Programa de Residência em Arquitetura e Urbanismo com foco em gestão territorial

Primeira turma da especialização reúne 30 profissionais de 11 estados. Iniciativa articula formação acadêmica, prática profissional e atuação em processos de regularização fundiária

O Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) realizou, em 31 de agosto, a sessão de inauguração do Programa de Residência em Arquitetura e Urbanismo: Especialização em Gestão Territorial e Processos Urbanos. A cerimônia ocorreu no Auditório Paulo de Camargo e Almeida, com transmissão pelo canal do Instituto no YouTube.

Desenvolvido em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) e a Superintendência do Patrimônio da União no Estado de São Paulo (SPU/SP), o programa marca o início das atividades de sua primeira turma, formada por 30 residentes. A especialização, gratuita e com duração de 12 meses, combina atividades teóricas, práticas e de campo voltadas à gestão territorial, aos processos urbanos e à regularização fundiária.

A mesa da solenidade reuniu o diretor do IAU-USP, professor João Marcos de Almeida Lopes; o reitor da USP, professor Aluísio Augusto Cotrim Segurado; a presidente do CAU/SP, Camila Moreno de Camargo; e o superintendente da SPU/SP, Celso Santos Carvalho. Também participaram autoridades acadêmicas, representantes das instituições parceiras, docentes, tutores e residentes conectados remotamente.

Formação voltada às demandas do território

Na abertura, o diretor do IAU, João Marcos de Almeida Lopes, destacou o processo de construção do programa, desenvolvido ao longo de aproximadamente dois anos, e a colaboração de ex-alunos vinculados à Maitá ATHIS. Segundo o diretor, a proposta responde à necessidade de ampliar a formação de profissionais aptos a atuar em processos de regularização fundiária, especialmente diante do passivo relacionado a áreas remanescentes da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) no interior do Estado de São Paulo .

Celso Santos Carvalho ressaltou a dimensão histórica e social da gestão da terra no Brasil e chamou a atenção para o potencial do patrimônio imobiliário público federal situado em áreas urbanas. Em sua avaliação, imóveis e terrenos associados a antigas estruturas ferroviárias podem integrar estratégias de desenvolvimento social, habitação e qualificação das cidades, desde que destinados de acordo com o interesse público .

Para Camila Moreno de Camargo, a residência representa o amadurecimento de experiências anteriores e reforça a política de descentralização do CAU/SP. A presidente do Conselho destacou a importância de aproximar a formação profissional das necessidades concretas dos municípios e dos territórios do interior paulista .

Ao declarar oficialmente aberto o programa, Aluísio Segurado comparou a proposta ao modelo de residência médica, enfatizando a aprendizagem prática em serviço. O reitor também reafirmou o compromisso da USP com uma formação de excelência, vinculada à responsabilidade social e à produção de respostas para problemas públicos .

Integração entre universidade e poder público

A Residência em Arquitetura e Urbanismo foi concebida para aproximar a formação acadêmica da atuação profissional em políticas públicas. Os residentes deverão participar de atividades relacionadas à regularização fundiária, à destinação de imóveis públicos e à articulação entre diferentes instituições, com acompanhamento de docentes e tutores do IAU-USP e colaboração dos parceiros do programa .

A iniciativa insere-se em um campo de atuação que exige conhecimentos integrados de arquitetura e urbanismo, legislação, gestão pública, aspectos sociais e procedimentos administrativos. Ao trabalhar com situações concretas, o programa busca contribuir para a qualificação da atuação pública de arquitetos e urbanistas e para o enfrentamento de desigualdades territoriais.

Com a inauguração, o IAU-USP inicia uma nova etapa de formação especializada, orientada pelo diálogo entre universidade, órgãos públicos e conselho profissional. A primeira turma começa as atividades em setembro de 2026, no campus da USP em São Carlos e em atividades de campo, conforme o calendário oficial do curso.

Fotos: Camila Fernanda Corrêa

Confira todas as fotos aqui.

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