Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos

PALESTRA: Healthcare building design, use and maintenance in the UK

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_ Evidence-based Design of healthcare Facilities - Prof. Assoc. Ricardo Codinhoto - University of Bath.

Data: 16 de outubro de 2019
Horario: 16:30h
Local: Auditorio Paulo de Camargo e Almeida
IAUUSP

cartaz

Oficina Uso de Agenda e Planejamento

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_ O objetivo da oficina é auxiliar os estudantes a encontrar a melhor maneira de se planejar para cumprir com as demandas da vida acadêmica, valendo-se de reflexões pautadas no autoconhecimento e no controle de variáveis que influenciam no comportamento de estudar, perpassando assuntos como a escolha da agenda utilizada, como anotar seus horários e finalmente como selecionar os melhores horários para realizar sessões de estudo.

Dia 16/10, quarta-feira, às 16h, na sala de vídeo 1 no IAU

Inscrições pelo link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe5x6aIYMvjXF_aY0pqxP5IAIpMjDM7Y4_ijpsLpRC8uf5UBw/viewform

São ofertadas 20 vagas para alunos de graduação e pós-graduação do campus, mas caso a procura seja grande, outras oficinas poderão ser programadas.

Esta atividade é uma iniciativa do Apoia USP, serviço de acolhimento psicossocial, que tem desenvolvido ações de cuidado em saúde mental à comunidade da USP São Carlos e do Programa ProEstudo, equipe formada por alunos do curso de Psicologia da UFSCar e coordenados pelas professoras Lídia Maria Postalli e Mariéle Diniz Cortez, que trabalha desenvolvendo atividades de apoio aos alunos no desenvolvimento de suas competências para estudar.

cartaz

27º SIICUSP - Programação IAU

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_ Dia 09 de outubro de 2019 - das 09h às 18h. junto ao IAU.

página do evento na web

cartaz do evento

programação resumida

I Seminário de Cultura e Extensão IAU-USP 2019

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_ Nos dias 01 e 02 de outubro, no Auditório Paulo de Camargo e Almeida do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, ocorrerá o I Seminário de Cultura e Extensão IAU-USP 2019.

Contando com apresentação de abertura da profa. Maria Aparecida Machado, Pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, Mesas Temáticas com apresentações e debates sobre Projetos de Cultura e Extensão realizados no IAU entre 2010 e 2019, e Exposição de Projetos do Programa Unificado de Bolsas modalidade Cultura e Extensão 2015-19 realizadas no âmbito do Instituto, este Seminário possui um caráter especial. Isto se deve não só ao fato de propiciar o intercâmbio entre as ações de cultura e extensão que vêm sendo desenvolvidas pela comunidade do IAU e a reflexão sobre direcionamentos de ações futuras, como por fomentar o debate sobre o papel da universidade pública no momento pelo qual passa o país, enfatizando a relevância das ações de cultura e extensão na USP.

https://www.iau.usp.br/sem-ccex-2019/

cartaz do evento

programação do evento

Docente do IAU profere aula magna na Facultad de Arquitectura Diseño e Urbanismo da UNL, Santa Fé, Argentina

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_ No âmbito da Cátedra de Estudios Latinoamericanos José Martí, a conferência "Os Equipamentos Públicos como Construção da Cidadania e Fortalecimento da Vida Urbana" aborda a produção do domínio público no espaço urbano, entendendo que o mesmo se desdobra no debate contemporâneo acerca da percepção, compreensão e valoração do espaço público (processos sócio espaciais mais estáveis, normativos, fisicamente determináveis) e do público (processos socioculturais mais eventuais, contingentes, imprecisos).

Na cidade contemporânea, fenômeno cultural que responde a parâmetros de uma era de transição, o espaço urbano permanece como produto e reprodutor da dinâmica que norteia seu tempo. Nesse contexto, a hipótese expressa que obras recentes da arquitetura de domínio público, determinantes do mesmo e promotoras de relações sociais que não são neutras ou uniformes, manifestam incongruências entre o conceito de espaço público e as práticas do público.

Por meio da análise das relações estabelecidas entre o espaço urbano e equipamentos culturais e de lazer, pondera-se o papel da arquitetura na tensão entre o conceito de espaço público e as práticas do domínio público. O contexto histórico de referência é a contemporaneidade definida pela imbricação de processos de escala planetária (globalização econômica, informatização e mediatização, supranacionalismos e migrações, dentre outros) e de escalas próximas (cisão do espaço urbano, segregação sócio física, vulnerabilidade ambiental, etc.).

clique aqui para ler a noticia publicada no site da FADU-UNL

imagem acima coletada no site da FADU-UNL 

24ª Semana de Arte e Cultura USP São Carlos: “Lugares Possíveis”

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_ A 24ª edição da Semana de Arte e Cultura da USP acontecerá entre os dias 16 e 22 de setembro, e o Campus de São Carlos vai contar com uma programação especial com a temática Lugares Possíveis.

A abertura da semana no Campus, terá a banda Girandêra, que se apresenta às 12 horas do dia 16, segunda-feira, no palco do Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (Caaso). A semana segue com três a quatro atividades diferentes todos os dias, que contemplam áreas das artes visuais, cinema, teatro, dança e música.

Já as exposições Lugares Afetivos, Lugares Possíveis e 20×20 acontecerão durante toda a semana, no Centro Cultural da Prefeitura do Campus USP de São Carlos (PUSP-SC), e Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior, até 18 de outubro, no Museu de Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC).

Além do Caaso e do Centro Cultural, os locais previstos para receber atividades da semana em São Carlos são o Sesc, o Teatro da USP, o Museu de Computação do ICMC e o Espaço de Convivência da Biblioteca da Área 2.

A temática deste ano Lugares Possíveis busca, por meio de ações culturais e diversificadas linguagens artísticas, não só partilhar as ações culturais que têm sido desenvolvidas na USP, mas construir novos territórios de comunicação com a comunidade local, para que possamos olhar ao redor e nos perguntar: "É possível construir outra realidade?"

"As atividades culturais da Universidade contribuem fortemente para torná-la cada vez mais merecedora da estima pública" diz a Resolução 4.366 do Conselho de Cultura e Extensão, que instituiu a Semana de Arte e Cultura na USP em 1997.

Realização em São Carlos: Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e Extensão da USP São Carlos, Centro Cultural da USP, Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP e Pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP. Apoio: Sesc São Carlos, CAASO e GSom.

Saiba mais sobre o evento e seus organizadores https://www.facebook.com/events/435696343718120/

Texto Com informações do Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e Extensão da USP São Carlos e de Maria Laura López do Jornal da USP

IAU USP recebe 9 alunos estrangeiros dentre aproximadamente 40 que chegaram ao campus de São Carlos

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_ No dia 09/08/2019, no Auditório Paulo de Camargo e Almeida do IAU USP, foi realizada a recepção aos alunos estrangeiros de Instituições de Ensino Superior da Espanha, França e Itália, que possuem convênio Acadêmico com o IAU, para realizar intercâmbio no Curso de Arquitetura e Urbanismo.

Os alunos foram recepcionados pela Profa. Simone Helena Tanoue Vizioli, Coordenadora da Comissão de Cooperação Internacional CCInt-IAU, que deu boas vindas e fez uma breve apresentação da USP, do IAU e da cidade de São Carlos.

A Profa. Aline Coelho Sanches, membro da Comissão de Graduação CG-IAU, apresentou o Curso de Arquitetura e Urbanismo aos alunos.

Também estiveram presentes a Profa. Anja Pratschke, o Prof. Luciano Bernardino Costa e os alunos do IAU que retornaram do intercâmbio acadêmico 2018-2019.

Na sequência os presentes participaram de um bate papo cultural, com quitutes brasileiros.

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alunos e professores em intercâmbio e visita no IAU

Edital para Livre-Docência no IAU

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_ inscrições abertas a partir de 31 de agosto a 29 de setembro de 2019.

Estão abertas as inscrições para o Concurso Público de Títulos e Provas, visando à obtenção do título de Livre-Docente junto ao Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP).

O concurso contemplará as seguintes áreas de conhecimento: Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo; Representação e Linguagem; Projeto de Arquitetura e Urbanismo; e Arquitetura, Urbanismo e Tecnologia.

Os interessados deverão realizar sua inscrição no seguinte link: https://uspdigital.usp.br/gr/admissao?codmnu=8580

Para acessar o edital do concurso publicado no Diário Oficial do Estado, clique aqui.

Para acessar o requerimento de inscrição, clique aqui.

Processo de Seleção para Mestrado e Doutorado 2020

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_ no período de 23/08 a 09/09/2019 estarão abertas as inscrições para seleção de candidatos(as) ao curso de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo do IAU-USP para ingresso em 2020.

O edital está anexo e também disponível no site do Programa:

http://www.iau.usp.br/posgrad/

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docente do iau profere aula magna na Tsinghua School of Architecture, Beijing, China

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_ O Professor Associado Marcelo Tramontano, do IAU-USP, estará na Tsinghua School of Architecture, em Beijing, China, para proferir a aula magna da escola para o ano escolar 2019-2020, a convite da universidade chinesa, no dia 26 de setembro.

Além deste evento, o professor Tramontano visitará a escola, e se reunirá com grupos de pesquisa e professores locais, discutindo possibilidades de cooperação acadêmica entre aquela instituição e o IAU-USP.

Considerada a principal escola de arquitetura da China, a Tsinghua School of Architecture vem figurando nos principais rankings internacionais, há vários anos, dentre as 10 melhores escolas de arquitetura do mundo.

Resultado - Seleção de bolsistas sala pro-aluno 2019 - 2020

Resultado Seleção - Bolsistas pro-aluno do IAU - 2019 - 2020

Informamos a relação de candidatos selecionados para compor o quadro de bolsistas da Sala Pró-Aluno do IAU em 2019:

1. Carolina de Oliveira Melo Silva

2. Amanda Letícia da Costa

3. Jeziel Elias de Souza Matos

4. Marilia Daniela Barbosa Silva

5. Thiago Fernandes Magri

 

Os candidatos abaixo listados ficarão em lista de espera para o caso de surgir alguma vaga neste período:

1. Eduardo Bonfa Carlos

2. Adriane Cristina Branco de Oliveira

Jornal da USP homenageia Chico de Oliveira

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No último dia 10 de julho, faleceu o sociólogo Francisco de Oliveira. Professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), Chico, como era carinhosamente chamado, trouxe uma importante descoberta a respeito do capitalismo em vigor no Brasil que, de acordo com o docente, é responsável pela modernização e, ao mesmo tempo, pelo atraso que caracterizam a realidade brasileira.

Em homenagem ao sociólogo, o Jornal da USP publicou uma matéria que traz algumas de suas reflexões. Para acessar a matéria, clique aqui

Créditos da imagem: USP Imagens

Comissão dos Direitos das Mulheres do IAU: resultado

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Nos últimos dias 27 e 28 de junho, foi realizada a votação para eleição da Comissão do Direito das Mulheres do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP). Abaixo, segue o resultado:

Representação Docente:

Titular: Camila Moreno de Camargo

Suplente: Cibele Saliba Rizek

Representação Discente de Graduação:

Titular: Maria Sylvia Baptista Serra

Suplente: Mayara Bandeira Macedo

Representação Discente de Pós-Graduação:

Titular: Joana D´Arc de Oliveira

Suplente: Luiza Paes de Barros Câmara de Lucia Beltramini

Representação dos Servidores Técnicos Administrativos:

Titular: Fatima Maria do Norte Lourenço Leal Miniel

Suplente: Cleverci Malaman

O mandato desta Comissão será pelo período de um ano, contado a partir de 1º de julho de 2019.

Nem tudo que reluz é ouro: o alto impacto ambiental de edifícios corporativos

 

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"Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento". O famoso ditado popular encaixa-se quase que perfeitamente aos edifícios corporativos envidraçados que vemos com frequência em metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, e mesmo em cidades de menor porte, como São Carlos.

Esses edifícios, que normalmente são construídos para abrigar escritórios de grandes empresas, têm altíssimo impacto ambiental antes e durante o seu uso. Foi isso que descobriu Rosilene Regolão Brugnera em sua pesquisa de doutorado realizada no Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) sob a orientação da docente do IAU, Karin Maria S. Chvatal*. "Esses edifícios normalmente têm plantas maiores que 900m², sem paredes internas, chamados de edifícios de planta livre, do inglês open plan offices, com janelas totalmente seladas e sistemas de condicionamento artificial funcionando em todo o período de ocupação do edifício. Analisamos suas fachadas e como suas características influenciam no consumo de energia, nos impactos ambientais** e no custo. A ideia do projeto foi trabalhar essas três variáveis de forma integrada ao longo de toda a vida útil do edifício", explica Rosilene.

"Rosilene fez uma avaliação do ciclo de vida (ACV) dessas construções e, para isso, parte de seu doutorado foi feita na Universidade do Minho [Portugal], sob orientação do pesquisador Ricardo Mateus***, especialista em análise do ciclo de vida para construção civil", complementa Karin.

Rosilene fez um estudo comparativo entre dois modelos de fachadas: fachada cortina (totalmente envidraçada) e a tradicional (parede em alvenaria e esquadria com vidro ). Em sua análise, ela considerou os materiais utilizados, o tamanho da janela, o tipo de vidro utilizado, ausência ou presença de dispositivo de sombreamento, e como a combinação de tais características influenciou o consumo de energia do edifício, avaliado para três climas brasileiros, totalizando uma análise com 144 cenários diferentes. E, ainda em relação ao clima, três cidades foram analisadas: São Paulo (clima médio), Manaus (clima quente) e Curitiba (clima frio).

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Fachada cortina x fachada tradicional (imagem: Rosilene Brugnera)

Em relação ao consumo de energia durante o uso ao longo de 60 anos de vida útil do edifício, alguns itens fazem toda a diferença, como a inserção de sombreamento na fachada. "Foi verificado que contribuem para o aumento do consumo de energia usar a fachada cortina, em vez da tradicional, não utilizar sombreamento, utilizar vidro incolor em vez das outras opções, e aumentar a área de janela. Também foi observado que no clima de Manaus, onde é muito mais quente, o impacto de medidas para reduzir o consumo de energia é menor", explica Karin. "Ou seja, são diversas as variáveis que influenciarão no consumo de energia. Mas, na realidade, é o equilíbrio entre todas essas variáveis que realmente fará a diferença".

 

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Imagens: Variáveis consideradas no estudo (créditos: Rosilene Brugnera)

Ainda de acordo com a docente, na fase de pré-uso, o alumínio foi o material que apresentou o maior impacto ambiental, mas como a fase de uso tem maiores impactos, visto que considera 60 anos de vida útil do edifício, ela é que contribui mais como o impacto. "Verificamos que, no Brasil, os resultados são similares aos resultados encontrados em outros países", elucida Karin.

O grande vilão

Mas, mesmo que diversos elementos colaborem para tornar esses edifícios grande inimigos do meio ambiente, o maior responsável por isso ainda continua sendo seu principal material: o vidro. "Quando também consideramos o custo, as soluções que já apresentavam maior impacto ambiental também são as mais caras. Inclusive, gerando uma diferença muito clara entre a fachada tradicional e a fachada cortina", explica Karin. 

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Imagem: Relação de Custo do Ciclo de Vida - CCV (Custo de Construção+Custo de Operação) versus Potencial de Aquecimento Global (do inglês Global Warming Potential) para todos os cenários avaliados para cidade de São Paulo, mostrando que a fachada cortina é muito mais cara do que a tradicional (imagem: Rosilene Brugnera)

Na análise de Rosilene, edifícios totalmente envidraçados chegam a consumir cerca de 25% a mais de energia do que aqueles com as fachadas tradicionais . "Nos Estados Unidos, esses edifícios são muito comuns, e o Brasil adotou como modelo esse estilo internacional de arquitetura. E os edifícios corporativos normalmente são desse estilo, bem fechados e, por isso, não utilizam ventilação natural", elucida a docente (clique aqui para ver a imagem- créditos: Rosilene Brugnera).

Mas por que então os grandes edifícios corporativos ainda optam por esse tipo de fachada "antiecológica"? A razão também é desconhecida pelas duas pesquisadoras, mas especulação mobiliária é um dos palpites. "Pensamos que seja necessário buscar outras alternativas de construção e de projeto arquitetônico que explorem diferentes possibilidades para esse tipo de edifício".

E diante da análise e dos dados coletados por Rosilene, parece que outro ditado se encaixa perfeitamente aos pomposos edifícios: nem tudo que reluz é ouro.

Clique aqui para acessar artigo sobre essa pesquisa, publicado na revista Ambiente Construído.

A pesquisa de Rosilene foi financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

*e co-orientação do docente da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA/USP), João Adriano Rossignolo

** as pesquisadoras fizeram a análise do chamado "impacto de potencial de aquecimento global"

*** http://ctac.uminho.pt/users/ricardomateus

Missa de sétimo dia: Gelson de Almeida Pinto

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Na última sexta-feira, dia 29 de junho, faleceu o professor Gelson de Almeida Pinto. Contratado pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) em 18 de agosto de 1983, Gelson, junto com os professores Agnaldo Farias, Azael Camargo e Carlos Martins, foi um dos formuladores da proposta do Curso de Arquitetura e Urbanismo, em 1985. Professor de Projeto na graduação, ministrou disciplinas na pós-graduação, e orientou alunos de mestrado. Abreviou a sua carreira docente, aposentando-se em 4 de março de 2017, em função de problemas de saúde que, infelizmente, ocasionaram o seu falecimento.

No próximo dia 5 de julho, às 19 horas, na paróquia "São Bento" (São Paulo-SP) será celebrada a missa de sétimo dia em memória do professor Gelson. A paróquia fica localizada à Rua Santo Américo, 357, no bairro Morumbi.

No dia 21 de agosto, às 14 horas, durante a próxima reunião da Congregação do IAU, será prestada homenagem ao docente em seção aberta. 

Gelson era um cara alto, grandalhão e, fingidamente desajeitado, exagerando o "grandalhão". Por isso, todos os chamavam de Gelsão. Sempre se apresentava falando firme e direto, como se estivesse ralhando com você, com alguma coisa, com alguém. Esse era o cartão de visita, com o que, também fingidamente, mostrava um cara muito duro, bravo e....seguro, firmão. E foi assim que o conheci, como todos os demais que o conheceram e conviveram com ele. Se você já sabia que não era bem assim, via sempre essa mesma performance com novas pessoas a conhecer e com quem ele faria a mesma demonstração.

Passada essa apresentação é que se percebia a pessoa gentil e generosa, atenciosa com os alunos que, a princípio assustados, acabavam por aprender também que não era nada daquilo. Na verdade, o sujeito firmão desaparecia e surgia um ser humano, grande sim, mas nada desajeitado, brincalhão, tirador de "sarro", sardônico e irônico ao mesmo tempo. Muito rápido em perceber a situação aproveitável para lançar a brincadeira, ágil na criação da piada.

Farrista, como eu, adorava o convívio com comidas e drinks, e tinha um paladar muito refinado. Certa vez, apresentei-lhe o restaurante Mestiço, em São Paulo, e sua dona, Ina Abreu. Ele tinha pedido um prato estranho, mix de tailandês com baiano, e ele descreveu os temperos que compunham os ingredientes e Ina concordou com todos. Simplesmente provando o prato, ele sacou a receita.. Bom copo, bom prato e bom cozinheiro, tentou o quanto pôde transformar sua casa – as diversas por onde morou em São Carlos – em ponto de encontro para amigos, professores, alunos e quem mais aparecesse para trabalhos, jantares, encontros, farras tais que invariavelmente participei.

Marcelo Suzuki

Gelson deixará saudades, muitas saudades. Nesses tempos atribulados, em que tudo que acreditamos parece estar por um fio, a dolorosa perda de um colega obriga-nos a refletir sobre os sentidos de nosso trabalho como docentes. E, nessa hora, a lembrança do arquiteto, professor e amigo Gelson se faz presente.

IAU/USP

Aluno do IAU realiza exposição com realidade aumentada

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O aluno de iniciação científica do Grupo de Pesquisa NOMADS, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), Lucas Edson Chico, realizou uma experiência de exposição em realidade aumentada pelas ruas da cidade de Brotas (SP). 

Os trabalhos em exposição são colagens fotográficas que apresentam detalhes da arquitetura local, frutos da ação educativa Olhares de Brotas, realizado em 2018 com alunos da Escola Municipal "Álvaro Callado". Essa primeira ação foi organizada pela doutoranda do IAU, Jessica Aline Tardivo. Ambos os alunos são orientados pela docente, Anja Pratschke. 

O intuito da exposição em realidade aumentada é permitir que os trabalhos produzidos na ação estejam visíveis por tempo indeterminado e aproximem os visitantes dos detalhes da paisagem cultural. Para visualização é preciso instalar o aplicativo gratuito Wallame.

O aplicativo exibe um mapa localizador com os pontos da cidade nos quais estão anexadas as imagens, o que permite ao visitante realizar um tour pelas ruas do local. Lucas esteve na antiga casa de máquinas de Brotas no dia 3 de julho, orientando os visitantes sobre como utilizar a tecnologia. No local, foi afixado um tutorial para que os futuros visitantes tenham acesso à exposição. De acordo com Lucas, "o trabalho permite que moradores e turistas façam um percurso pela cidade e encontrem novos elementos e objetos impressos nos bens locais".

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Texto e imagens: Jessica Aline Tardivo

O social na arquitetura

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Obras de construção escondem um mundo repleto de histórias curiosas e fascinantes sobre os diversos personagens sociais envolvidos nelas, sendo esses bastidores responsáveis por desenhar o modo de produção e a economia que rege os tempos atuais.

O universo "oculto" do trabalho operário e de todos os personagens sociais que o compõem sempre foi de interesse do docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), João Marcos de Almeida Lopes. Formado em 1982, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), desde a graduação ele tem um interesse genuíno em pesquisas relacionadas ao trabalho operário e, paralelamente, por questões tecnológicas relacionadas à arquitetura, e como esta última se constrói conforme essas questões aparecem.

A carreira docente de João Marcos teve início logo depois de se formar, em 1983. Foi quando ele começou a ministrar aulas de estruturas para alunos de graduação na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Nessa época, o docente participou de um laboratório de habitação, no qual existia um trabalho fortemente centrado no apoio a organizações que se dispunham a trabalhar em mutirão para construir conjuntos habitacionais a famílias com poucos recursos.

Seis anos depois disso, ele passou a fazer parte de um grupo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dedicado à produção de moradias a pessoas carentes. "Trabalhei pouco mais de um ano nesse grupo, como arquiteto mesmo, embora fosse um trabalho que envolvesse pesquisa. Foi um aprendizado muito grande! Pouco depois, em 1990, eu e outros colegas, que também eram parte desse grupo, fundamos uma Organização Não-Governamental chamada 'Usina', que existe até hoje, inclusive", relembra João Marcos.

Foi nesse período que ele "mergulhou" em uma realidade muitas vezes desconhecida no mundo universitário, e teve a oportunidade de se aprofundar em políticas públicas e habitacionais, acompanhando todos os processos de implantação e implementação de diversos conjuntos habitacionais, tendo acesso às histórias dos moradores desses conjuntos. "A Usina é meu ponto de vista privilegiado, pois, até hoje, ela continua trabalhando com isso. E o trabalho realizado lá eu transformei em um de meus projetos, através do qual busco compreender os aspectos técnicos que estão atrelados aos aspectos políticos por trás dos empreendimentos. Minha tese é justamente dizer que não existe técnica sem política, e vice-versa", afirma o docente.

Diferentes trajetórias, diferentes projetos

O aspecto social da pesquisa de João, fortemente trabalhado em seu mestrado no IAU, e mais ainda em seu doutorado em Filosofia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é até hoje o foco de suas pesquisas. "Caminhei muito no sentido de uma certa abstração do que é a técnica, depois de adentrar o mundo da filosofia, e parti para um caminho mais essencialista. Em minha livre-docência, consegui novamente trazer a discussão da relação social com a técnica através desse percurso do trabalho com a moradia", relembra.

Pensar a técnica como prática política foi o foco escolhido pelo docente para todos os seus estudos, pesquisando as relações de produção que envolvem a arquitetura e, sobretudo, a tensão que as permeia. "Todas as dinâmicas de produção interferem em nosso cotidiano, por mais que imaginemos que não. O operário da obra tem família, faz compras, passeia, é uma pessoa que, como nós, tem uma vida econômica. A economia nada mais é do que a política na relação entre as pessoas", elucida.

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João Marcos de Almeida Lopes (créditos: Paulo Victor Souza Ceneviva)

Um de seus projetos tem como objeto de estudo o arquiteto e artista plástico Sérgio Ferro, cuja produção intelectual é significativa e, sobretudo, original, e discute a questão do trabalho livre e a satisfação que pode ser trazida por ele. "Para Ferro, na pintura, essa satisfação é alcançada mais facilmente, visto que o artista tem mais liberdade na execução de sua obra. O mesmo não acontece com o arquiteto, que está preso a uma série de teias que condicionam e constrangem seu trabalho", explica.

O docente conta que, desde 2014, ele e uma equipe de pesquisadores observaram um crescente interesse pela obra de Ferro em países com falantes da língua inglesa, o que tem aumentado o reconhecimento pelo trabalho do arquiteto. Diante disso, João Marcos e outros dois pesquisadores* elaboraram o projeto Translating Ferro/ Translating Knowledges: cross-cultural studies in art, architecture and free work, para traduzir e difundir os textos mais importantes de Ferro para o inglês. O projeto, que deverá ser financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o British Research Council, tem como ideia principal, além da tradução e difusão, também incitar o desenvolvimento de pesquisas na área de production studies, promovendo debates e discussões acerca do assunto e, claro, das obras de Ferro. "Será uma pesquisa que promoverá outras. Temos 16 pesquisadores envolvidos diretamente nesse projeto, que é complexo, mas empolgante, pois é muito bom poder contribuir para difundir a obra de um grande pensador brasileiro no campo da arquitetura".

Sem perder o foco no social, João Marcos também está envolvido na elaboração de outros dois projetos: um deles temático, que deverá ser coordenado pela docente do IAU, Akemi Ino, e o outro intitulado "Sistema de fabricação leve para produção autogestionária de edifícios habitacionais altos", além do projeto "Habitação popular e Tecnologia da Construção: Técnica e Arquitetura como Prática Política - interações entre tecnologia da arquitetura e políticas públicas de provisão habitacional", todos visando a melhoras infraestruturais, materiais e, obviamente, sociais nos canteiros de obras e nas construções.

Recém-nomeado professor titular do IAU, João Marcos ganha novo fôlego para prosseguir com seus projetos, sempre buscando trazer um olhar mais profundo e instigante que se esconde por trás do barulho das britadeiras e retroescavadeiras.

*Katie Lloyd Thomas (School of Architecture and Landscape – University of Newcastle) e Silke Kapp (Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais)

6ª edição da Festa do Livro da USP São Carlos

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_ A 6ª edição da Festa do Livro da USP São Carlos será realizada de 6 a 8 de agosto de 2019, no térreo do edifício E1 do campus. O evento é gratuito e aberto a toda a comunidade e oferece, além de feira do livro com descontos de 30 a 50%, uma vasta programação técnica, artística e e cultural.

A Festa do Livro é promovida pelas bibliotecas do campus, neste ano sob coordenação da Biblioteca do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação - ICMC, em parceria com a Editora da USP, o Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e Extensão, o Centro Cultural, o Teatro da USP e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. A programação cultural é apoiada pelas empresas O Boticário, Papelaria Tend Mais, Verbo Arquitetura, Futuria Tecnologia e Clínica Sarah Bessi.

https://www.facebook.com/events/2355180214502422/

cartaz anexo

Impressões francesas sobre intercâmbio no IAU

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As razões que levam alunos de graduação a fazer intercâmbio em uma universidade no exterior são inúmeras: aprender um novo idioma, conhecer uma nova cultura, troca de conhecimentos, melhorar o currículo, entre outras. E para as intercambistas francesas do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), Juliette da Silva, Léonie Paccard e Sorenza Dechamps, os motivos não foram diferentes.

Com um interesse genuíno pela cultura brasileira, elas chegaram ao IAU no segundo semestre de 2018, e a vinda para o interior do estado aconteceu por acaso. "Quando nos inscrevemos, o plano era estudar em São Paulo, na FAU*, mas já não tinha mais vaga para estudar lá, então, viemos para São Carlos", relembra Léonie.

Sorenza, que, ainda na França, já havia feito uma pesquisa sobre as favelas brasileiras, pensou que ter aulas ministradas por professores brasileiros seria uma boa ideia para entender melhor sua própria pesquisa, sendo essa sua principal motivação para vir ao Brasil.

Juliette, que já é familiarizada com a língua portuguesa, graças aos pais, que são lusitanos, aproveitou a oportunidade de intercâmbio para conhecer melhor o Brasil e verificar se as expectativas que já tinha sobre o país correspondiam à realidade. "Em 2018, teve um aluno do IAU que fez intercâmbio em minha faculdade, e conversei bastante com ele, que falou muitas coisas boas sobre o Instituto e sobre São Carlos. Marseille, onde estudo, embora seja uma cidade bonita, não tem essa cultura universitária, nem a proximidade com os outros cursos. A arquitetura é um curso muito fechado na França", conta.

Em relação às pesquisas das alunas em solo brasileiro, a curiosidade de Leonie é compreender a contradição entre a falta de moradia paulistana e o grande número de imóveis abandonados no Centro da capital. "Falta habitação para muita gente em São Paulo, com muitas famílias morando nas ruas e, ao mesmo tempo, há muitos imóveis vazios na cidade. Quero pesquisar sobre as políticas urbanas do estado e do município relacionadas a isso", explica.

Conforme já mencionado, Sorenza tem como objeto de estudo as favelas brasileiras, focando na grande dimensão geográfica que elas atualmente ocupam no país. "Quero estudar maneiras que um arquiteto, tanto francês quanto brasileiro, pode auxiliar nisso. Também quero pesquisar como os estudantes de arquitetura do IAU são sensibilizados para essa questão".

Diferente das colegas, a universidade de Juliette não exige que ela apresente uma pesquisa feita no IAU, mas demanda que ela entregue um relatório sobre sua experiência de intercâmbio. Mesmo assim, ela tem planos de pesquisa focados em urbanismo. "Na França, não há curso de arquitetura e urbanismo, e sim somente de arquitetura. Temos algumas matérias, mas não é um projeto. As pessoas fazem os projetos sem considerar o aspecto do urbanismo, a qualificação dos ambientes, a parte social do projeto", explica. "Fiz um projeto de urbanismo pela primeira vez, e gostei muito. Quero voltar e fazer meu mestrado aqui. Em um dos trabalhos em grupo que fiz no IAU, relacionamos saúde pública à urbanismo, e achei esse tema bem interessante, e acho que pode dar uma boa pesquisa".

A experiência no Brasil

Felizmente, a escolha e vinda para o interior foram uma surpresa boa na vida das francesas, e o choque de culturas foi igualmente positivo. As três são unânimes ao declararem que, no IAU, a convivência e, sobretudo, o diálogo com os alunos e, principalmente, com os professores foi muito marcante. "Se você não entendeu algo, você tem liberdade de perguntar ao professor. Isso não acontece na França", queixa-se Sorenza.

Outra característica marcante para todas foram os trabalhos em grupo constantemente realizados no IAU. "Na França os trabalhos, normalmente, são feitos individualmente. Além disso, há muita competição e as pessoas não costumam ajudar umas às outras", afirma Léonie. "Os estudantes aqui parecem muito menos estressados. O ambiente é muito tranquilo, inclusive para trabalhar. Graças a esse forte diálogo que temos com os professores, é possível desenvolver melhor os trabalhos, e à nossa maneira. Os professores são muito disponíveis, e nos dão muita liberdade para pesquisarmos aquilo que gostamos, e acho isso importante", elogia.

As alunas declaram que somente quando retornarem à França é que poderão realmente refletir com calma sobre a experiência que tiveram no Instituto. Mas, pelo depoimento acima, fica fácil dizer que, certamente, um pedaço do coração das estudantes já pertence ao Brasil- e, claro, ao IAU.

Imagem- Da esquerda: Sorenza, Juliette e Léonie

Oportunidade de bolsas de monitoria

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Entre os dias 16 e 27 de julho, estarão abertas as inscrições para o Programa de Estímulo ao Ensino de Graduação (PEEG/USP), na modalidade Monitoria, para o segundo semestre de 2019.

O programa visa a incentivar alunos com mérito acadêmico a aperfeiçoarem seus estudos em uma disciplina de interesse, por meio de atividades supervisionadas de ensino. 

As bolsas terão valor de R$400,00, e o início da vigência da mesma será 12 de agosto de 2019.

Para acessar o edital do programa na íntegra, clique aqui

3ª Escola de Pesquisadores da USP

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Nos dias 12 e 13 de junho, no auditório da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), será realizada a 3ª Escola de Pesquisadores da USP, cujo objetivo é desenvolver, aprimorar e consolidar as habilidades necessárias à vida científica de pesquisadores em pesquisa básica e/ou aplicada.

A Escola tem como público-alvo pesquisadores de todas as áreas do conhecimento, sendo dedicada a alunos de pós-graduação, pós-doutorandos, técnicas de nível superior e professores pesquisadores.

A taxa de inscrição para a escola é de R$40,00 e os interessados podem se inscrever no site oficial do evento.

Para mais informações sobre a Escola e sua programação, acesse http://escoladepesquisadores.sc.usp.br/3/

Festival Nascente USP: inscrições abertas

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Já estão abertas as inscrições para a 27ª edição do Festival Nascente, concurso cultural promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo (PRCEU/USP), que tem como objetivo criar um canal contínuo para a reunião da produção ligada às artes por parte dos estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade.

Os interessados em participar deverão preencher o formulário de inscrição do concurso até o dia 30 de maio. Além de uma premiação no valor de R$4 mil por categoria, os vencedores terão a possibilidade de mostrar o seu trabalho em shows, concertos, apresentações, saraus e exposições promovidos pela curadoria do Programa.

Para a edição de 2019, os estudantes poderão concorrer em sete áreas artísticas: Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Design, Música Erudita, Música Popular e Texto.

Para mais informações sobre o Programa Nascente, acesse http://prceu.usp.br/nascente/

Revista Risco amplia prazo para envio de artigos

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A Revista Risco, editada pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), abriu chamada para o envio de artigos para o número especial Internacional situacionista- o protagonismo das ruas, que será lançada em dezembro de 2019.

Os colaboradores e interessados em enviar artigos, deverão fazê-lo para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. até o dia 31 de julho de 2019.

Para mais informações sobre o título da edição especial, clique aqui.

A sétima arte a serviço da arquitetura

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Ninguém sabe contar tão bem uma história como produtores de cinema. Desde 2014, pesquisadores do Laboratório de Estudos do Ambiente Urbano Contemporâneo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (LEUAC- IAU/USP) "tiram proveito" desse fato para divulgar e, sobretudo, debater questões relacionadas à arquitetura e ao urbanismo.

Idealizado pelo docente do IAU, Manoel Rodrigues Alves, o projeto "Urbanicidades" realiza mostra de filmes, seguida por debates com uma dupla de convidados. O projeto conta com um Grupo de Trabalho (GT)* para fazer a curadoria do evento, que fica responsável pela escolha dos filmes e dos debatedores que farão parte do ciclo. "A ideia do projeto é aproximar a população geral às discussões de produção da cidade. Portanto, os filmes e discussões não são apenas acadêmicos. A própria linguagem audiovisual é de mais fácil entendimento, e acreditamos que, através dela, podemos trazer mais pessoas para refletir a respeito da produção das cidades", afirma Bárbara Pozza Scudeller, pós-graduanda do IAU e membro do GT.

Para a escolha dos filmes, os participantes do GT, além de sua bagagem cultural, têm como base as discussões feitas no próprio LEUAC, no qual produção das cidades é um tema rotineiro. "A escolha dos filmes vem de alguns coletivos que acompanhamos, como o left hand rotation, um coletivo que faz uma produção de documentários críticos e políticos. Então, seguimos essa produção, por exemplo", explica Maria Beatriz Andreoti, doutoranda do IAU e membro do GT. "Ficamos também atentas aos lançamentos cinematográficos que abordam temáticas da arquitetura e urbanismo. Os participantes do próprio GT costumam já trazer bastantes sugestões".

Embora seja voltado ao público geral, e não somente ao acadêmico, tornar o Urbanicidades convidativo a um público que não tem o costume de frequentar a universidade é um dos desafios do projeto e, para isso, os membros têm uma estratégia: escolher filmes que tenham ligação com o cotidiano das pessoas. "A escolha dos filmes também leva em consideração questões que estão em debate atualmente como, por exemplo, questão de gênero, habitação social, desocupações", elucida Polyana Bevenuto Lucas, membro do GT. "No ano passado, abordamos o Rio de Janeiro e as olimpíadas. Sempre tentamos trazer filmes que debatam questões do momento mesmo, afinal, o momento atual realmente pede discussões, e a universidade não pode estar alheia a isso", completa Maria Beatriz.

Tão importante quanto a seleção dos filmes é a seleção dos debatedores, que também é feita com muita cautela pelos membros do Urbanicidades. Os convidados são da área de arquitetura, normalmente docentes e pesquisadores. "Tentamos sempre escolher um convidado do IAU e outro de fora do Instituto. Já tivemos convidados da FAU**, da Unicamp, da UFSCar etc. Além do debate, existe essa troca acadêmica, que também é muito interessante e enriquece o projeto", finaliza Maria Beatriz.

O 5º ciclo do Urbanicidades terá início no dia 9 de maio, com o filme "Fascínio".

Para acessar o cartaz com a programação completa, clique aqui.

Para mais informações sobre o Urbanicidades e/ou o LEUAC, clique aqui.

* Atualmente, fazem parte do Urbanicidades os estudantes: Milena Sartori, Maria Beatriz Andreoti, Barbara Guazzelli, Bárbara Pozza Scudeller, Polyana Bevenuto Lucas

** Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP)

Cine Nomads inicia novo ciclo de exibições

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Desde 2007, integrantes do Grupo de Estudos de Habitares Interativos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (Nomads-IAU/USP) realizam mini "sessões de cinema" em suas dependências. No começo, a ideia era juntar um pequeno grupo de pessoas para assistir a filmes e, na sequência, debater questões relacionadas ao enredo.

Com o passar dos anos, o número de espectadores cresceu, e as mini sessões de cinema, batizadas de "Cine Nomads", foram abertas ao público externo. "Passamos a fazer projeções na parte externa do Nomads, o que começou a atrair mais gente", relembra Marcelo Tramontano, docente do IAU, e um dos responsáveis pela iniciativa. "Em 2016, abrimos ao público externo, e foi ótimo, pois os debates tinham a participação de pessoas com diversos perfis".

A partir de então, os organizadores do Cine Nomads focaram as exibições em documentários, escolhendo temas não necessariamente relacionados à arquitetura, mas que incitassem reflexões, especialmente de cunho social. "Queremos despertar nos participantes o interesse por documentários", afirma Tramontano.

Seguindo essa nova filosofia do Cine Nomads, a próxima sessão, agendada para o dia 30 de abril, às 19 horas, no auditório do IAU "Paulo de Camargo e Almeida", trará a exibição do filme "Água prateada", que fala sobre a crueldade vivida pela população síria desde o início de sua guerra civil.

O Cine Nomads é aberto ao público, e a entrada é gratuita, não sendo necessária inscrição prévia para participação.

Para mais informações, acesse https://www.facebook.com/CineNomads/

IV Seminário Athis: Plano popular do Banhado

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No próximo sábado, às 13 horas, na Comunidade do Banhado (São José dos Campos), ocorrerá o "IV Seminário ATHIS - Plano Popular do Banhado: Projeto, Dimensões e Perspectivas", que dessa vez contará com a presença de Dona Maria da Penha, liderança feminina e responsável pelo êxito da Vila Autódromo-RJ na resistência frente à onda de remoções no Rio Olímpico.

Para mais informações, clique aqui.

Palestra: "Construção em madeira laminada colada"

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No próximo dia 17 de maio, às 9h30, no anfiteatro da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) "Jorge Caron", será realizada a palestra "Construção em madeira laminada colada", que será ministrada pelo engenheiro civil, Hélio Olga. 

A entrada para a palestra é gratuita, não sendo necessária inscrição prévia para participação.

Para acessar o cartaz da palestra, clique aqui

Exposição Território, Edifício, Museu: Trajetórias do Museu Paulista e seu Edifício-Monumento

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Popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, mostra aborda sua presença na paisagem urbana paulistana e os usos que o transformaram em um dos museus mais visitados de São Paulo

No próximo dia 21 de maio, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) e o Museu Paulista da USP inauguram a exposição "Território, Edifício, Museu: Trajetórias do Museu Paulista e seu Edifício-Monumento, no momento". O Museu vem se preparando para as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil, promovendo um completo processo de restauro e modernização de sua sede.

A exposição apresenta a trajetória do Edifício-Monumento em 15 painéis, contando a história do Museu do Ipiranga, e apresentando o projeto para seu restauro e ampliação.

Atualmente fechado para obras de restauro e modernização, o prédio foi inaugurado em 1895 como um marco representativo da Independência. Ainda durante sua construção, o então chamado Monumento do Ypiranga foi destinado a abrigar o Museu do Estado, que em 1893 passou a chamar-se Museu Paulista. No ano de 1963 é integrado à Universidade de São Paulo, tendo como nome oficial Museu Paulista da USP. Ao longo do século XX o local fica conhecido por Museu do Ipiranga, nome registrado no imaginário nacional e em centenas de produções até os dias de hoje.

Apesar de fechado à visitação pública, o Museu do Ipiranga pode ser visitado externamente no Parque Independência, aberto diariamente, das 5h às 20h. O local possui um conjunto urbanístico formado, além do Edifício-Monumento, por jardins, fontes (atualmente desativada), uma ampla área de horto e pelo Monumento à Independência.

Serviço

Mesa de Abertura com Solange Ferraz (diretora do Museu Paulista da USP) e arquiteto Pablo Hereñú (H+F arquitetos)

21 de maio, às 17h, Auditório do IAU/USP "Paulo de Camargo e Almeida"

Período da exposição: 22 de maio a 28 de junho, segunda a sexta, das 9h às 18h

Local: Instituto de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, Área 1, Campus de São Carlos

Endereço: Av. Trabalhador Sãocarlense, 400 13566-590 São Carlos SP

Realização: Museu Paulista da USP e CCEx-IAU/USP

Texto retirado de http://www.mp.usp.br/chamadas/exposicao-territorio-edificio-museu-trajetorias-do-museu-paulista-e-seu-edificio-monumento

Imagem: Museu Paulista (créditos: USP Imagens)

Exposição "Technopolitics Timeline"

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O Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) reapresenta a / entre os dias 22 de maio e 28 de junho. A Timeline foi exibida anteriormente em Viena (2015 e 2016), Berlim e Hong Kong (2017) e no XXII Congresso da Sociedade Iberoamericana de Gráfica Digital, em São Carlos (2018).

Seu aspecto visual mais proeminente é uma Linha do Tempo, uma impressão de 20 x 1,5 metros, que traça a Sociedade da Informação a partir do ano 1900 até hoje e contém cerca de 500 entradas de eventos que contribuíram para o surgimento e transformação de nossa era. Essas entradas são organizadas em seis categorias horizontais e 12 tags verticais.

Uma camada contextual adicional é fornecida por três visualizações de rede das entradas da Linha do Tempo identificadas na Wikipédia multilíngue, as quais geram uma visão crowdsourcing sobre seus relacionamentos semânticos.

O desenvolvimento da Technopolitics Timeline, coordenada pelo coletivo Technopolitics Working Group sediado em Viena, ocorreu, desde o início, como um processo colaborativo para permitir que diferentes perspectivas coexistam dentro de uma estrutura unificada, mas aberta. Seu princípio de organização relativamente simples e sua estrutura modular permitem edições múltiplas e paralelas e reúnem diferentes perspectivas, que fazem reivindicações conflitantes de relevância para o desenvolvimento global da Sociedade da Informação. Um importante objetivo é investigar processos históricos de larga escala estruturados por paradigmas técnico-econômicos de um ponto de vista crítico e exploratório.

Em 2015, o grupo iniciou este projeto de pesquisa artística e apresentou a primeira versão na mostra coletiva Social Glitch, em Viena (com curadoria de Sylvia Eckermann, Gerald Nestler e Maximilian Thoman, Kunstraum Niederoesterreich). A Timeline v2.0 foi desenvolvida para uma exposição individual no MAK/Museum for Applied Arts, em Viena, em junho de 2016.

Em cooperação com o Transmediale, festival de arte da mídia, Technopolitics montou o Curated Knowledge Space na nGbK, Berlim, e organizou um dos principais painéis da conferência Transmediale na Haus der Kulturen der Welt (janeiro-fevereiro de 2017). Ainda em junho de 2017, Technopolitics apresentou o projeto Timeline no Connecting Spaces, em Hong Kong. A versão 4.0 foi exibida no XXII SIGraDi, em São Carlos, associada a um workshop de edição de entradas de informação, que resultará na versão 5.0 da Timeline.

Technopolitics Working Group (http://www.technopolitics.info/) é uma plataforma independente e transdisciplinar de artistas, jornalistas, pesquisadores, designers e desenvolvedores. Em 2009, Armin Medosch e Brian Holmes o criaram como um grupo de discussão on-line e desde 2011 formou-se um círculo, principalmente em Viena, que se reúne regularmente para palestras e discussões e produz conferências interdisciplinares, projetos de arte e pesquisa.

O grupo realizou mais de 20 encontros, nos quais artistas e pesquisadores apresentam e discutem seus projetos atuais. Desde 2014, as reuniões foram complementadas com um formato mais público, os Salões Tecnopolíticos, em locais de Viena e internacionalmente.

Serviço

Período da exposição: 22 de maio a 28 de junho, segunda a sexta, das 9h às 18h

Local: Instituto de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, Área 1, Campus de São Carlos

Mesa-redonda com os professores Anja Pratschke, David Sperling e Ruy Sardinha Lopes (IAU-USP) e Moacir Pontes (ICMC-USP)

06 de junho, às 17h, Auditório do IAU/USP "Paulo de Camargo e Almeida"

Endereço: Av. Trabalhador Sãocarlense, 400 13566-590 São Carlos SP

Realização: CCEx-IAU/USP e Technopolitics Working Group

Texto retirado de http://www.sigradi2018.iau.usp.br/index.php/technopolitics-timeline/

Imagem: Fotos da exposição realizada em Hong Kong (créditos: http://www.technopolitics.info/)

3º seminário Urbis

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Nos próximos dias 20 e 21 de maio, no auditório do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP)  "Paulo de Camargo e Almeida", será realizada a 3ª edição do seminário Urbis, promovido pelo Grupo de Pesquisa em História da Arquitetura, da Cidade e da Paisagem.

O evento contará com sessões temáticas diversas, nas quais pesquisadores do Grupo apresentarão suas pesquisas.

Para acessar o cartaz e a programação completa do evento, clique aqui.

"15M : LINGUAGENS" - documentário apresenta as manifestações de 15 de maio em São Carlos

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_ O novo short doc do Nomads.usp - "15M : LINGUAGENS" - apresenta as manifestações de 15 de maio de 2019 em São Carlos, SP, contra as agressões do governo federal às universidades públicas. Quinze mil pessoas participaram deste ato - mais de 1 milhão em todo o Brasil - mostrado no filme a partir da observação de linguagens utilizadas pelos manifestantes.

O filme está disponível para acesso livre e gratuito em:
https://www.youtube.com/watch?v=LCRTopO7b0o&feature=youtu.be

Este documentário curto integra o projeto DocNomads, do Nomads.usp - Núcleo de Estudos de Habitares Interativos do IAU-USP (http://www.nomads.usp.br/docnomads/).

Palestra no IAU: "Desafios de Mobilidade no Campus de São Carlos"

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_ A Comissão de Planejamento Acadêmico do Campus de São Carlos (CPAcad), deliberou retomar a discussão sobre as ações necessárias para elaborar e implementar um Plano Diretor para o Campus de São Carlos. Tal Plano envolve várias dimensões, do uso e ocupação do território do Campus, à melhoria das redes de infraestrutura e de serviços.

Dessa forma, a CPAcad retoma os trabalhos, realizando na próxima terça-feira dia 04/06, às 14:30h no Anfiteatro Paulo de Camargo Almeida, palestra do Professor Antônio Nelson Rodrigues da Silva com o tema "Desafios de Mobilidade no Campus de São Carlos".

Com esta palestra a CPAcad inaugura, assim, de forma pública a retomada das discussões do Plano Diretor do nosso Campus.

Imagens da palestra para apresentação da proposta vencedora do projeto do Bloco Didático do IAU

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No último dia 19 de junho, às 14 horas, no Atelier 3 do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), foi realizada a apresentação da proposta vencedora da licitação de técnica e preço para o Bloco Didático do IAU (ateliers e biblioteca), elaborada pelo escritório de arquitetura Base Urbana.

Para a licitação, 14 empresas se inscreveram, e uma comissão designada pela diretoria do IAU, composta pelos docentes do IAU, Joubert José Lancha, Manoel Rodrigues Alves, Simone Helena Tanoue Vizioli, e pelo Arquiteto da Divisão do Espaço Físico da Prefeitura do campus, Eduardo Araújo Silva, selecionaram quatro projetos para a segunda fase. "A licitação teve três fases: a primeira foi a técnica, avaliada por essa comissão. A segunda fase referiu-se ao preço, e a terceira à documentação. Essas duas últimas fases foram avaliadas por mim e pelos funcionários do IAU, Carlos Eduardo Malachias, Françoes José Gila, e pelo funcionário do Instituto de Química de São Carlos [IQSC/USP], Marcos Antonio Sabino", explica Joubert.

De acordo com o docente, esse tipo de licitação, por técnica e preço, não é costumeiro na USP, mas essa foi uma exigência do IAU, justamente para destacar e valorizar a parte técnica do projeto.

Na palestra do dia 19, as arquitetas, Caterine Otondo e Marina Mange Grinover, autoras do projeto vencedor, falaram detalhadamente sobre o mesmo à toda comunidade, dando início ao desenvolvimento do projeto.

Finalmente, os três primeiros projetos vencedores estão expostos no hall de entrada do IAU, trazendo ainda mais transparência ao processo licitatório em questão.

Para acessar o cartaz da palestra, clique aqui.

Confira, abaixo, algumas imagens da palestra do dia 19:

 

Crédito das imagens: Paulo Victor Souza Ceneviva

Exposições da semana no IAU

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Entre os dias 18 e 28 de junho, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), realizará a mostra de painéis do V Seminário da disciplina Estágio Supervisionado, coordenada pelo docente, Bruno Damineli.

Os painéis estão expostos na área de convivência do IAU, próxima à seção de graduação e pós-graduação do Instituto.

Além dessas, duas outras exposições tiveram início no IAU esta semana, ambas no corredor do prédio administrativo.

A primeira é de banners que trazem informações sobre parte dos grupos de pesquisa do Instituto. A segunda são as pranchas das melhores propostas classificadas para o bloco didático do IAU (ateliers e biblioteca).

As três exposições são abertas ao público.

3º Seminário de Pesquisa do IAU

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Na próxima quarta-feira, às 14 horas, no Ateliê 3 do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), será realizado o 3º Seminário de Pesquisa, cujo objetivo é caracterizar a pesquisa conduzida no Instituto, traçando estratégias para sua melhoria.

O evento contará com a presença do Pós-Reitor de Pesquisa (PRP/USP), Sylvio Roberto Accioly Canuto e deverá ser encerrado às 17 horas, tendo como público-alvo docentes e pós-doutorandos do IAU.

Clique aqui para acessar o cartaz do evento.

PRCEU/USP premia dois projetos de empreededorismo social do IAU

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A valorização da interação entre universidade e sociedade tem sido uma preocupação prioritária na Universidade de São Paulo (USP). Prova disso foi o edital Empreendedorismo Social 2019, de iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU/USP), lançado no começo deste ano, e que dará auxílio financeiro de R$25 mil a projetos de empreendedorismo social.

Ao todo, 171 projetos foram inscritos no edital supracitado, e somente 32 foram contemplados, sendo dois deles do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP).

Fortalecendo o ensino e práticas nos assentamentos rurais

O assentamento rural "Mário Lago", localizado no município de Ribeirão Preto (SP), já existe há 15 anos. Em 2017, a mestranda do IAU/USP, Iole Almança de Morais, iniciou sua pesquisa de mestrado, e escolheu o assentamento como objeto de estudo. "Há outros quatro alunos de graduação do IAU que também falarão sobre esse assentamento em suas pesquisas, e um de nossos desejos é criar uma escola lá, já prometida há muitos anos para a comunidade", conta. "Nosso projeto visará também trazer a capacitação dos alunos para realizar projetos de forma participativa, e que dialoguem com a realidade de um assentamento rural".

De acordo com Iole, a construção da escola no assentamento foi uma promessa feita pela prefeitura de Ribeirão Preto, que nunca saiu do papel. "Queremos que nosso projeto também traga um esclarecimento sobre essa situação", afirma.

O projeto envolverá outros alunos do IAU, tanto de graduação quanto de pós-graduação, e a verba adquirida através da PRCEU será utilizada, entre outras coisas, para a realização de viagens didáticas ao local. "Além disso, conseguiremos adquirir um drone, e poderemos aplicar essa tecnologia para pesquisa em assentamentos rurais, utilizando-o para fazer levantamentos nessas áreas que, normalmente, são muito grandes", explica a pesquisadora.

O projeto durará um ano, de julho de 2019 a julho de 2020. "Caso não consigamos finalizar o projeto da escola formal, de 1ª a 4ª série, vamos trabalhar num formato de escola técnica, voltada a agricultores, e vinculada ao patrimônio imaterial que tem no assentamento rural", elucida Iole.

Viver a cidade e oficinas urbanas

O projeto "Cartilha da Cidade ", proposto por Miguel Antonio Buzzar, docente e atual diretor do IAU, teve como um de seus objetivos produzir, em linguagem acessível ao grande público, um material que explicitasse o funcionamento das cidades, suas redes de infraestrutura, e que também, progressivamente, abordasse outros tópicos relacionados à cidade. "O caráter da cartilha era formador para os alunos, principalmente de escolas públicas, terem acesso à compreensão de como funciona a cidade", explica Miguel.

Implantado em 2016, o Cartilha da Cidade, viabilizado também graças ao Programa Unificado de Bolsas (PUB/USP), começou a ser apresentado nas escolas através das chamadas Oficinas Urbanas, sendo que em cada oficina um tópico diferente era abordado: energia elétrica, mobilidade urbana, água e esgoto etc. "No decorrer das oficinas, fomos aperfeiçoando seu desenvolvimento, que culminou com a formação do jogo Agentes Urbanos: cidade participativa, inspirado no jogo A paz mundial, do professor John Hurt. A proposta de nosso jogo, que adaptamos da proposta de Hurt, é incitar a reflexão dos participantes para situações urbanas comumente encontradas nas cidades. Isso nas oficinas mostrou-se muito dinâmico, pois as crianças passam a reconhecer determinadas situações urbanas, mas também como os equipamentos, o território e os agentes urbanos interagem", elucida o docente.

Através da verba adquirida no edital Empreendedorismo Social, Miguel conta que o plano é aperfeiçoar as várias versões do jogo. "Já fizemos versões para creches, ensino fundamental, médio e superior, inclusive envolvendo docentes de arquitetura e urbanismo que trabalham com planejamento urbano", conta. "Essas versões são preliminares e pretendemos, de fato, melhorá-las e torna-las próprias para que outras pessoas, não necessariamente envolvidas no projeto, possam aplica-las".

Em breve, o site Cartilha da Cidade deverá ser lançado e nele será possível fazer o download das versões dos jogos.

Para acessar a proposta do projeto Fortalecendo o ensino e práticas nos assentamentos rurais enviada à PRCEU, clique aqui.

Para acessar a proposta do projeto Viver a cidade e oficinas urbanas enviada à PRCEU, clique aqui.

Para saber quais outros projetos foram contemplados no edital, clique aqui.

Aluna do IAU é contemplada para programa na Babson College

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Recentemente, a agência USP de Inovação (AUSPIN) abriu edital para alunos de todos os cursos de graduação da USP para participação do programa Babson Build Entrepreneurship Program da Boston University (EUA), resultante de uma parceria entre o Santander Universidades e a Universidade de São Paulo (USP).

O programa, que ocorrerá entre os dias 15 e 27 de julho de 2019, terá como objetivo principal propiciar aos participantes oportunidade de acesso a culturas estrangeiras por meio da mobilidade internacional, realizando cursos na universidade estadunidense Babson College.

O programa, que contemplou apenas dois alunos de toda a USP, teve entre os selecionados a aluna de graduação do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), Jeanne Alves Vilela. "A seleção foi feita por análise de currículo, e fiquei muito surpresa, pois meu currículo não tinha muito foco em empreendedorismo. Entretanto, agora, estou coordenando minhas ações focadas nisso. Inclusive, eu meu TGI*, farei um centro de economia solidária", conta. "Durante a graduação, não fiz nenhuma disciplina de empreendedorismo, e penso que essa será uma ótima oportunidade para exercitar esse lado empreendedor que eu ainda não tenho", finaliza.

*Trabalho de Graduação Integrado

Imagem: Jeanne Alves Vilela (créditos: arquivo pessoal)

Lançamento do livro “Rodrigo Brotero Lefèvre e a ideia de vanguarda no Brasil”

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No próximo dia 11 de junho (terça-feira), às 19h30, no Instituto Casa Vilanova Artigas (São Paulo-SP), ocorrerá o lançamento do livro "Rodrigo Brotero Lefèvre e a ideia de Vanguarda no Brasil", escrito pelo docente e diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), Miguel Antonio Buzzar.

A obra de Rodrigo Lefèvre é ainda hoje pouco conhecida. Professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), logo após ter se formado, foi um dos personagens chave do debate arquitetônico dos anos 1960 e 1970. Juntamente com Sérgio Ferro e Flávio Império, problematizaram a associação entre arquitetura moderna e estado, e questionaram as relações de trabalho no canteiro de obras, propondo a ruptura da hierarquia baseada em saberes técnicos, frente aos saberes construtivos correntes desenvolvidos pelos trabalhadores.

Suas casas em abóbadas de tijolos constituem verdadeiros manifestos de uma produção arquitetônica que pretende não penalizar os trabalhadores no canteiro, que retira dos materiais convencionais suas máximas possibilidades técnicas para criar novas espacialidades. Sua obra é uma obra de reunião, de saberes, de trabalhos e de possibilidades técnicas construtivas que se fazem presentes em determinados contextos e situações.

Preso junto com Sérgio Ferro e outros companheiros em função do endurecimento do regime militar com o AI-5, após a sua libertação retornou à docência, inicialmente, na FAU/USP, e depois também na PUCCamp. Quando arquiteto na Empresa de Consultoria Hidroservice, logo destacou-se assumindo a função de coordenador de projetos. Nesse trabalho, demonstrou, ao dirigir grandes e complexos projetos, que a opção por técnicas construtivas convencionais era parte de um projeto político e social maior, longe de significar um limite de seus conhecimentos profissionais.

O livro que será lançado é decorrente de tese de doutorado defendida na FAU/USP e pretende contribuir para o enriquecimento da historiografia moderna brasileira. Como salientou Sérgio Ferro na apresentação do livro:

É tempo de acabar com o ostracismo, profundamente injusto com relação a Rodrigo. Éramos como três irmãos, (convém logo chamar o Flávio Império para nossa conversa). Diferentes sem dúvida, mas sem distâncias entre nós. As especificidades de cada um irrigava os outros sem parcimônia (eu saí ganhando, eles certamente sabiam, mas nunca reclamaram). Entretanto os favores sociais couberam mais ao Flávio e a mim. Culpa dele: sempre foi o mais rigoroso e intransigente em suas posições essenciais. O que o tornava o menos "sociável", mais ríspido nas respostas às provocações. Daí a injustiça do ostracismo.

Clique aqui para assistir à entrevista de Miguel Antonio Buzzar sobre o livro.

Debate lançamento: "Os limites da acumulação, movimentos e resistência nos territórios"

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Na próxima segunda-feira, 1º de julho, às 19 horas, na livraria Tapera Taperá (São Paulo-SP), será realizado o debate lançamento da publicação "Os limites da acumulação, movimentos e resistência nos territórios", organizado pela docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), Cibele Rizek, e pelos pesquisadores do IAU, Joana Barros e André Dal´bó da Costa. A versão on-line do livro pode ser acessada no Portal de Livros Abertos da USP (clique aqui).

Segue abaixo um pequeno resumo da sinopse:

O livro reúne uma série de pesquisa recentes, reflexões e depoimentos de experiências de resistência, com a perspectiva de discussão dos processos e limites da acumulação capitalista neoliberal no território brasileiro. A publicação busca ampliar as possibilidades de compreensão da realidade de nossas cidades e territórios, hoje imersos na presente e brutal radicalização do neoliberalismo em sua expressão periférica. 

A livraria Tapera Taperá fica na Galeria Metrópóle, localizada à Avenida São Luís, 187, 2º andar, loja 29, República (próxima ao metrô República).

Oficina de Dupla-Titulação

Oficina-de-Dupla-Titulação

No próximo dia 8 de maio, às 9 horas, no auditório do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP) "Fernão Stella de Rodrigues Germano", ocorrerá a Oficina de Dupla-Titulação.

Durante o evento, os assessores de convênios da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, Kavita Miadaira Hamza e Niels Olsen Saraiva Camara, e os servidores, Daniella Rodrigues e Marcos Rogério Soares Moreira, estarão à disposição para explicar os procedimentos para que os alunos de pós-graduação possam realizar uma dupla titulação com instituições internacionais, além de sanar dúvidas referentes ao estabelecimento e formalização do processo. 

A oficina também será transmitida pela IPTV USP.

Com informações da assessoria de convênios da PRPG/USP

Workshop "Tecnologias da Informação, Metodologias Ativas e Práticas Pedagógicas"

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No próximo dia 8 de maio, no Atelier 5 do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), será realizado o workshop "Tecnologias da Informação, Metodologias Ativas e Práticas Pedagógicas", que será ministrado por Ana Silvia Barraviera Ferreira, pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Durante o workshop, serão realizadas duas oficinas: a primeira, às 9 horas,  intitulada "Sala Invertida e TBL", e a segunda, às 14 horas, intitulada "Produção de material didático: criação e dinâmica".

O workshop é gratuito, não necessitando de inscrição prévia para participação.

Para acessar o cartaz do evento, clique aqui.

 

IAU recebe exposição "Liubliana de Plečnik" no próximo dia 10

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Entre os dias 10 de abril de 10 de maio, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) sediará a exposição "Liubliana de Plečnik", sobre a vida e obra do notório arquiteto esloveno, Joze Plecnik, que tem para este país a mesma importância e significado que Oscar Niemayer tem para o Brasil.

Plecnik desenhou edifícios e setores da capital eslovena, Liubliana, durante a primeira metade do século XX. Em 2017, o governo esloveno lançou uma exposição que conta com 20 painéis (em português e inglês), apresentando as principais obras do arquiteto.

No Brasil, a exposição já foi realizada no Palácio do Governo (Brasília- DF), na Universidade de Brasília (UnB), na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP).

No primeiro dia da exposição (10/04), às 14 horas, no auditório do IAU "Paulo de Camargo e Almeida", haverá uma palestra de abertura com a arquiteta eslovena, Darja Kos Braga.

A exposição, que será no corredor principal do prédio administrativo do IAU, é uma iniciativa da Comissão de Cultura e Extensão do IAU (CCEx-IAU) e, para mais informações, basta escrever para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Projeto Cartilha da Cidade seleciona bolsistas

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O Projeto de Pesquisa e Extensão Oficinas Urbanas e Cartilha da Cidade, que envolve alunos da Graduação, Pós-Graduação e a comunidade participante, a partir de atividades interativas promove o debate acerca da cidade, seus agentes e dinâmicas. Desta forma, possibilita a aproximação de temas urbanos com o cotidiano dos estudantes, sobretudo, do ensino Fundamental e Médio, com o intuito de incentivar o pensamento crítico sobre a cidade, contribuindo à formação cidadã.

O Projeto está selecionando alunos de graduação para duas bolsas, com a duração de 6 a 12 meses (preferencialmente 12 meses). Para escolha dos bolsistas, no dia 9 de maio, quinta-feira, haverá uma conversa e uma seleção inicial às 18h, no auditório do IAU/USP "Paulo de Camargo e Almeida".

Para os que se interessarem/tiverem dúvidas, no dia 8 de maio, alunos do Projeto participarão do Café com Pesquisa, às 15h, no qual serão apresentados o projeto e suas atividades. Para participação no dia 9 de maio não será necessária a inscrição.

Para mais informações sobre o projeto, clique aqui.

Manifestação da Congregação do IAU sobre a politica educacional e de pesquisa do Governo Federal

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A Congregação do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU/USP), reunida em sua 92ª Sessão Ordinária da Congregação, no dia 3 de maio de 2019, vem a público manifestar o seu posicionamento, absolutamente contrário ao conjunto de medidas tomadas pelo atual governo federal, em relação ao desmonte do Sistema de Pesquisa e do Sistema Educacional Brasileiro. Trata-se, assim, de denunciar a política estruturada de destruição das instituições e processos educacionais e de pesquisa para além da necessidade de denunciar a falsidade das informações veiculadas pelas mídias e pelas redes sociais.

O ataque à educação e à pesquisa abrange com igual intensidade todas as suas modalidades, do ensino básico ao superior. Entretanto a inviabilização do sistema superior de ensino e pesquisa ocupa posição estratégica no âmbito da ação do atual Governo em uma guerra declarada à produção do conhecimento .

Sabemos que o ensino público fundamental e médio vêm sendo corroído há décadas no Brasil e as deficiências resultantes desse processo de corrosão são bastante conhecidas. Entretanto, o sistema de ensino e pesquisa público de nível superior se manteve qualitativamente organizado, alcançando resultados reconhecidamente de excelência. A acusação de ineficiência que incide especialmente sobre as áreas reunidas no que se convencionou chamar de Humanidades vem sendo utilizada para deslegitimar todo o sistema público de ensino e pesquisa, transformando-o em ônus ou território a ser vencido ou eliminado, crescentemente visto como perdulário e inútil diante das carências e das urgências do Brasil. A inviabilização do sistema público superior de ensino e de pesquisa aponta ainda para a perspectiva de sua privatização, para sua transformação em nicho de negócio rentável e lucrativo à mercê de fundos de investimento estrangeiros e de grandes conglomerados de empresas que já dominam parte do ensino superior privado do país.

Neste sentido, a Congregação do IAU/USP reafirma a sua posição contrária a essa mesma política, e conclama todos aqueles que defendem a preservação estratégica do ensino e da pesquisa públicos e de qualidade a cerrarem fileiras em sua defesa.

Imagem: Reunião promovida pelos alunos do IAU na última quinta-feira, 9 de maio, para discutir ações contra a política educacional do Governo Federal

A técnica que poderá "salvar" Notre-Dame

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No último dia 15 de abril, todos os olhos do planeta mais uma vez voltaram-se para a França. Nesse dia, 14 horas de chamas transformaram em cinzas parte da notória Catedral de Notre-Dame, obra secular que recebe uma média de 14 milhões de visitantes ao ano.

Pesquisadores de várias partes do mundo vêm estudando técnicas de restauração capazes de preservar a integridade física e visual da Catedral, e uma delas, ao que tudo indica, será capaz de cumprir esse objetivo: o mapeamento digital feito por meio da fotogrametria e da scannerização 3D.

A fotogrametria consiste na criação do espaço-objeto tridimensional através do registro de imagens bidimensionais. Ou seja, faz-se o registro fotográfico de uma obra, tirando fotos de diversos ângulos, insere-se todas as imagens no computador e um programa cria a imagem tridimensional dessa obra, baseado nas imagens bidimensionais enviadas.

A técnica deve agora se tornar mais conhecida, e pesquisadores do Núcleo de Estudos de Linguagens em Arquitetura e Cidade do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (N.ELAC-IAU/USP) já a estudam há dois anos, e para um objetivo tão ou mais nobre do que a restauração da Catedral de Notre-Dame: educação patrimonial.

No N.ELAC, do qual também fazem parte os docentes Simone Helena Tanoue Vizioli, Joubert José Lancha e Paulo Cesar Castral, duas principais vertentes são trabalhadas desde 2012: linguagem e educação patrimonial. Nesta última, está inserido o projeto de extensão e pesquisa Sistema de Jogos Lúdicos para Educação Patrimonial, que, até o momento, resultou no desenvolvimento de três jogos diferentes: dobraduras de papel, blocos de montar e jogos digitais, sendo que os jogos digitais estão sob a responsabilidade de Simone. "Desde 2012, desenvolvemos alguns jogos digitais com o objetivo de contribuir com a educação patrimonial, colocando a sociedade em contato com edifícios de importância histórico cultural e trazendo o entendimento sobre a importância do edifício na cidade", explica.

Até o momento, três jogos digitais diferentes já foram produzidos, que contemplam faixas etárias dos 7 aos 14 anos de idade, e focam no aprendizado dos participantes. Mas estes não são os únicos aprendizes. "Os bolsistas do projeto, alunos de graduação do IAU, também aprendem muito nesse processo, pois eles realizam pesquisas sobre jogos e patrimônio antes de aplicar e até mesmo desenvolver esses jogos", esclarece Simone.

E o que a fotogrametria tem a ver com tudo isso?

Recentemente, o N.ELAC recebeu da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) um apoio financeiro para custear o projeto Estudo do Mapeamento Tridimensional (fotogrametria) para Educação e Documentação Patrimonial*, diretamente relacionado às ações de pesquisa e extensão desenvolvidas pelo grupo, também tendo sido contemplado em edital da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP*.

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Levantamento de campo feito na Fazenda do Pinhal (créditos da imagem: Simone Vizioli)

Tendo como objeto de estudo a Fazenda do Pinhal de São Carlos, o projeto é multidisciplinar, e conta com a colaboração de alunos da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), para fazer o levantamento topográfico, pesquisadores do Centro de Estudos da Fazenda do Pinhal, pesquisadores do IAU, e com o docente do Politécnico de Milão (POLIMI- Itália), Andrea Adami. "Estamos trabalhando conjuntamente para fazer o levantamento da Fazenda do Pinhal em fotogrametria", explica Simone.

Com uma verba de R$68 mil, os pesquisadores pretendem alavancar pesquisas nessa área, criando inclusive um laboratório de fotogrametria. Enquanto isso não se concretiza, outras ações de menor porte já vêm sendo realizadas, a exemplo do workshop Photogrammetry for the valorization of cultural heritage: principals and applications for documentation and communication, realizado no IAU no último dia 24 de abril, ministrado por Adami. "Adami trabalha há mais de dez anos com essa técnica na Itália, então ele tem uma forte expertise nessa área", afirma a docente. "Ele coordena um trabalho como esse há quatro anos na Basílica de São Marco [Veneza-Itália], utilizando escâner 3D e fotogrametria".

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Workshop sobre fotogrametria minitrado por Andrea Adami no IAU (créditos da imagem: Simone Vizioli)

O objetivo final do projeto é, além de fazer a documentação do patrimônio, também encontrar maneiras alternativas de visitação a diversas obras, utilizando para isso realidade aumentada. Através da fotogrametria, não somente obras seculares, como também todos os objetos pertencentes a ela poderão ser vistos e visitados virtualmente.

De acordo com Simone, embora se trate de um projeto simples, ele trabalha com uma técnica complexa, e está relacionado a uma especialidade sobre a qual poucas pessoas, no Brasil e no mundo, têm conhecimento. Mas ao se pensar que a fotogrametria será uma das ferramentas utilizadas para recuperar a integridade de Notre-Dame, comprova-se que, de fato, muitas vezes é na simplicidade que se encontra o essencial.

*Edital de Apoio a Projetos que Façam Uso de Sistemas Digitais Inteligentes

Imagem 1: Imagem da Fazenda do Pinhal gerada pelo processo de fotogrametria (créditos da imagem: Simone Vizioli)

Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP visita o IAU

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No último dia 23 de maio, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) recebeu o Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior. De iniciativa da diretoria e da pós-graduação do Instituto, o intuito da visita foi apresentar as virtudes e também dificuldades vivenciadas pelo IAU nos últimos anos no que se refere à pós-graduação.

De acordo com Miguel Antonio Buzzar, docente e Diretor do IAU, o Instituto é ainda uma Unidade em construção e, por essa razão, para que chegue no patamar das outras Unidades da USP, é preciso que o IAU tenha um tratamento diferenciado.

Tomás Antonio Moreira, docente do IAU e Presidente da Comissão de Pós-Graduação do Instituto, entregou ao Pró-Reitor uma carta na qual constam os principais pleitos necessários à melhoria da pós-graduação (clique aqui para acessar a carta).

Após uma primeira reunião com a diretoria e comissão de pós-graduação do Instituto, houve uma segunda reunião, aberta a toda comunidade do IAU, na qual estiveram presentes majoritariamente docentes e alunos de pós-graduação.

Nessa reunião, Carlotti falou aos presentes sobre as principais resoluções adotadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para o próximo quadriênio, que se resumiram a três pontos principais: características dos programas de pós-graduação (plano estratégico dos programas e principais metas), valorização da produção conjunta entre alunos e orientadores, e o impacto dos programas em nível local, regional e nacional, focando mais na qualidade das pesquisas, e menos na quantidade de artigos publicados. "Resumindo, essa nova avaliação será mais simples, porém com mais qualidade, e mais centrada no aluno", declarou o Pró-Reitor.

Depois da fala de Carlotti, os presentes puderam fazer perguntas ao Pró-Reitor, tirando diversas dúvidas a respeito da pós-graduação no IAU e na USP, em geral.

Palestra: Photogrammetry for the valorization of cultural heritage: principals and applications for documentation and communication

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No próximo dia 24, às 10 horas, no auditório do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) "Paulo de Camargo e Almeida", ocorrerá a palestra Photogrammetry for the valorization of cultural heritage: principals and applications for documentation and communication, que será ministrada por Andrea Adami.

A entrada para palestra é gratuita, não sendo necessária inscrição prévia para participação.

Para acessar o cartaz da palestra, clique aqui.

III Seminário ATHIS- Desenho da cidade: do Rural ao Urbano

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No próximo dia 22 de abril, às 9 horas, na Universidade de Mogi das Cruzes (SP), será realizada o III Seminário ATHIS- Desenho da cidade: do Rural ao Urbano, que terá como convidado Milton Nakamura(FMU-FIAM/FAAM), para ministrar a palestra "Gestão de Projetos Integrados em Assentamentos Precários: experiências na região metropolitana de São Paulo".

O evento é parte das atividades do Simpósio de Planejamento Urbano 2019, e terá como foco a apresentação e debate de teorias, experiências de planos e programas articulados ao plano de urbanização, sobretudo em como construir o diálogo com as políticas socioambientais e sua continuidade.

A iniciativa é do Grupo de Pesquisa "Práticas de Pesquisa, Ensino e Extensão em Urbanismo" do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (PExURB-IAU/USP), que atualmente vem desenvolvendo um projeto de urbanização de assentamento precário visando à regularização fundiária da comunidade do Banhado, em São José dos Campos (SP).

Para mais informações sobre o evento, clique aqui.

Para acessar o cartaz do evento, clique aqui.

"Concurso Arquitetura" premia dois alunos do IAU

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De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, o número de pessoas deslocadas por guerras, violência e perseguições bateu um novo recorde pelo quinto ano seguido: 68,5 milhões*.

Ciente dessa triste realidade, o portal Concurso Arquitetura escolheu como tema de seu concurso de 2018 "Habitação temporária para refugiados", sendo que a solução apresentada deveria proporcionar "requisitos mínimos a uma vida digna e responder às necessidades mais imediatas dos habitantes".

Os alunos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), Paul Newman dos Santos e Renan Leite Antiqueira, aceitaram o desafio, e o resultado foi melhor do que o esperado: entre cerca de 500 inscritos no concurso, Paul conquistou a 4ª colocação, enquanto o projeto de Renan ficou classificado entre os 20 melhores.

Os projetos

Renan optou por um projeto de uma habitação transicional. "Esse tipo de habitação faz a transição das pessoas que estão chegando em um país novo, em uma situação difícil e precária, então a habitação não poderia ser tão efêmera. Elas precisam de tempo para se estabelecer em um local", explica o aluno.

Com isso em mente, ele construiu um módulo pop out, módulo estrutural pré-fabricado que se dobra conformando arcos de círculos com três unidades habitacionais cada um, com cerca de 25m², e capacidade para abrigar de quatro a cinco pessoas.

A estrutura básica do módulo é steel frame, mas o revestimento pode ser de qualquer tipo de material, o que abre a possibilidade para utilização daquilo que tiver em maior abundância no local onde o refugiado irá se instalar. "É um processo construtivo muito rápido, que não necessita de mão-de-obra especializada", explica Renan. "Utilizei telha translúcida, para que a habitação tivesse iluminação e aquecimento naturais, e fiz janelas basculantes, para que houvesse ventilação cruzada", elucida.

O módulo projetado por Renan também considerou a acessibilidade. Além disso, o projeto permite que as habitações também tenham outras funções, podendo ser utilizadas como restaurantes, hospitais etc.

Paul escolheu madeira e taipa (bambu e terra) como matérias-primas para construção de sua habitação, "O júri do concurso disse que o que chamou a atenção em meu projeto foi a utilização desses materiais para gerar plasticidade e funcionalidades não convencionais", diz Paul. "Escolhi esses materiais, pois eu queria que fosse uma construção mais coletiva, que as pessoas pudessem montar de maneira colaborativa. É mais fácil aprender a mexer com terra e madeira, pois o manuseio desses materiais não exige um acompanhamento técnico tão rigoroso, facilitando o trabalho".

Para acessar a imagem dos projetos em alta resolução:

- Clique aqui para acessar o projeto de Paul

- Clique aqui para acessar o projeto de Renan

*https://nacoesunidas.org/acnur-numero-de-pessoas-deslocadas-chega-a-685-milhoes-em-2017/

Pense no velho!

Quando se fala em arquitetura, pensamos imediatamente em construção de algo novo, mas dificilmente na preservação de algo velho, o que tem se tornado cada dia mais necessário, especialmente por questões ambientais.

No projeto "Patrimônio e Mídia Digital", coordenado pelo Núcleo de Estudos de Habitares Interativos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (NOMADS- IAU/USP), do qual fazem parte os docentes Anja Pratschke e Marcelo Tramontano, conservação é uma premissa e, mais do que isso: uma filosofia orientadora.

Dentro deste projeto, vários outros são abrangidos, entre eles o de iniciação científica da aluna de graduação, Maria Clara Cardoso. Orientado por Anja, o trabalho, intitulado "Levantamento e leituras de estudos de caso sobre a inserção de recursos digitais na gestão e preservação do patrimônio", teve como principal diferencial as metodologias utilizadas, que abarcaram estudo de caso, levantamento bibliográfico e dois experimentos. "Primeiro, fizemos levantamento de textos contemporâneos sobre patrimônio, educação e gestão. Posteriormente, juntamente com as doutorandas Sandra Schmitt Soster e Jessica Aline Tardivo, fizemos oito estudos de caso sobre educação patrimonial", explica a docente.

Dentro dos dois experimentos realizados, um deles teve Brotas (SP) como campo empírico, onde foi feito um mapeamento da cidade, que contou com a participação direta de algumas entidades do município, em especial as Secretarias Municipais de Educação e Cultura e a Escola de Ensino Fundamental "Álvaro Callado", a ONG "Casa Júa" e a própria população da cidade, que auxiliou na estruturação e implementação da investigação.

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Alunos durante o percurso fotográfico guiado. Brotas, 2018 (Fonte. Arquivo da pesquisa, Tardivo, 2018)

Anja destacou o envolvimento da população de Brotas no projeto, especialmente dos alunos das escolas participantes, que auxiliaram no levantamento temático, e produziram fotomontagens a partir das leituras e interpretações sobre tudo que viram em um passeio guiado. "Tudo isso resultou em uma exposição na praça central 'Amador Simões de Brotas'. Os pais dos alunos e os habitantes da cidade prestigiaram a exposição. A ideia foi chamar a atenção para a cidade e focar em sua conservação, mostrando tudo de belo que ela tem", diz Anja. "Utilizando smartphones e softwares livres para edição de imagens, todos os participantes puderam fazer um mapeamento completo da cidade, provando que, com poucos recursos, é possível conhecer e, sobretudo, preservar".

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Oficina de Fotocolagem digital. Brotas, 2018 (Fonte. Arquivo da pesquisa, Tardivo, 2018)

O interesse em preservar

De acordo com Anja Pratschke, o tema de preservação e patrimônio é de interesse de diversos grupos de pesquisa e alunos do IAU. "O interessante do patrimônio é que não é preciso se pensar em um projeto: a obra já está ali e, como arquiteto, o pensamento será voltado sobre como valorizar o que já existe", explica.

O tema, além de interdisciplinar, tem o apelo da sustentabilidade, já que a recuperação daquilo que já foi construído custa muito menos para o meio ambiente do que começar construções do zero.

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Exposição das Fotocolagens na Praça Amador Simões. Brotas, 2018 (Fonte. Arquivo da pesquisa, Tardivo, 2018)

A temática também tem ganhado relevância no meio acadêmico e prova disso é o trabalho da própria Maria Clara, que foi destacado na etapa internacional do Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica (SIICUSP), recebendo menção honrosa. "Além de trazer uma diversidade de metodologias, que oferece entendimento diferenciado, Maria Clara teve muita disposição em realizar o estudo, e isso foi o que realmente fez a diferença", conclui a orgulhosa orientadora.

Representação de universidades é reduzida no Condephaat

Condephaat

O governador de São Paulo, João Doria, mudou a composição do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat ) do Estado de São Paulo. Na prática, isso significa que haverá uma redução na quantidade de cadeiras ocupadas por pesquisadores das três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp), a fim de aumentar a representação do governo nas decisões. O presidente da República, Jair Bolsonaro, também revogou a existência de vários conselhos por meio de decreto.

Inconformados e indignados com a decisão do governo estadual, docentes das três universidades públicas estaduais divulgaram um manifesto, assinado, inclusive, por diversos docentes do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP).

Para acessar o manifesto na íntegra, clique aqui.

Texto adaptado de matéria publicada no Jornal da USP (clique aqui para acessar a matéria na íntegra).

Livro de docente do IAU recebe prêmio

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No último dia 17 de abril, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) premiou o livro "Planejamento Regional no Estado de São Paulo: Polos, Eixos e a Região dos Vetores Produtivos", de autoria de Jeferson Tavares, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP). O livro foi premiado na quarta edição do Prêmio "Ana Clara Torres Ribeiro", cujo júri foi composto por por Maria do Carmo L. Bezerra (UnB), Madianita Nunes da Silva (UFPR), Hipólita Siqueira de Oliveira (UFRJ), Gilberto Corso Pereira (UFBA) e Simaia Mercês (UFPA).

O livro, originado da tese de doutorado de Jeferson, discute o desvendamento das ideias, planos, projetos e obras que determinaram a atual lógica do território paulista. Resultado de oito anos de pesquisa junto ao IAU, o livro partiu dos atuais conflitos do processo de urbanização brasileira para compreender como e por que o Estado e a iniciativa privada constituem espaços de permanências de investimentos nos âmbitos local, metropolitano, regional e nacional.

Para acessar o resumo do livro, clique aqui.

Sobre a ANPUR

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional é uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que congrega programas universitários de pós-graduação e entidades brasileiras que desenvolvem atividades de ensino e/ou pesquisa no campo dos estudos urbanos e regionais e do planejamento urbano e regional.

Sendo a instituição de maior importância na área de pós-graduação e pesquisa em planejamento urbano e regional, a premiação oferecida pela entidade é um reconhecimento legítimo.

Para mais informações sobre a ANPUR, clique aqui.

Visita monitorada ao IAU: inscrições abertas

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No próximo dia 11 de abril, estudantes, pais, professores e quaisquer interessados terão a oportunidade de conhecer de perto o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) e saber, diretamente pelos professores, alunos e funcionários do IAU, o que faz um arquiteto e urbanista.

O evento faz parte das Visitas Monitoradas da USP e as Profissões, que tem o propósito de fornecer informações sobre os cursos, atividades de extensão e pesquisa, entre outros serviços prestados à comunidade.

No IAU, além de palestras e conversas com os docentes, alunos e funcionários do Instituto, os visitantes também terão a oportunidade de visitar os ateliês com exposições de trabalhos, e os laboratórios de Modelos e Maquetes, Fabricação Digital e Desenho Digital.

As visitas ocorrerão das 9 às 11h30 e das 14 às 16h30, sendo que, para cada período, há 60 vagas disponíveis.

Para se inscrever para a visita monitorada no IAU, basta enviar e-mail à O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. As inscrições podem ser para visitas individuais ou em grupo.

Mais informações pelo número (16) 3373-8765

Pré-lançamento do livro “Rodrigo Brotero Lefèvre e a Vanguarda da Arquitetura no Brasil”

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No próximo dia 9 de abril, às 17 horas, no auditório do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) "Paulo de Camargo e Almeida", ocorrerá o pré-lançamento do livro "Rodrigo Brotero Lefèvre e a Vanguarda da Arquitetura no Brasil", de autoria do docente do IAU, Miguel Antonio Buzzar. A obra é decorrente da tese de doutorado de Miguel, defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), e pretende contribuir para o enriquecimento da historiografia moderna brasileira.

A obra de Lefrève é ainda hoje pouco conhecida. Tendo iniciado sua docência na FAU logo após ter se formado, ele foi um dos personagens chave do debate arquitetônico das décadas de 1960 e 1970. Juntamente com Sérgio Ferro e Flávio Império, problematizaram a associação entre arquitetura moderna e estado, e questionaram as relações de trabalho no canteiro de obras, propondo a ruptura da hierarquia baseada em saberes técnicos, frente aos saberes construtivos correntes desenvolvidos pelos trabalhadores.

Suas casas em abóbadas de tijolos constituem verdadeiros manifestos de uma produção arquitetônica que pretende não penalizar os trabalhadores no canteiro, que retira dos materiais convencionais suas máximas possibilidades técnicas para criar novas espacialidades. A concepção de sua obra é de reunião, de saberes, de trabalhos e de possibilidades técnicas construtivas que se fazem presentes em determinados contextos e situações.

Preso junto com Sérgio Ferro e outros companheiros em função do endurecimento do regime militar com o AI-5, após a sua libertação retornou à docência, inicialmente na FAU, e depois, também, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp). Quando arquiteto na Empresa de Consultoria Hidroservice, logo se destacou, assumindo a função de coordenador de projetos. Nesse trabalho, demonstrou, ao dirigir grandes e complexos projetos, que a opção por técnicas construtivas convencionais era parte de um projeto político e social maior, longe de significar um limite de seus conhecimentos profissionais.

Conforme salientou Sérgio Ferro durante a apresentação do livro,

É tempo de acabar com o ostracismo, profundamente injusto com relação a Rodrigo. Éramos como três irmãos (convém logo chamar o Flávio Império para nossa conversa). Diferentes, sem dúvidas, mas sem distâncias entre nós. As especificidades de cada um irrigava os outros sem parcimônia (eu saí ganhando, eles certamente sabiam, mas nunca reclamaram). Entretanto os favores sociais couberam mais ao Flávio e a mim. Culpa dele: sempre foi o mais rigoroso e intransigente em suas posições essenciais. O que o tornava o menos "sociável", mais ríspido nas respostas às provocações. Daí a injustiça do ostracismo.

Durante o pré-lançamento, o livro será vendido a R$60,00, com preço de capa a R$110,00.

Palestra "Sistema construtivo em aço steel frame"

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Na próxima sexta-feira, 5 de abril, às 10 horas, no auditório do CETEPE, será realizada a palestra "Sistema construtivo em aço steel frame", que será ministrada pelo engenheiro civil Riberto Carminatti Júnior, mestre em construção civil pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A palestra é parte da disciplina "Construção Civil I" do curso de arquitetura e urbanismo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), ministrada pelas docentes, Kelen Dornelles e Akemi Ino, mas será aberta ao público geral, não sendo necessária inscrição prévia para participação.

Clique aqui para visualizar o cartaz do evento.

3º seminário do Grupo de Pesquisa "Patrimônio, Cidades e Territórios": depoimentos e trajetórias

Seminário-GP-Patrimônio

Nos dias 4 e 5 de abril, no auditório 2 do CETEPE/USP (próximo à biblioteca da EESC/USP), será realizada a 3ª edição do seminário do Grupo de Pesquisa "Patrimônio, Cidades e Territórios".

Clique aqui para acessar o cartaz do evento.

Clique aqui para acessar o caderno de resumos do evento. 

Exposição "O Plano de Ação [PAGE] e a Arquitetura Social"

Cartaz-Exposição-PAGE-2

A produção de equipamentos públicos durante a gestão do governador Carvalho Pinto no Estado de São Paulo (1959-1963), a partir do seu Plano de Ação (PAGE), do ponto de vista da difusão da arquitetura moderna e dos compromissos políticos que os seus protagonistas estabeleceram, configura-se como um dos momentos mais ricos do Modernismo Brasileiro e de sua dimensão social.

Trazendo para o primeiro plano a questão social através da produção de equipamentos públicos, as obras implantadas pelo PAGE, valendo-se da hegemonia já alcançada pela Arquitetura Moderna nos anos 1950, incrementaram o desenvolvimento da linguagem, produzindo novas soluções e tipos modernos, não se limitando à repetição de concepções e formas consagradas e estabelecidas.

A exposição que será realizada no saguão de Entrada do Instituto de Arquitetura e Urbanismo, no Campus da USP em São Carlos complementa as atividades do 6º Seminário Regional DOCOMOMO São Paulo, realizado em setembro de 2018, que teve como tema, justamente, "A Arquitetura Moderna e a Questão Social".

Sobre as obras de equipamentos públicos implantados pelo PAGE, Plínio de Arruda Sampaio, então chefe de Gabinete do governador, afirmou que os "projetos padrão" anteriormente desenvolvidos pelo DOP, não atendiam as qualidades pretendidas em termos de aproveitamento e funcionalidade. Mas, sobretudo, não consentiam as qualidades formais e simbólicas dos próprios públicos, que necessitavam amalgamar desenvolvimento material e modernismo social, e desta forma solicitavam a adoção da arquitetura que naquele momento já "fazia história":

(...) era óbvio que tinha que ser moderno. Nem se discutia, era uma coisa de senso comum. Era tão hegemônica a ideia e eles todos eram ligados a isso, tinham acabado de sair da arquitetura. Eram todos alunos do Artigas, desse pessoal "craque"(...) . (SAMPAIO, 2007)

As obras do PAGE foram financiadas pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (IPESP), que contratou os projetos junto aos escritórios de arquitetura, após acordo que normatizou os valores e a remuneração dos projetos, entre o Estado e o Departamento Paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/SP).

A exposição tem por base a pesquisa "Difusão da arquitetura moderna no Brasil - o patrimônio arquitetônico criado pelo Plano de Ação do governo Carvalho Pinto (1959-1963)", realizada pelo Grupo de Pesquisa "Arte, arquitetura Brasil: Diálogos na Cidade Moderna e Contemporânea – ArtArqBr", inicialmente financiada pela FAPESP. Nela, identificou-se que mais de 160 arquitetos projetaram para o PAGE, produzindo equipamentos em 275 cidades do Estado de São Paulo. Até agora, essa pesquisa registrou mais de 1.100 empreendimentos construídos, levantou 661 e inventariou com precisão 521. Uma pequena parcela dessa produção será apresentada na exposição, todavia, como poderá ser atestada, sua importância para os rumos da Arquitetura Moderna Brasileira foi inequívoca.

A exposição será realizada entre 2 (a partir das 16h30) e 14 de abril de 2019, e ficará aberta durante todo o dia no Saguão de Entrada do Instituto de Arquitetura e Urbanismo, no campus da USP em São Carlos.

I Seminário Regional do Habitat Rural: Moradia, produção e a questão agrária no oeste paulista

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_ Nos dias 28 e 29 de março de 2019, no anfiteatro da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) "Jorge Caron", será realizado o I Seminário Regional do Habitat Rural: Moradia, produção e a questão agrária no oeste paulista, uma iniciativa do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), através do grupo de pesquisa em Habitação e Sustentabilidade (HABIS). O evento também será transmitido ao vivo no canal do IAU no YouTube.

O evento é resultado da pesquisa "Produção do PNHR nos assentamentos rurais do estado de SP: inserção territorial e avaliação arquitetônica, construtiva e tecnológica", desenvolvida entre 2015 e 2018, com recursos do CNPq e da FAPESP, e coordenada pela professora Akemi Ino, em colaboração com os professores João Marcos de Almeida Lopes e Lúcia Zanin Shimbo.

A pesquisa procurou analisar, inicialmente, a produção habitacional do Programa Nacional de Habitação Rural (uma das modalidades do Minha Casa, Minha Vida) em três assentamentos rurais da região oeste do estado de São Paulo. Porém, o desenrolar da pesquisa extrapolou as dimensões arquitetônica, construtiva e tecnológica do PNHR, passando a interpretar o direito à habitação dos assentados por meio de uma perspectiva ampliada da questão agrária brasileira e do conceito de habitat camponês.

Os assuntos que serão tratados ao longo da programação do evento abrangem não apenas os desafios inerentes aos processos de projeto e produção de moradias em áreas rurais, como também destacam a relação indissociável entre o rural e o urbano, assim como o projeto dos assentamentos e a demanda dos assentados por infraestruturas, serviços e equipamentos públicos. Além disso, tendo em vista as disputas pelo território que marcam o oeste paulista, contrapondo o setor sucroenergético em expansão e os assentados da reforma agrária, este Seminário também trará para o debate as fronteiras estruturais colocadas para a agricultura e a cidadania camponesas.

Para se inscrever ou obter mais informações sobre o Seminário, basta acessar o site oficial ou página do evento no Facebook.

IAU traz Héctor Vigliecca para ministrar aula inaugural

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No próximo dia 27 de março (quarta-feira), às 14 horas, no anfiteatro da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) "Jorge Caron", será realizada a aula inaugural do curso de arquitetura e urbanismo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos (IAU/USP). O evento também será transmitido ao vivo no canal do IAU no YouTube (www.youtube.com/iauusp)

A aula, intitulada "Como pensar, estando num mundo a caminho do obscurantismo: o sentido da reflexão transformadora", será ministrada pelo arquiteto e urbanista, Héctor Vigliecca, que também falará sobre alguns de seus projetos mais recentes e conhecidos na arquitetura na escala urbana, de habitação e equipamentos sociais (mais detalhes aqui).

A entrada para o evento é gratuita, e não é necessário fazer inscrição para participação.

O anfiteatro "Jorge Caron" fica no campus I da USP, localizado na Avenida Trabalhador são-carlense, 400.

Mais informações sobre a aula podem ser obtidas no Serviço de Graduação do IAU, pessoalmente ou pelo telefone (16) 3373-9310.

Pesquisadores do IAU/USP lançam site de consulta à população

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Alunos e professores da disciplina de Projeto de Arquitetura 3, do curso de Arquitetura e Urbanismo do IAU/USP, lançarão no próximo dia 27 de março o portal "Sanca Centro". A iniciativa tem como um dos objetivos colher opiniões da população para uma proposta de redesenho urbano do centro de São Carlos.

No site em questão, duas temáticas são exploradas: Memória e Sociabilidade Urbana. Nele, há um espaço no qual qualquer pessoa poderá inserir imagens, recentes e/ou antigas, de locais do centro de São Carlos, e comentários. "A ideia é ver quais são os pontos de encontro preferidos, os lugares que são evitados, e os locais de memória para a população, por isso é importante que pessoas de diversas idades participem", diz Juliana Trujillo, doutoranda do IAU.

Além da inserção de imagens, os internautas também poderão responder a questões relacionadas à cidade, inserindo informações referentes aos locais que frequentam no centro. "Também queremos saber por que as pessoas frequentam ou não o centro da cidade, em que horários preferem fazê-lo, e por quais razões visitam esses locais", explica Juliana.

Ela acrescenta que esta é a primeira vez que a população é convidada a opinar sobre o centro em um site desse tipo, e conta que, quando as propostas de novos projetos forem finalizadas (junho deste ano) também serão disponibilizadas no site para que as pessoas avaliem.

Para obter mais informações sobre ou projeto ou participar da pesquisa, basta acessar o endereço eletrônico http://www.nomads.usp.br/sancacentro/

Eleição do Delegado e suplente dos antigos alunos do IAU/USP

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No próximo dia 27 (quarta-feira), das 9 às 12 horas, no Serviço de Assistência aos Colegiados do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), será realizada a eleição para a escolha do Delegado, e respectivo suplente, dos antigos alunos do IAU, conforme o disposto na portaria GR nº 7340.

Para mais informações, clique aqui para acessar a portaria (clique aqui para acessar o comunicado).

II Seminário Athis: "Urbanização, meio ambiente e conflitos: estratégias de permanência"

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No próximo dia 20 de março, das 14 às 17 horas, no auditório do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) "Paulo de Camargo e Almeida", será realizado o II Seminário Athis "Urbanização, Meio Ambiente e Conflitos: estratégias de permanência"*. Os interessados em participar deverão fazer sua inscrição no endereço https://goo.gl/Uako31

O Seminário terá como foco a apresentação e debate de teorias, experiências e instrumentos de planejamento de assentamentos precários, buscando também abordar práticas de assistência técnica em habitação de interesse social, planos de urbanização de assentamentos precários em áreas de interesse ambiental e maneiras de mediação de conflitos sociais.

O evento contará com a participação de Claudia Bastos Coelho, arquiteta na Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano no município de Diadema desde 2006, Caio Boucinhas, pesquisador do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (LAHAB/-FAU/USP)**, e com Rosa Maria Chaves da Cunha e Souza e Aristogiton Luiz Ludovice Moura, ambos do Instituto Carlos Matus (Campinas-SP).

Para acessar o cartaz do evento, clique aqui.

*O Seminário é resultado da parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-SP), e com a participação do IAU/USP, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP/USP), da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), Práticas de Pesquisa, Ensino e Extensão em Urbanismo (PExURB-IAU/USP) e da associação Veracidade.

O evento é o segundo a ser realizado no IAU e o primeiro de uma série de três seminários previstos pelo Edital ATHIS do CAU-SP.

Debate: "O que é feminismo (e por que o tema é importante para homens e mulheres)"

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A Comissão do Direito das Mulheres do IAU convida toda a comunidade do Instituto para um momento de reflexão e debate sobre o que é feminismo (e por que o tema é importante para homens e mulheres), com a convidada Mercedes Lima, professora de direito e fundadora do "Coletivo Classista Ana Montenegro".

O debate ocorrerá no próximo dia 19 de março, às 16h30, no Postão do IAU.

Ateliê Cartilha da Cidade acontece na próxima quarta

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No próximo dia 19 de março, às 19 horas, no auditório do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) "Paulo de Camargo e Almeida", será realizado o ateliê Cartilha da Cidade. Os interessados em participar poderão se inscrever até a hora do evento, através de formulário eletrônico (os participantes receberão certificado de participação).

No evento, será apresentado o projeto Cartilha da Cidade, a exposição e a explanação do material que será utilizado durante a aplicação da Cartilha. No ateliê, estará presente o diretor do IAU e idealizador do projeto, Miguel Antonio Buzzar.

Sobre o projeto

A Cartilha da Cidade é um projeto que visa a promover o debate com os moradores a respeito de sua cidade, a importância de seus recursos e serviços, e como eles funcionam. O conhecimento dessas informações tem a intenção de desenvolver o senso crítico na coletividade, fazendo com que se questione sobre o andamento das cidades, bem como o que existe e o que falta nelas, permitindo que as pessoas se tornem mais ativas e cidadãs. A Cartilha tem como objetivo inicial a aplicação em escolas, reforçando a discussão da cidadania com jovens.

No ano de 2016, a primeira aplicação desse manual se deu em uma das escolas públicas de São Carlos, a Escola Estadual "Bento da Silva César". Buscando ampliar essa experiência, o projeto almeja contar com a colaboração de professores através da aplicação da Cartilha em suas escolas, para seus alunos.

6º Seminário de Acompanhamento + Semana de Recepção da Pós-Graduação

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Clique aqui para acessar o cartaz completo.

Clique aqui para acessar a programação do Seminário.

Oficina "Cartilha da Cidade 2019": inscrições abertas

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No próximo dia 12 de março, às 19 horas, no Ateliê 5 do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), será realizada a oficina jogo "Agentes Urbanos e a cidade participativa", fruto do projeto de pesquisa e extensão Cartilha da Cidade, que envolve alunos de graduação, pós-graduação e a comunidade participante. As inscrições ocorrem entre 19 de fevereiro e 10 de março (clique aqui para se inscrever)

A partir de atividades lúdicas, o projeto promove o debate acerca da cidade, seus agentes e dinâmicas. O jogo, enquanto metodologia, permite aproximar temas urbanos com o cotidiano dos estudantes, tendo como suporte uma maquete, que elucida a territorialização de situações-problema de uma cidade imaginária. Através do jogo, espera-se que os participantes desenvolvam o senso crítico sobre a cidade, contribuindo com a formação cidadã. 

A cidade resultante, torna-se a desejada a partir dos imaginários e disputas dos diversos agentes. De forma lúdica e colaborativa, o jogo aborda limites e possibilidades da efetivação do direito à cidade, compreendedido segundo a definição lefebvriana de direito de criação e fruição plena do espaço urbano e social, debatido em sua expressão de desigualdade territorial e a partir da identificação de um "déficit da cidade". Frente à acentuação da crise urbana, aborda-se a cidade como um território em disputa entre variados agentes, visando a fomentar a discussão sobre o papel de cada cidadão e grupo social que, a partir do conhecimento dos seus direitos, podem vir a integrar a luta em contraposição aos sucessivos desmontes de direitos e políticas de interesse social que marcam a atual realidade urbana. 

Mostra de Trabalhos do IAU na Etapa Internacional do SIICUSP

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Entre os dias 12 e 14 de março, no Postão do IAU, será realizada a Mostra de Trabalhos do IAU na Etapa Internacional do 26º Simpósio Internacional de Iniciação Científica (SIICUSP), ocorrida no campus da USP São Paulo nos dias 24 e 25 de outubro de 2018, e que congregou trabalhos de todas as Unidades da USP.

Cerca de 20% desses trabalhos são selecionados para Menção Honrosa, e o IAU foi contemplado com uma delas, obtida pela aluna Maria Clara Cardoso, orientado pela docente Anja Pratschke, intitulado "Levantamento e leituras de estudos de caso sobre a inserção de recursos digitais na gestão e preservação do patrimônio".

A exposição está inserida dentro das atividades da Semana de Recepção de Pós-Graduação do IAU e do 6º Seminário de Acompanhamento.

Para mais informações, clique aqui.

Edital para Livre-Docência no IAU: inscrições abertas a partir de março

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Durante o mês de março, estarão abertas as inscrições para o Concurso Público de Títulos e Provas, visando à obtenção do título de Livre-Docente junto ao Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP).

O concurso contemplará as seguintes áreas de conhecimento: Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo; Representação e Linguagem; Projeto de Arquitetura e Urbanismo; e Arquitetura, Urbanismo e Tecnologia.

Os interessados deverão realizar sua inscrição em dias úteis, das 9 às 12 horas ou das 14 às 17 horas, no Serviço de Assistência aos Colegiados do IAU/USP, situado à Avenida Trabalhador são-carlense, 400, sendo que o candidato deverá apresentar requerimento dirigido ao diretor do IAU.

Para acessar o edital do concurso publicado no Diário Oficial do Estado, clique aqui.

Para acessar o requerimento de inscrição, clique aqui.

(crédito da imagem: David Sperling)

Projeto Acadêmico Docente

Documentos:

Palestra - Camara de Atividade Academica

Projeto Academico IAU 2018 - Versão Revisada

Regimento Geral da USP

Regimento IAU com alteração 2015 aprovada CO

PRCEU/USP lança edital para empreendedorismo social

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Em janeiro deste ano, a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU/USP) lançou o edital Empreendedorismo Social, cujo objetivo será fomentar projetos de empreendedorismo social criados no âmbito da Universidade, fortalecendo a interação da USP com a sociedade, favorecendo a inovação, contribuindo com o desenvolvimento nacional e estimulando a concretização dos direitos humanos, a redução de desigualdades e a consecução dos objetivos de desenvolvimento sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Os interessados em inscrever seus projetos têm entre os dias 1º de fevereiro e 4 de março de 2019, sendo que os projetos escolhidos deverão ser executados entre 1º de julho de 2019 e 30 de junho de 2021. 

Os projetos vencedores receberão uma verba de até R$25 mil, e concorrerão ao prêmio Destaque USP de Empreendedorismo Social.

Para mais informações, clique aqui.

Semana de Recepção aos Calouros do IAU: confira a programação completa

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_ Entre os dias 17 e 22 de fevereiro, será realizada a XXI Semana de Recepção aos Calouros da Universidade de São Paulo (USP), da qual fará parte o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP). Palestras, almoços, pizzada e passeio pela cidade de São Carlos são algumas das atividades que serão oferecidas pelo Instituto durante este período.

Para acessar a programação completa da Semana de Recepção aos Calouros do IAU, clique aqui.

Imagem: Semana de Recepção aos Calouros do IAU (crédito: acervo IAU)

Comissão de Pesquisa do IAU lança caderno de resumos de trabalhos inscritos no 26º SIICUSP

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_ Anualmente, a Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo (PRP-USP) promove o Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica (SIICUSP), evento no qual estudantes de graduação, tanto da USP quanto fora dela, têm a oportunidade de apresentar seus projetos de iniciação científica. Dividido em duas fases, a primeira é realizada localmente nas Unidades da USP, sendo organizadas pelas Comissões de Pesquisa que, entre outras coisas, são responsáveis por analisar os trabalhos apresentados e escolher os melhores para participar da 2ª fase, na qual serão novamente avaliados, desta vez concorrendo com todos os trabalhos apresentados no Simpósio.

No Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/UAP), a 1ª fase do SIICUSP, que já se encontra em sua 26ª edição, ocorreu em 10 de outubro de 2018. Em razão do número expressivo de trabalhos inscritos (64 no total), a docente e presidente da Comissão de Pesquisa do IAU, Karin Maria S. Chvatal, viu a necessidade do desenvolvimento de um caderno contendo os resumos dos trabalhos inscritos. "Gostaríamos de documentar o que é produzido no IAU, por isso, decidimos criar esse caderno, incluindo todos os trabalhos que foram apresentados na 1ª fase do SIICUSP", conta. "Cerca de 1/3 de nossos alunos fazem iniciação científica, e muitos têm bolsa PUB e PIBIC/PIBITI*. Essa é a oportunidade encontrada pela maioria deles para mostrar o que estão fazendo".

Dos 64 trabalhos do IAU apresentados na 1ª fase, 11 foram destacados no Caderno de Resumos, sendo que o trabalho "Levantamento e leituras de estudos de caso sobre a inserção de recursos digitais na gestão e preservação do patrimônio", de autoria da aluna Maria Clara Cardoso, e orientado pela docente do IAU, Anja Pratschke, foi o de maior destaque na 2ª fase do SIICUSP, recebendo menção honrosa no evento.

Para acessar o caderno de resumos da 1ª etapa do 26º SIICUSP, clique aqui.

*Programa Unificado de Bolsas da Pró-Reitoria de Graduação (link)

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Tecnológica (link)*-

Livre-Docência no IAU: Eulália Portela Negrelos

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_ Nos próximos dias 18 e 19 de fevereiro, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) realizará o Concurso de Títulos e Provas para obtenção de título de Livre-Docente, em atendimento ao edital 02/2018, tendo como candidata a docente do IAU, Eulália Portela Negrelos, com o projeto intitulado "Estado, planejamento e habitação no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. A forma urbana conjunto habitacional no quadro da crítica ao movimento moderno".

Eulália será a terceira docente do IAU nos últimos dez anos a se candidatar à Livre-Docência, o que colabora expressivamente para o desenvolvimento da Unidade como um todo, e serve como incentivo e inspiração aos outros docentes doutores do Instituto que, atualmente, conta com nove professores Associados (Livre-Docentes) e quatro professores Titulares.

Livre-Docência na USP

Durante sua vida acadêmica, docentes de instituições públicas de ensino superior buscam a progressão em suas carreiras, a partir das suas atuações no Ensino, na Pesquisa e na Cultura e Extensão, e um dos níveis dessa ascensão é a Livre-Docência, título concedido para pesquisadores com título de Doutor, e que atesta uma qualidade superior na docência e na pesquisa.

Na Universidade de São Paulo (USP), os concursos para Livre-Docência são abertos duas vezes ao ano (normalmente em março e outubro), e todos os docentes efetivos com título de Doutor podem participar.

Assim como nas defesas de Mestrado e Doutorado, na Livre-Docência, os candidatos são também avaliados por uma banca, devem apresentar e defender um projeto de pesquisa, fazer uma prova pública de arguição e julgamento de memorial, fazer uma prova escrita e uma prova prática, esta última normalmente relacionada ao tema do projeto apresentado.

Em setembro de 2018, o Conselho Universitário (CO/USP) aprovou algumas mudanças nos concursos de Livre-Docência, entre elas que os candidatos da universidade possam apresentar os memoriais circunstanciados em português ou em outro idioma (leia mais aqui).

No site www.teses.usp.br, é possível também encontrar diversas teses de Livre-Docência defendidas na USP, entre elas a da professora Anja Pratschke, última docente a realizar o concurso no IAU, intitulada "O barco, o mar e o timoneiro: processos de projeto e cibernética na cultura digital", defendida em setembro de 2017 (clique aqui para acessar).

Brumadinho em pauta: um olhar crítico sobre desastres ambientais

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_ Nas ruas de Mariana (MG), diversas camionetes 4x4, novinhas em folha, transitam constantemente. Nas laterais das pomposas viaturas é possível visualizar a logomarca da Samarco, bem como também a da Vale nas placas das ruas e no trem que faz a viagem de Mariana à Ouro Preto. Esses pequenos detalhes dão pistas sobre a forte presença- e dominação- da mineradora no cotidiano dos moradores da cidade.

O relato é de Carlos Roberto Monteiro de Andrade, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU/USP) que, em parceria com o docente do IAU, Marcel Fantin, ministra a disciplina "Cultura, ambiente e sustentabilidade". Obrigatória aos alunos do 1º ano do curso de Engenharia Ambiental da USP, a disciplina procura trazer um olhar crítico sobre desastres ambientais antrópicos (provocados pelo homem).

Com esse objetivo em mente, os docentes, desde 2016, realizam anualmente uma viagem didática até Mariana para que os alunos vejam (literalmente) de perto as consequências do rompimento da barragem da empresa Samarco, ocorrido em 2015. "Estudamos os impactos ambientais em uma perspectiva bastante ampla, visto que minha formação é em Ciências Sociais e Arquitetura, e a do Marcel em Direito e em Política e Administração de Recursos Minerais. Portanto, estudamos os impactos ambientais em suas múltiplas dimensões: sociais, econômicas, de saúde pública, sobre os ecossistemas aquáticos e terrestres etc.", explica Andrade.

Durante as três viagens didáticas realizadas, docentes e alunos tiveram a oportunidade de conversar com diversos moradores locais, o que permitiu uma reunião de informações significativas e um olhar diferenciado sobre o desastre, dando ferramentas capazes de preparar os futuros engenheiros ambientais para a miríade de problemas que envolve os profissionais dessa área. "Essa visita traz discussões sob o ponto de vista histórico e socioeconômico da mineração no Brasil", diz o docente.

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Através desse contato regular com os moradores de Mariana nos últimos três anos, Andrade e Fantin tiveram acesso a uma triste realidade, na qual o interesse das grandes mineradoras prevalece sobre a segurança dos moradores. "Por dispor de recursos minerais fartos e diversos, o Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro, que é vendido praticamente sem qualquer beneficiamento. Esse processo mostra uma dependência estrutural do Brasil em relação a esse produto, mas, sobretudo, o poder da empresa de mineração em definir todos os critérios de implantação de suas plantas industriais, também definindo quais serão as normas que regerão ela própria", critica Andrade. "Por incrível que pareça, a legislação é afrouxada após esses desastres ambientais".

O poder mencionado pelo docente pode ser medido através de um fato: mais de três anos após o desastre de Mariana, nenhum centavo sequer foi pago de indenização por parte da empresa, e não há nenhum responsável atrás das grandes, mostrando que a impunidade no Brasil perpassa o mundo político.

No que diz respeito à questão de Mariana, especificamente, Andrade diz que o que mais chamou sua atenção nessas visitas foi ver o poder da mineradora ser exercido na prática em uma cidade notória no país por suas características históricas, e que abriga um campus da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). "Assim como Brumadinho, essa é uma cidade completamente controlada pela Vale", lamenta.

Sob o ponto de vista do princípio da prevenção, Fantin destaca que, após a privatização da Vale, que foi vendida pela bagatela de U$3,3 bilhões durante o governo FHC (somente suas reservas de minérios eram avaliadas em mais de U$100 bilhões), questões econômicas passaram a prevalecer sobre quaisquer outras. "A lógica do economista passou na frente da lógica do engenheiro de minas e do geólogo. Uma empresa negociada em bolsa passa a maximizar os lucros, o que está ligado a uma série de fatores, que vão desde a otimização da produção até, por exemplo, a redução nos investimentos em segurança de barragens".

Segundo ele, com o boom do consumo de minério de ferro na China no início dos anos 2000, a lucratividade das mineradoras foi imensa e o que aparece agora é o "fim da festa", revelando que a alta lucratividade se reverteu muito pouco em benefícios sociais e também em segurança.

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Um olhar social sobre o desastre

Embora sejam da área de engenharia, na qual as questões técnicas costumam ser o foco, estudantes de engenharia ambiental têm um olhar mais crítico sobre tópicos de natureza social. "Uma reflexão que sempre colocamos aos alunos é que a qualidade e responsabilidade do trabalho deles já começa na graduação. Quanto menos rigor, quanto menos legislação ambiental, mais danos à população e ao ambiente e menos emprego para o engenheiro ambiental", afirma Fantin. "A importância de se ter uma visão política para se pensar sobre a responsabilidade social e cidadã com relação ao seu país é de fundamental importância nesse processo".

Ainda de acordo com o docente, as visitas à Mariana, que é um estudo de caso, são ferramentas pedagógicas, já que os relatos não são dados apenas pelo professor, mas sim pelos próprios atores sociais envolvidos: famílias, agentes públicos, jornalistas, pessoas de ONGs, entre outros, a partir da observação in loco.

O impacto das visitas sobre os alunos também é nítido, tendo uma ressonância bastante positiva entre eles. Prova disso é já terem elegido como tema da Semana da Engenharia Ambiental "Impacto de Desastres Ambientais", mostrando que a responsabilidade social e cidadã desses alunos, de fato, tem início na graduação.

 

Imagem 1: Conversa com alunos na praça de Mariana
Imagem 2: Paracatu de Baixo tomada pela lama
Imagem 3: A lama rompendo o cotidiano

Crédito das imagens: arquivo pessoal dos docentes

“Com que cor eu vou”: Pesquisa de docente do IAU é referência no país

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_ Ao percorrer as ruas de São Carlos, não se sabe o que é mais fácil de se encontrar: barbearias ou restaurantes japoneses. A quantidade de estabelecimentos desse tipo tem crescido vertiginosamente nos últimos anos, não somente em São Carlos, mas também no Brasil e no mundo.

O que pouca gente sabe é que esses estabelecimentos podem estar colaborando para o aumento da temperatura nas cidades, e de uma maneira pouco surpreendente: as cores com as quais são pintados refletem uma quantidade expressiva de calor, visto que a grande maioria é pintada de preto, de vermelho, ou com as duas cores, ambas com um índice de absorção de calor altíssimo- 98% no caso das cores pretas, e 78,5% no caso das vermelhas.

A propriedade de absorção da radiação solar em uma superfície é chamada "absortância", que define a razão entre a energia solar absorvida por uma superfície, e a energia total incidente sobre a mesma. O estudo dessa propriedade é o principal foco de pesquisa de Kelen Almeida Dornelles, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP). Debruçando-se sobre esse tema desde seu doutorado, cuja defesa foi realizada há mais de dez anos (2008), ela se tornou uma especialista no assunto, tornando-a uma referência no Brasil e rendendo-lhe até mesmo uma menção nominal no Jornal Nacional. A tabela desenvolvida pela docente para obtenção da absortância de diferentes cores de tintas aplicadas em fachadas é também utilizada pelo Procel Edifica. "Na época de meu doutorado, fiz medições dos índices de absorção das superfícies, trabalhando mais especificamente com tintas. Em minha tese, mostrei como diferentes cores de tinta impactam na temperatura superficial de certos materiais", explica a docente.

Os estudos de Kelen contemplam apenas o calor absorvido pela superfície dos materiais, não analisando o quanto a cor interfere na transmissão do calor, visto que isso tem a ver com as demais propriedades térmicas do material. "Existem diversas variáveis que interferem na absortância de uma superfície: a cor que é pintada, o tipo de tinta e também sua composição química, mas quando o foco é a reflexão de calor, o maior determinante continua sendo a cor", afirma.

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Para fazer essas aferições, Kelen inseriu amostras de tinta em um espectrofotômetro*. O equipamento emite sobre a tinta uma radiação similar à solar e, ao mesmo tempo, mede quanto dessa radiação é refletida. "A cor branca, por exemplo, reflete 80%. Já o preto reflete apenas 2%, absorvendo praticamente todo calor que é emitido sobre as superfícies", elucida Kelen.

A comprovação dessa hipótese está em nosso cotidiano, mais especificamente sob as rodas de nossos carros: a temperatura atingida pelos asfaltos pode chegar até 90ºC. E isso impacta diretamente na temperatura do ar nesses locais. "Uma superfície, ao ser aquecida, aquece também o ar que está ao seu redor. É o mesmo princípio de um forno", compara a docente.

A cor ideal

Ao se pensar na pintura de uma edificação, estética e desconforto térmico costumam andar de mãos dadas. "Fico surpresa em ver como as pessoas não têm a percepção sobre o quanto a cor externa influencia no conforto no interior de suas casas", lamenta Kelen.

Portanto, com esse conceito em mente, a casa ideal deveria ser pintada de branco, correto? Não. Nossos olhos não dariam conta do recado. "Não precisamos ir ao extremo e pintar tudo de branco. Há uma campanha internacional para pintar todos os telhados de branco**, o que eliminaria parte do problema térmico nas cidades, mas ainda fica a questão da alta reflexão da luz. O branco ofusca e incomoda bastante a vista. Isso pode ser muito ruim em regiões com aeroportos, por exemplo", explica.

Para ela, é possível contemplar as duas coisas, beleza e conforto, visto que, hoje em dia, as opções de cores de revestimentos são inúmeras- inclusive para telhas. A alternativa seria simplesmente optar pelas cores claras, como as em tom pastel, que giram em torno de 40 a 60% de absorção do calor. "O branco gelo, por exemplo, tem absorção de 50%. Ou seja, ainda é branco, mas absorve muito mais do que o branco puro".

Tudo isso não significa que as cores escuras não deverão nunca mais ser usadas. Há diversas pesquisas nessa área, especialmente nos Estados Unidos e Europa, que buscam desenvolver tintas e telhas escuras com o potencial de reflexão de calor das cores claras. São os chamados revestimentos frios, cuja composição química leva pigmentos que refletem bastante o infravermelho, sem modificar o aspecto visível. Mas enquanto ele não é vendido no Brasil, é melhor continuar pintando tudo de bem clarinho mesmo- e pensando em como convencer os barbeiros e sushi men de que "white is the new black".

*Instrumento de análise amplamente utilizado em laboratórios de pesquisa, capaz de medir e comparar a quantidade de luz absorvida, transmitida ou refletida por uma determinada amostra (Fonte: Wikipedia)

**Campanha "One Degree Less" coordenada pela ONG Green Building Council Brasil, que incentiva a pintura de telhados das grandes cidades com a finalidade de evitar o aumento do aquecimento global e diminuir em 1ºC a temperatura do planeta

Para saber mais:

- Paper: Absortância solar e desempenho térmico de tintas frias para uso no envelope construtivo (1)

- Paper: A ilusão das cores na identificação da absortância solar de superfícies opacas (2)

 

Imagem 1 - Crédito: Kelen Dornelles.

Imagem 2 - gráfico Diferenças de temperaturas superficiais entre as cores. Entre as cores preta e branca, a diferença pode chegar a 41ºC. Crédito: Kelen Dornelles.

“Um Instituto que forma cidadãos”: confira imagens da colação de grau do IAU

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_ Um Instituto que forma cidadãos: essa foi a característica destacada pelo diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), Miguel Antonio Buzzar, na colação de grau ocorrida na manhã da última sexta-feira, 8 de fevereiro, no anfiteatro da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) "Jorge Caron".

Durante a solenidade, que contou com a participação de pais, alunos, docentes e funcionários, o clima de satisfação dominou o ambiente, no qual 24 alunos compuseram a 30ª turma de Arquitetura e Urbanismo e 8ª turma do Instituto de Arquitetura e Urbanismo.

Além do diretor do IAU, a mesa de honra contou com Fábio Lopes de Souza Santos (presidente da Comissão de Graduação (CG-IAU)), David Moreno Sperling (presidente da Comissão de Cultura e Extensão (CCEX-IAU)), Mario Pereira de Souza Lima Neto (filho da professora Mayumi Watanabe de Souza Lima) e José Antônio Lanchoti (conselheiro e coordenador da Comissão de Ensino e Formação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo).

Em seu discurso, Miguel falou sobre a forte interação que existe entre docentes e alunos do IAU, afirmando que, permanentemente, o Instituto se esforça para manter sua missão de formar profissionais e cidadãos. Também destacou que a USP busca manter a qualidade e a gratuidade e, especialmente nos anos recentes, esforçando-se também para se tornar uma universidade inclusiva.

Fabio endossou o discurso do diretor, afirmando que, no IAU, o envolvimento entre docentes e alunos é muito forte, e que a colação de grau é um momento de mudança, inclusive de status social, quando os estudantes passam a ter um papel de grande responsabilidade na sociedade. "E jamais se esqueçam de que um dia vocês também pertenceram a esta Universidade", salientou.

Já David falou brevemente sobre a biografia de Mayumi Watanabe de Souza Lima Neto, docente da área de projeto no então Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) entre os anos de 1987 e 1994, quando faleceu. Em homenagem à docente, em 2018, foi criado o "Prêmio Mayumi Watanabe de Souza Lima" que, por meio de votação da comunidade IAU, elege os três melhores trabalhos apresentados pelos alunos de graduação.

Ao tomar a palavra, Mário falou sobre a emoção de ver a mãe sendo homenageada, e da satisfação em ver o carinho e a lembrança que a comunidade do IAU tem por ela. Destacou a militância política de Mayumi, mas sobretudo sua preocupação de que o aluno sempre fosse o agente de produção de conhecimento.

Além do Prêmio Mayumi, também foram entregues os certificados de Destaque Acadêmico e a Láurea de Excelência Acadêmica.

Após uma hora e meia de seu início, a colação foi encerrada por Miguel, dando espaço às comemorações e ao registro feitos pelos diversos pais orgulhosos presentes.

Ganhadores da Láurea de Excelência Acadêmica

Amanda Halda
Ana Flávia Salvador
Carolina Dupim Hosino
Gabriel Braulio Botasso

Ganhadores do Prêmio Mayumi Watanabe de Souza Lima

Ana Flávia Salvador
Beatriz Borges Araujo Frota
Fernanda Vitória Neves da Silva
Mayra Bianconi

Ganhador do certificado de Destaque Acadêmico

Gabriel Braulio Botasso

 

Confira algumas imagens da Colação*:

*mais imagens disponíveis na página do IAU no Facebook e no Flickr

Colação de grau do IAU/USP acontece na próxima sexta-feira (8)

logo iau noticias

_ Na próxima sexta-feira, 8 de fevereiro, às 9h30, no anfiteatro da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) "Jorge Caron", será realizada a colação de grau da 30ª turma do curso de Arquitetura e Urbanismo e 8ª turma do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP).

Durante a colação, além da entrega dos certificados de conclusão de curso, haverá também a entrega da láurea de Excelência Acadêmica, entrega do certificado de Destaque Acadêmico, e entrega do prêmio "Mayumi Watanabe de Souza Lima".

A colação de grau é aberta ao público e todos estão convidados a participar!

Concreto, cimento e agregados reciclados: vilões ou mocinhos?

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Ao pensar em aquecimento global, quais são as primeiras imagens que vêm em sua mente: o caótico trânsito paulistano, lixo eletrônico, sacolinhas de plástico ou chaminés de fábricas? Pode ser que você não tenha pensando em nada disso, mas, certamente, você também não visualizou um saco de cimento, correto? Mas deveria, e a seguir entenderá o porquê.

O maior emissor de gás carbônico do mundo

O cimento é o segundo material mais consumido do mundo, perdendo apenas para a água. E a razão é muito simples: ele é o material mais presente na fabricação de habitação e infraestrutura, fundamentais ao bem-estar do ser humano. Mas, embora apresente muitos benefícios, ele também é um "vilão" para o planeta, visto que é responsável por 5% das emissões de CO2, e ganha o status de maior poluidor graças à sua presença em escala massiva na grande maioria das construções. Por essa razão, para "salvarmos o planeta", pensar em alternativas para seu uso é condição si ne qua non.

E foi justamente isso que fez Bruno Luís Damineli, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP). Primeiramente em seu Doutorado, realizado pela Escola Politécnica da USP, com estágio no Royal Institute of Technology (Suécia), ele desenvolveu misturas de concreto com baixo teor de cimento. Traduzindo, criou composições mais brandas para o concreto – composto basicamente de água, cimento, areia e brita – sem comprometer seu desempenho.

Para isso, Bruno estudou como diminuir os vazios entre os agregados que vão no concreto, já que, quanto mais vazios entre eles, mais cimento precisa ser utilizado para preenchê-los. Da mesma forma, quanto menos vazios, menos cimento é necessário. Utilizando duas técnicas diferentes (empacotamento e dispersão de partículas), Bruno diminuiu o vazio entre os agregados e reduziu em 75% a quantidade de cimento utilizada no concreto quando comparado a concretos de boa qualidade produzidos no mercado. "Nos testes de laboratório, esta redução fica bem alta, pois o controle sobre os testes e materiais utilizados é maior. Mesmo assim, na prática, pensamos que seja possível reduzir 50% sem diminuir a resistência do concreto", afirma. 

Bruno Damineli-2 Figura – esquema ilustrativo de: a) vazios entre agregados em concreto convencional, contendo brita (círculos cinzas) e areia (amarelos); b) vazios reduzidos em concreto com maior grau de empacotamento (Créditos: Bruno Damineli)

Esses promissores resultados lhe renderam 1º lugar na edição de 2012 do concurso internacional Starkast Betong** (O concreto mais forte, na tradução para o português) e o Prêmio Tese Destaque USP 2015***.

Nada de brita: casa protótipo com agregado reciclado

A segunda vertente de sustentabilidade do concreto com a qual Bruno trabalha consiste na substituição das britas por agregados reciclados. "O problema é que o agregado reciclado é mais fraco do que o natural e, para compensar isso, é comum se aumentar o teor de cimento na mistura, fazendo também aumentar ainda mais o impacto no meio ambiente", critica o docente.

Portanto, sua preocupação atual é pensar em como manter a resistência do "concreto sustentável" e, para isso, já firmou convênio com uma empresa nacional para construir uma casa protótipo**** utilizando agregado reciclado. A ideia é analisar até que ponto é possível utilizar esse material, mantendo uma boa relação entre quantidade de cimento na mistura e desempenho mecânico, ou seja, sem comprometer sua resistência.

Bruno já publicou um artigo em 2017 no qual é descrita a utilização de agregados reciclados com baixa dose de teor de cimento. Na casa protótipo, diversos testes estão em andamento na busca de se atingir a melhor relação possível entre teor de cimento e desempenho. Se os testes forem bem-sucedidos, o principal material utilizado nas construções mundiais poderá, finalmente, e felizmente, ter uma nova cara: a de amigo do meio ambiente.

*Fonte: http://agencia.fapesp.br/especialistas-discutem-papel-da-industria-do-cimento-nas-emissoes-de-co2/23449/

** Concurso realizado na cidade de Estocolmo (Suécia) com foco na dosagem de concreto eficiente com baixo consumo de cimento

***que significa melhor Tese das Engenharias da USP entre as inscritas nesta edição do prêmio, que contempla teses defendidas nos anos de 2013 e 2014

**** O início da construção da casa é previsto para agosto de 2019

Semana de Recepção aos Calouros no IAU: confira as imagens

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Uma semana cheia de atividades lúdicas, confraternizações, debates, solidariedade, mas, sobretudo, acolhimento e inclusão. Assim foi a Semana de Recepção aos Calouros do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP).

Como já é costume há alguns anos, a abertura da Semana de Recepção foi feita de forma conjunta, reunindo os ingressantes de todos os cursos de graduação do campus da USP São Carlos no salão de eventos que, este ano, contou com o coral do campus para recepcionar os calouros. Durante a abertura, o IAU foi representado por seu vice-diretor, o docente Joubert José Lancha, que durante seu discurso afirmou que "essas são algumas experiências e programas importantes que tem reflexos no interior de nossos cursos e de nossas práticas em sala de aula, propostas pensadas para contribuir na formação do indivíduo que estabelece uma visão reflexiva e crítica sobre a realidade e as alternativas possíveis para as nossas cidades e para a nossa sociedade, foco primeiro no desenho do arquiteto que queremos formar. Arquiteto e Urbanista que responda de forma correta e propositiva às questões técnicas mas também e sobretudo éticas dessa profissão, atentos à grande desigualdade social que drasticamente se espelha em nossas cidades".

Em relação aos ingressantes, o público participante da Recepção tem se tornado cada ano mais diversificado, graças à política de inclusão da universidade, que tem aberto suas portas a alunos de perfis socioeconômicos variados. Sobre esse quesito, é importante lembrar que, no vestibular deste ano do IAU, 40% das 45 vagas já foram destinadas a alunos de escolas públicas e a candidatos autodeclarados PPI (pretos, pardos e indígenas). "Isso permite o acesso a um conjunto de estudantes mais representativo da diversidade presente na sociedade brasileira, como é condizente com o papel de uma universidade pública como é o caso da USP", afirma Fabio Lopes de Souza Santos, presidente da Comissão de Graduação do IAU. 

Como novidade desta edição da Recepção de Calouros do IAU, cuja programação foi organizada pelos alunos de graduação, houve a inclusão da Mostra de Trabalhos dos Alunos do IAU (M/IAU), e o oferecimento por parte do IAU de uma mesa-redonta como parte das atividades conjuntas do campus. Intitulada "Desafios da universidade pública no Brasil", ela contou com a participação da docente do IAU, Cibele Saliba Rizek, e do aluno da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Leandro Gonçalves. 

A outra atividade agregada ao evento, o M/IAU, organizada pelos docentes, Luciano Costa e Camila Moreno de Camargo, e pelo doutorando, Rafael Gofinette, contou com a participação de um conjunto expressivo de alunos na sua montagem. Como parte das atividades da Mostra, houve uma visita guiada pela exposição, na qual os alunos veteranos mostraram os trabalhos aos calouros, e explicaram as disciplinas nas quais eles foram produzidos. A Mostra oferece uma excelente oportunidade para que a comunidade do IAU tenha um melhor conhecimento do que é produzido no curso de graduação de Arquitetura e Urbanismo. 

Confira, abaixo, as imagens** da Semana de Recepção aos Calouros do IAU:

*mais imagens disponíveis na página do IAU no Facebook e no Flickr

** crédito das imagens: Paulo Victor Souza Ceneviva

Nos dilemas do Minhocão, o que importa é discutir o espaço público

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Em um aspecto, todos concordam: é preciso transformar o Minhocão e melhorar a vida ao seu redor. Mas a convergência de opiniões e soluções encerra-se nessa constatação. Excetuando algumas poucas vozes de bom senso e baixa repercussão, o que se tem visto nas últimas décadas é uma sobreposição de argumentos, discursos e propostas setoriais que passam pelos aspectos técnico, social, imobiliário e até histórico, como se fosse possível separar cada um desses interesses.

A rigor, o que está em debate a partir do projeto para o Minhocão, divulgado recentemente pela Prefeitura de São Paulo, não são 900 metros de um possível parque suspenso e nem o impacto da mudança do tráfego de automóveis na área ao seu redor, muito embora esses fatos possam impactar diretamente os moradores da região e, portanto, devem ser tratados com prioridade. Mas o que está em debate é a disputa pela hegemonia entre dois modelos de cidade. O primeiro, originado de intervenções norte-americanas do início do século XX, buscava soluções para resolver o crescente tráfego de automóveis em áreas centrais urbanas por meio de viadutos e avenidas segregadas; o segundo, consolidado no decorrer do século XX, defendia a importância do pedestre na escala da vizinhança, considerando o centro urbano como o "coração da cidade". Atualmente, esses modelos são respectivamente revisitados em soluções para a mobilidade urbana e para a defesa da "cidade para pessoas". A depender do ânimo dos gestores, esses modelos são tratados conjuntamente ou não. E para incrementar a polarização, há ainda uma vertente que reivindica o planejamento urbano como instrumento demiúrgico de combate a todas as mazelas urbanas.

Esses debates camuflam o essencial, que é discutir qual o papel da rua na cidade brasileira e, em última instância, qual o atual significado do espaço público. A cidade é o lugar dos conflitos, o Minhocão é uma infraestrutura urbana, e a rua está no centro desse debate, porque é o espaço público, por natureza. Minimamente, o projeto de transformação da área tem que considerá-los (cidade, Minhocão, rua) como partes de um sistema de espaços inclusivos articulados em redes (infraestruturais e sociais) mais amplas. Como os aspectos culturais, sociais e estéticos do bairro e, por que não, da metrópole estão sendo levados em conta? Como as diferentes demandas da área podem ser contempladas pelo projeto? Como as especialidades de drenagem, acessibilidade universal, conforto urbano e usos diversificados podem ser integrados ao projeto? Os dilemas do Minhocão passam desde a defesa pela sua demolição, à luz da experiência carioca, até a sua qualificação inspirada no High Line, de Nova York. Mas, independente da qualidade do seu desenho, essas ações criam um risco de substituir a segregação resultante do planejamento tecnocrático dos anos 1970 pela exclusão gentrificadora da cidade contemporânea.

(Texto: Jeferson Tavares/ docente do IAU)

*Crédito da imagem: G1

Lixo de uns, tesouro de outros: Pesquisadores do IAU reciclam sobras de plástico para construção de mobiliário escolar

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Já se tornou lugar comum dizer que o uso desenfreado do plástico tem sido uma ameaça constante ao planeta. Além de estar massivamente presente em nosso cotidiano, o tempo de sua decomposição é expressivo (cerca de 400 anos), sendo que, desde 1950, 8,3 bilhões de toneladas de plástico já foram produzidas no mundo*.

Se, por um lado, já temos plena consciência de que algo precisa ser feito, por outro, poucas soluções têm sido apresentadas para lidar com o problema, e uma delas vem sendo desenvolvida no Laboratório de Construção Civil do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (LCC- IAU/USP), coordenada pelo docente Javier Mazariegos Pablos.

Lixo de uns, tesouro de outros

No que se refere ao comportamento frente à temperatura, existem dois tipos de polímeros (plásticos): os "termoplásticos" que, ao serem aquecidos, tornam-se maleáveis e, portanto, podem ser reutilizados. Já os polímeros "termofixos", mesmo aquecidos, não são maleáveis e, portanto, não reutilizáveis.

Em vez de tornar os polímeros termofixos um "fardo" para a natureza, Javier, dois alunos de doutorado do IAU/USP, Victor José dos Santos Baldan e Gustavo Ribeiro Palma, e um arquiteto e ex-aluno também do IAU/USP, Everton Randal Gavino, diante da impossibilidade de reutilizar esse tipo de plástico, decidiram recicla-lo, e de uma maneira bastante nobre: construindo mobiliários escolares.

A matéria-prima vem de uma indústria calçadista de Nova Hamburgo, que utiliza polímeros termofixos para produção de saltos de sapatos, rodas de skate, entre outras coisas. E é justamente com as sobras desses materiais que os pesquisadores trabalham. "As indústrias não sabem o que fazer com essas sobras, e mandam tudo para os aterros sanitários", conta Javier.

Durante seu mestrado, Victor fez a caracterização completa desse material, verificando que se trata de um isolante térmico, isolante elétrico e antichamas, características que o tornam excelente para utilização na construção civil. 'Durante o desenvolvimento da minha pesquisa de Mestrado, observei que o material desenvolvido apresentava excelente resistência mecânica, fator preponderante quando estudamos materiais aplicados à construção civil", relembra Victor. "A partir disso, criei uma metodologia que previa a caracterização completa do material, visando sua aplicação pelo setor de construção civil, por meio dos ensaios de condutividade térmica e elétrica e de flamabilidade. A descoberta de que o material é antichamas foi de fundamental importância, o que garante a sua ampla aplicação, tendo em vista os acidentes recentes relacionados à proteção e combate a incêndios", completa Victor.

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À esquerda, enrolado, resíduo da poliuretana termofixa; ao centro, poliuretana transformada em grãos;

à direita, poliuretana já prensada e pronta para uso (créditos: Victor Baldan)

Entretanto, a "fórmula certa" para reciclagem do material consistiu em encontrar a granulometria (tamanho do grão) ideal. Neste caso, duas granulometrias diferentes. "Misturar metade de grãos finos com metade de grãos grossos foi a solução, pois os grãos maiores sempre deixam vazios, que, por sua vez, são preenchidos pelos menores", explica Javier.

Na mistura dos grãos, foi feita a adição de resina de mamona, prensada em uma prensa térmica por 15 minutos, a uma temperatura de 50ºC, com força de cinco toneladas. Mas a rigidez do material ainda deixava a desejar, e foi então que veio a "cereja do bolo": colocar entre duas camadas do material uma manta de fibra de vidro. "O resíduo de poliuretana termofixa utilizado na pesquisa não era de dureza muito alta, por isso, o material confeccionado apresentava flexibilidade. Como a ideia do meu projeto de Mestrado era aplicar o material desenvolvido como elemento de construção civil, a partir de algumas observações em laboratório, resolvi incorporar a manta de fibra de vidro à mistura dos grãos e à resina de mamona, o que aumentou a rigidez e resistência mecânica do material em cerca de 50%", ressalta Victor.

Diversas possibilidades de uso

O material, cujo nome técnico é compósito de poliuretana termofixa reciclada, está em processo de patenteamento. Já o projeto de confecção de mobiliários escolares foi submetido à FAPESP, tendo sido aprovado como Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE)**, e recebido uma verba de cerca de R$ 200 mil. "A ideia é fazer pranchetas, cadeiras, estantes etc.", conta Javier.

Inclusive, os pesquisadores envolvidos no PIPE foram convidados pela FAPESP a visitar o Salão Internacional do Design em Milão (Itália) durante os dias 9 e 14 de abril de 2019.

Entretanto, por apresentar tantas características promissoras, o compósito oferece infinitas possibilidades de uso, entre elas como forro e como paredes em sistemas de steel frame (gaiola de aço, na tradução para o português), sistemas inovadores que não utilizam água para sua construção, são rápidos de montar e muito leves. "Esses sistemas já são largamente utilizados no Japão e na Europa, mas no Brasil ainda não", diz Javier.

A metodologia proposta pode ser adaptada a diversos outros materiais que, como os compósitos de poliuretana reciclada, podem ser mais um fardo para o meio ambiente, a exemplo de cápsulas de café. Javier já tem uma aluna de iniciação científica trabalhando com essa possibilidade, mas essa história fica para um próximo texto.

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Da esquerda: Victor Baldan, Everton Gavino e Gustavo do Nascimento (créditos: Victor Baldan)

* Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/uso-desenfreado-de-plastico-ameaca-oceanos-e-saude-humana.ghtml

** http://www.fapesp.br/pipe/

DigIAU: A história do IAU devidamente registrada

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Desde que foi fundado, em 2010, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) já sediou uma quantidade significativa de eventos. Somente em 2018, o IAU foi sede do Docomomo e do SIGraDi, dois dos maiores eventos científicos de arquitetura e urbanismo. O registro desses e de outros eventos, portanto, tem importância fundamental, não somente por fazerem parte da história do IAU, mas sobretudo para possibilitar a democratização do conhecimento a pessoas de qualquer parte do país e do mundo.

Tendo ciência dessa importância, o docente do IAU, Givaldo Luiz Medeiros, submeteu, em 2012, um projeto à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU/USP), com o objetivo de documentar e armazenar de maneira apropriada a produção intelectual do Instituto. "Já havia, no IAU, uma rotina de registro das palestras e eventos, mesmo que não tivéssemos equipamentos adequados para isso. Mas esses registros eram feitos de maneira segmentada, pois não havia um responsável por eles, e parte do material, que era armazenado em mídias como CD e VHS, acabava sendo perdida", relembra o docente.

Contando com a colaboração de diferentes servidores do IAU**, foi feito um levantamento dos equipamentos para fazer a produção e pós-produção dos registros, incluindo programas de computador necessários para a edição, catalogação e disponibilização dos materiais. Para a criação do Acervo Digital do IAU (DigIAU), nome que foi dado ao acervo, contou-se com a expertise de funcionários do, à época, Centro de Informática de São Carlos*, que, para criar o site, utilizou a plataforma DSpace, originalmente elaborada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT-EUA). "Nesse momento, o DigIAU está posicionado sobretudo para o registro de um conjunto de atividades que ocorre no Instituto, com a presença normalmente de pessoas externas. Se por um lado essas atividades são importantes no momento em que ocorrem, a partir de seu registro elas se tornam também uma referência para as pessoas", diz Givaldo.

Em relação à inserção de novos materiais no DigIAU, José Eduardo Zanardi, um dos funcionários do IAU diretamente envolvido no projeto desde sua concepção, diz que não há uma periodicidade definida. "A solicitação de registro de um evento só é permitida aos docentes do IAU, e deve ser agendada com antecedência. Depois do recebimento do material, faço a edição e insiro informações, tais como título do evento, resumo expandido, data de sua realização etc. Depois disso, envio à biblioteca, que fará a catalogação e disponibilização do material", explica.

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Para fazer a edição das filmagens, Zanardi contou também com o auxílio de estagiários, o que permitiu que as edições fossem feitas mais rapidamente, tanto dos materiais mais recentes, quanto de filmagens mais antigas. "Além das versões online, existe a seleção de alguns itens que serão disponibilizados fisicamente também, em formato de DVD".

Para Givaldo, o DigIAU é de suma importância, visto que se trata do registro de elementos que se tornam fontes primárias e, a partir daí, cristalizam e registram atividades específicas do cotidiano do IAU, acumuladas durante os anos. "Todos esses registros compõem uma espécie de panorama da história da instituição e, ao mesmo tempo, cada uma delas torna-se uma fonte primária de pesquisa, para que as pessoas possam posteriormente desenvolver abordagens de toda ordem", conclui.

DigIAU em números

Quase sete anos após sua implantação, o DigIAU conta atualmente com 117 Itens audiovisuais (palestras, seminários colóquios, congressos etc.) e 128 Itens de produção científica e acadêmica (trabalhos de graduação integrados).

Em relação aos equipamentos, há Ilhas de edição (Mac e PC), softwares de Edição e Tratamento (Mac e PC), câmeras fotográficas, filmadoras, microfones, tripés, mesa de som e mesa de corte de vídeo.

Para mais informações, acesse www.iau.usp.br/digiau

*Atual Centro de Tecnologia da Informação (CeTISC/USP)

** Os principais setores envolvidos no projeto foram o Centro de Documentação (CEDOC-IAU, atual Biblioteca do IAU), Laboratório Midimagem (atual Centro de Produção Digital (CPDig)) e a Seção de Informática (STI-IAU)

Nos bastidores da Livre-Docência: a trajetória de Eulalia Portela Negrelos

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A Livre-Docência é um título universitário concedido mediante concurso público para o qual podem se candidatar pesquisadores com título de doutorado. Pronto! Em pouco menos de duas linhas é possível fazer a definição desse grau acadêmico, mas conquistá-lo é uma tarefa bem mais complexa, cujos bastidores escondem esforço, dedicação e muitos anos de pesquisa.

Eulalia Portela Negrelos, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), no dia 19 de fevereiro, tornou-se a mais recente Livre-Docente do IAU. Mas o título acadêmico foi pensado há quase cinco anos. Formada pela Faculdade de Belas Artes, na qual teve aulas com professores que hoje são também docentes no IAU, ela fez seu mestrado e doutorado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), numa época em que cada um desses graus levava cinco anos para ser concluído. "Dia 25 de novembro de 2005 eu defendi o doutorado e logo depois foi aberto um concurso para professor no, à época, Departamento de Arquitetura e Urbanismo da EESC*, que enxerguei como uma grande oportunidade", relembra.

Tendo sido aprovada no concurso, Eulalia começou sua carreira docente na USP em 2007 e retomou a temática de habitação em suas pesquisas, sobre a qual se debruçou nos anos posteriores. Em 2008, ela começou a orientar iniciações científicas, mas foi somente a partir de 2009 que Eulalia começou a estruturar seu interesse pela compreensão do período da vigência do Banco Nacional de Habitação (BNH), sendo as Companhias de Habitação Popular (COHABs) seu principal objeto de investigação até o presente. "Eu notei que havia muitos estudos do BNH do ponto de vista econômico e social, mas não do ponto de vista da arquitetura e do urbanismo. Então, em 2010, comecei a produzir artigos para fazer interlocução em seminários", conta.

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No mesmo ano, Eulalia montou um projeto de pesquisa e pediu auxílio financeiro à FAPESP**, que foi aprovado em 2011. "Fui estudar as COHABs de Santos, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Bauru, e foram dois anos sensacionais, pois fizemos um levantamento incrível que, inclusive, está em minha tese [de Livre-Docência]. Isso tudo foi finalizado em 2013".

No ano seguinte, ou seja, em 2014, Eulalia pensou em dar um novo direcionamento ao seu trabalho, e escreveu um projeto para FAPESP para fazer um pós-doutorado em Madrid, onde já havia morado por dois anos***. Por questões familiares, Eulalia não pôde ir para a Espanha e desistiu do pós-doutorado. E foi a partir de então que ela começou a pensar em sua Livre-Docência. "Eu havia enviado um projeto de pesquisa para o Instituto de Estudos Avançados [IEA/USP] para tirar meu ano sabático. Não fui aprovada, mas decidi mandar o mesmo projeto para a FAPESP, que o aprovou", relembra.

Em 2018, com diversos mapeamentos feitos e a pesquisa concluída, entre aulas, orientações e outros trabalhos em andamento, Eulalia finalizou o material da Livre-Docência em agosto do mesmo ano.

O depois

Durante sua defesa, Eulalia diz que muitos questionamentos e observações foram feitos. Portanto, o próximo passo será incorporar à tese as revisões sugeridas por sua banca - o que deve consumir um bom tempo da docente, juntamente com a grande quantidade de trabalho que já faz parte de sua rotina.

No entanto, com o novo título, vem o aumento da responsabilidade, pois todo trabalho de pesquisa feito até o momento precisará, mais do que nunca, ser cuidadosamente revisado. "Mas é claro que existe o alívio por uma etapa muito difícil na carreira acadêmica já ter sido cumprida. Isso é o resultado de 39 anos entre pesquisa, docência e atividades profissionais, e estou muito feliz por ainda ter saúde e disposição para continuar fazendo minha pesquisa, dar aulas e orientar meus alunos", celebra.

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Mas o que Eulalia faz questão de reforçar é que não basta ter o desejo da ascensão acadêmica: é preciso muita dedicação, experiência e, sobretudo, planejamento. Tendo esses três ingredientes em mãos, Eulalia foi aprovada e agora colhe os frutos. No IAU, ela é a 3ª a receber o título de Livre-Docente nos últimos oito anos****, com uma trajetória que, certamente, deve inspirar e, principalmente, servir de norte a outros docentes com a mesma aspiração e disposição de progredir em suas carreiras.

*Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP)

** Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo

***Antes de fazer o mestrado no Brasil, Eulalia fez dois anos de pós-graduação em Madrid

****As docentes do IAU, Anja Pratschke e Karin Maria S. Chvatal, defenderam suas Livre-Docências em 2018

Imagens:

Imagem 1- Eulalia, em sua formatura de graduação, em 1985 (créditos: arquivo pessoal)

Imagem 2- Eulalia (1ª fileira, 2ª pessoa da dir. para esq.) com a turma de 1984 do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (LAHAB-FAU/USP) (créditos: arquivo pessoal)

Imagem 3- Eulalia durante a defesa de sua Livre-Docência no IAU (créditos: Paulo Victor Souza Ceneviva) 

Entrevista com Carla Juaçaba

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Com uma simpatia ímpar, a notória e jovem arquiteta Carla Juaçaba concedeu, no dia 11 de fevereiro, uma entrevista ao site do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP)*.

Celebrada por possuir uma obra sensível e singular, o seu primeiro prêmio foi em 2000, pela Companhia Siderúrgica Nacional na Construção Civil, com o projeto intitulado "Uma Igreja no Rio". Em 2012, foi premiada pelo projeto do Pavilhão da Humanidade, construído para a Rio+20. Mas o que a destacou internacionalmente foi a premiação na primeira edição do ArcVision - Mulheres e Arquitetura, recebida em 2013 na Itália. Em 2018, Carla recebeu o prêmio "Emerging Architecture Awards", por seu projeto de uma capela no Pavilhão da Santa Sé, no Vaticano, exposta durante a Bienal de Arquitetura de Veneza.

Na entrevista, Carla aborda sua atividade profissional e dá dicas aos futuros arquitetos. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Primeiramente, você poderia nos falar um pouco sobre sua trajetória profissional?

Eu estudei na Universidade Santa Úrsula, uma faculdade particular no Rio de Janeiro. Na época em que estudei lá, era um local que oferecia uma formação muito experimental, voltada para artes plásticas. Havia mais artistas do que arquitetos, como Lygia Pape e Nelson Felix, ou eles me marcaram mais do que a própria arquitetura. Também quando eu era estudante, acabei fazendo estágio com Gisela Magalhães, da geração do Oscar Niemeyer, que foi a primeira pessoa no Brasil a trabalhar com expografia de museus. Isso foi antes de me formar, e foi uma experiência muito interessante para mim. Imaginava que iria continuar trabalhando com expografia, mas depois acabei voltando para a arquitetura, comecei fazendo uma casa, gostei muito, fui me apaixonando enquanto ia fazendo...

Em 2013, você ganhou o prêmio internacional ArcVision, que é descrito como "um prêmio para arquitetas que apresentam excelência, tecnologia e implicações socioculturais em seus projetos". Você poderia pontuar como as dimensões tecnológicas e socioculturais aparecem em suas obras?

Ganhei esse prêmio exatamente pelo Pavilhão de Copacabana [Pavilhão Humanidade], que a Bia Lessa* me convidou para fazer. Quando fui visitar o local com ela, eu vi um andaime com um plástico branco em cima, cobrindo-o. Então, dei continuação a algo que já existia. Eu quis comunicar a ideia de sustentabilidade, que tinha a ver com a Rio+20 e com o planeta. Então, essa coisa de aproveitar o que tem, de utilizar a mínima energia possível para construir o edifício, pensar que era algo temporário, tudo isso foi pensado. Ou seja, não é só no edifício em si que eu pensei, mas em tudo que envolveria o projeto. O percurso pela obra expõe a condição do tempo – chove dentro mesmo, há certa sensação de fragilidade enquanto se caminhava por ela. Penso que, no final das contas, o trabalho comunicou o que precisava. O que eu achei interessante não foi tanto a imagem final, mas que foi capaz de comunicar tudo isso.

*Diretora de teatro e cenógrafa.

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Pavilhão da Humanidade (créditos: arquivo pessoal)

Essa questão que tem a ver com uma certa instabilidade das coisas, que está associada à arquitetura, nisso se enquadra seu belíssimo trabalho para a Bienal de Arquitetura de Veneza, o Pavilhão da Santa Sé, com curadoria de Francesco Dal Co. Você e mais nove arquitetos foram escolhidos por ele para fazer uma série de intervenções nos jardins do Vaticano. Poderia falar sobre essa experiência, a questão da imaterialidade e a relação que você estabelece da obra com o entorno?

Esse foi um trabalho muito sintético. As pessoas em geral falam desse trabalho como sendo de escultura, uma instalação, mas é realmente de arquitetura, pois tem um programa, um banco e uma cruz. Você está em uma capela, senta-se em um banco diante de uma cruz, que simboliza o sofrimento, um programa muito antigo. Não tem matéria, é quase invisível, porque está "dentro" da natureza, em um clarão. Eu acho que essa ideia de parede, de teto, é continuada também um pouco pelo lugar, pela cúpula dessas árvores. Existe uma ideia de espaço que é delimitada por esses elementos naturais. Adicionado a isso, é muito reflexivo, ainda quer ser mais invisível do que já é. A reflexão que tem no material não é só porque é bonito; é também uma metáfora da vida. Às vezes, você vê o reflexo, às vezes não vê. Além da execução da obra ter sido perfeita, o espelhado do aço inox superpolido tem a intenção de refletir a natureza e falar dessa existência.

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Pavilhão da Santa Sé (créditos: arquivo pessoal)

Tem justamente uma "pegada" religiosa...

Sem dúvida. Sobretudo, a espiritualidade. É para o Vaticano, é uma igreja católica, é a cruz de São Pedro, uma cruz invertida, que é a cruz da humildade, algo que só fiquei sabendo depois, inclusive.

Para essa obra, primeiro veio o convite de Francesco Dal Co. Depois, você também teve contato com outros arquitetos, com o pessoal do Vaticano. Como foram essas relações?

Diretamente, foi sempre com Francesco, e a distância, pois não pude ir para lá. Ele mandou o plano, fotos, fez um vídeo muito bonito, em que filma uma árvore para explicar o local para quem não pôde ir até lá, com todo o brilho de Veneza por trás da árvore, a brisa que vem e volta, a vida mesmo. Eu achei isso muito bonito e foi muito inspirador esse vídeo. E foi uma conversa diretamente com ele o tempo todo. Fiz o primeiro projeto e nenhum de nós dois ficou satisfeito. Depois, veio o segundo projeto, que todo mundo gostou, e foi bem-vindo. Acho também que o curador Francesco Dal Co foi muito feliz ao me colocar ao lado do Eduardo Souto de Moura, porque acho que ele escolheu colocar a obra mais pesada de todas ao lado da mais leve, imaterial. Depois, foi muito bom e lindo falar com o próprio Souto de Moura, que disse para mim que a língua portuguesa estava muito bem [risos].

Então, a escolha do lugar tem muito da orientação do Francesco Dal Co, não é?

Os locais, em si, eram muito parecidos: clarões no meio de árvores muito antigas, num terreno do Vaticano que nunca tinha sido aberto ao público antes. Só que ele escolheu um lugar super bonito. Conversamos sobre a orientação solar da capela, porque eu queria que a luz viesse um pouco de trás. Em função disso, ele definiu o lugar final, mas todos são, na verdade, muito parecidos.

Você foi responsável por obras "icônicas", a exemplo do Pavilhão Humanidade para a Rio+20. Você poderia dizer quais foram os princípios e as questões que nortearam a elaboração desse projeto? E também, de uma forma geral, você poderia nos contar como se dá a elaboração e o desenvolvimento de seus projetos? Como se dá seu processo criativo?

Acho que o Pavilhão Humanidade pode ser um bom exemplo para falar sobre isso. Para mim, qualquer projeto nasce da observação de um lugar. Então, que matéria será utilizada, que matéria faz sentido usar ali, que lugar é esse? Existe uma relação muito direta com o lugar, sabe? Então, por exemplo, em Copacabana, fez muito sentido fazer aquilo, mas eu não sei se usaria um andaime em outro lugar. Não é o andaime que me interessa em si, nem o aço inox, nem as pedras, mas o que se pode fazer em cada lugar e que sentido isso tem. Essa é a primeira questão. Não existe uma predeterminação para nada, em nenhuma situação, de nenhum material. Isso é a coisa mais importante para mim. Do contrário, você utiliza uma fórmula que se repete e aquilo vira algo sem sentido.

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Pavilhão da Humanidade (créditos: arquivo pessoal)

Você está destacando a importância que dá às ações como algo quase único, que decorre da experiência que determinado projeto suscita. Qual, então, a relação que seu trabalho tem com outras correntes arquitetônicas contemporâneas, da arquitetura brasileira de um modo geral?

Algumas pessoas disseram que minha capela [do Vaticano] era muito brasileira. Muitos críticos portugueses que estavam lá fizeram esse comentário, eu achei muito curioso e perguntei por quê. E me respondiam, "não sei por quê, mas é muito brasileira" [risos]. No fundo, eu também acho, porque a do Souto de Moura era muito fechada, pesada, historicista. Lindíssima a capela dele, mas tinha todas essas características portuguesas, muito do fado e da música de lá. Perguntaram-me, então, qual seria a música da minha capela e disse que seria a do Baden Powell tocando "Asa Delta", muito mais aberta, muito integrada à natureza, muito mais leve, talvez. Mas não consigo fazer uma associação direta com a arquitetura importante brasileira, que foi modernista. Eu sei que ela [a capela] é brasileira por esse sentido talvez de transparência e leveza mesmo.

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Pavilhão da Santa Sé ( créditos: arquivo pessoal)

Você também começou um trabalho muito qualificado envolvendo obras residenciais e, de repente, ganha maior projeção com o Pavilhão Humanidade e, depois, com o Pavilhão da Santa Sé. Como vê essa mudança de escalas?

Vejo cada trabalho como único. A questão da escala não traz nenhuma diferença de dificuldade para pensar no projeto. Eu acho até que uma casa pode ser mais difícil do que um pavilhão inteiro. Acho que a abordagem é sempre a mesma: o que faz sentido fazer aqui? Não chegar com um desenho, mas tentar responder de uma forma que faça sentido no lugar. Aquela conversa que Louis Kahn tem com os materiais, o tijolo, a pedra, eu tenho com o lugar. A questão do contexto, da geografia, da situação, isso é o mais importante de tudo, não a escolha do material. Na Casa Rio Bonito, não é só porque havia pedra disponível, mas porque fazia sentido dentro de uma natureza tão intensa usar pedra. Por exemplo, na Casa Varanda, que está na cidade, suspensa sobre um terreno alagável, centenário, tão bonito, se a casa corta o terreno no meio, então, em um segundo passo, a sala corta a casa no meio, como consequência no final das contas de uma reflexão sobre a implantação.

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Casa Rio Bonito (crédito: arquivo pessoal)

Embora você seja muito nova, além de ter feito projetos importantes, tem também um tempo considerável de atuação profissional. Durante esse tempo, quais foram os principais desafios que encontrou durante sua trajetória?

O maior desafio que existe é se manter na profissão. Há uma dificuldade imensa para continuar na profissão. Agora, por exemplo, é um momento muito contraditório na minha carreira, pois está havendo uma grande repercussão de um projeto que fiz lá fora e, ao mesmo tempo, o Brasil está nessa crise e quase não tem trabalho. Estou no momento sem trabalho no Rio de Janeiro, o Governo do Estado decretou até falência, então não tem nada aqui. Não é uma coisa absurda estar sem trabalho nesse contexto? Então, realmente, o desafio é se manter, não desistir.

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Casa Varanda (créditos: arquivo pessoal)

Para os futuros arquitetos, entre eles os alunos do IAU, você gostaria de dar alguns conselhos específicos para os desafios da profissão?

Acho que é preciso aproveitar qualquer oportunidade com tudo que você pode dar, pois não temos tantas oportunidades assim na vida. Eles têm que entender isso como alunos também! Os trabalhos da graduação têm que ser vistos como os primeiros desafios, exercícios de linguagem, como coisas muito importantes. Não porque têm que tirar uma nota boa, mas porque esses já são exercícios importantes de pesquisa, aproveitando o máximo de cada professor. Nunca fiquem esperando grandes oportunidades para exercitar o que estão aprendendo, comecem com as pequenas.

No IAU, particularmente, há uma presença feminina muito grande. Como você enxerga sua própria arquitetura a partir da perspectiva da presença da mulher na profissão?

São, realmente, poucas mulheres ainda na profissão, e a projeção de um número maior de mulheres na arquitetura é algo atual. Há cinco mulheres no México que considero arquitetas maravilhosas. Mas a inserção da mulher é uma dificuldade geral em todas as profissões. Para termos destaque, precisamos trabalhar duas vezes mais. No caso da arquitetura, ao estar em um canteiro de obras, por exemplo, vemos o machismo se manifestar fortemente, ainda que camuflado, pois muitas vezes esse preconceito é velado, e nas cidades grandes é mais velado ainda.

De um modo geral, quais são suas referências, tanto em relação a projetos como a profissionais que você admira?

Acho a arquitetura brasileira muito importante e presente. Paulo Mendes, a arquitetura paulista é maravilhosa, a arquitetura carioca, mas tem que ter muito cuidado, pois às vezes pode correr o risco de virar uma referência dogmática. Depois, artistas plásticos como o Richard Serra. A própria Lina Bo Bardi.... Um assunto à parte, que não tem nada a ver com a arquitetura, mas que adoro, é o teatro de Peter Brook. Sua cenografia me ensinou muito sobre arquitetura. É considerada uma manifestação do Teatro Pobre, no sentido que a Lina propõe uma arquitetura povera, que vem daquele contexto italiano de arte povera. Tudo isso é muito fascinante, porque o teatro de Peter Brook e a arte povera comunicam muito com poucos elementos. Diferente da busca da forma pela forma da arte minimalista, estão carregadas de simbolismos. Portanto, tem que tomar muito cuidado com essas associações, pois a Pavilhão da Santa Sé não é uma obra minimalista. Ela quer comunicar vários simbolismos, várias coisas, e não a forma pela forma. É algo que faço questão de dizer sobre a capela, que não é escultura, não é instalação, que é arquitetura, porque existe um programa.

Em relação à enquete promovida pelo ArchDaily, na qual você aparece como a única brasileira indicada para o Prêmio Pritzker 2019, qual foi seu sentimento em relação a essa indicação?

É curioso, legal, mas entendo que o Pritzker é para um conjunto de obras maiores, para arquitetos mais maduros. Depois que fiz o Pavilhão da Santa Sé, tenho muitos alunos pedindo estágio comigo, o que nunca tinha acontecido antes [risos], então, de certa forma, isso foi bom, pois é uma divulgação de nosso trabalho. Mas Pritzker é para arquitetos com um histórico muito maior.

*A entrevista foi concedida à Tatiana Zanon, da assessoria de imprensa do IAU, e ao docente do IAU Givaldo Luiz Medeiros

Imagem 1: Carla Juaçaba (crédito: Oficina do Saber)

Arquitetura moderna: as Casas de Vidro

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O gosto pela arquitetura italiana sempre foi presente na vida de Renato Luiz Anelli, docente titular do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP). Por essa razão, desde os anos 90, ele dedicou grande parte de suas pesquisas à análise de obras e de arquitetos italianos.

Foi durante essa trajetória que a arquiteta italiana, Lina Bo Bardi, que projetou o Museu de Arte de São Paulo (MASP), passou a fazer parte das pesquisas do docente que, em 2006, foi convidado a colaborar com o Instituto Bardi, fundado pela própria Lina, e por seu marido, Pietro. "Quando entrei no Instituto Bardi, auxiliei o conselho por vários anos e, em 2011, tivemos um apoio da FAPESP* de organização de seu acervo", relembra Renato.

A casa de vidro, localizada no bairro Morumbi, em São Paulo (SP), funciona como uma casa museu, que abriga desenhos de projetos e móveis de Lina Bo Bardi, além de diversos outros documentos (fotos, filmes, escritos, livros, etc.) que atestam a importância do casal para a cultura moderna brasileira.

Em 2014, quando foi comemorado o centenário de Lina Bo Bardi, Renato foi um dos coordenadores das comemorações, e organizou exposições sobre o trabalho da arquiteta, que passaram por diversos países do mundo (Alemanha, Itália, Estados Unidos etc.). "Em 2016, fizemos um projeto para a Fundação Getty [Los Angeles- EUA], com uma proposta para um plano de conservação da Casa de Vidro de Lina, e a co-cordenação ficou a cargo de minha pós-doutoranda, Ana Lúcia Cerávolo", conta o docente.

Inspirado por seu novo projeto, Renato fez um "adendo" ao mesmo, e decidiu criar uma exposição que retratasse outras casas de vidro (inclusive, de fora do Brasil). "Fui professor visitante da Columbia University (EUA) e, conversando com um colega de lá, tive a ideia para essa exposição", relembra Renato.

O projeto proposto por Renato (clique aqui para assistir ao breve vídeo explicativo) sugeriu um estudo comparativo entre a casa de vidro Bardi e três casas de vidro estadunidenses (Eames House, Philip Johnson Glass House e Farnworth House), considerando quatro pontos de vista diferentes: conceitual, construtivo, a questão da vivência nessas casas, e o legado deixado por elas. "Nesse projeto, também estudamos a sustentabilidade dessas casas, inclusive no que se refere à parte financeira, visto que há um custo alto para mantê-las", explica o docente. "Essas casas têm características construtivas das casas de vidro e, ao mesmo tempo, são casas museus, ou seja, preservadas e visitáveis".

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Contando com o auxílio financeiro da indústria de vidros AGC** e apoio do IAU e do Instituto Bardi, o projeto, que, além da curadoria de Renato Anelli, teve a co-curadoria de Ana Lúcia Cerávolo e de Sol Camacho (Diretora Cultural do Instituto Bardi), foi viabilizado, e a exposição "Casas de Vidro" passou por três locais diferentes: Casa de Vidro em São Paulo, entre outubro de 2017 e março de 2018, Ealmhurst Art Museum em Chicago (EUA), entre junho e agosto de 2018, e no Centro Carioca de Design no Rio de Janeiro, entre outubro de 2018 e janeiro de 2019.

As exposições contaram com fotos, desenhos e três maquetes de cada casa (12, no total), confeccionadas pelo funcionário José Renato Dibo, e com a participação dos estudantes Luiana Cardoso, Aluisio Teles e Isadora Leoncio.

O resultado e a história do projeto culminaram com a produção de um livro catálogo pela editora Romano Guerra, organizados por Renato Anelli e Sol Camacho, e prefácio de Barry Bergdoll, professor da Columbia University e ex-curador chefe de arquitetura e design do Museum of Modern Art (MoMA- Nova York). O livro conta ainda com os depoimentos dos curadores das quatro casas, apresentados em encontro no auditório do MASP logo após a abertura da exposição em outubro de 2017.

O livro leva o mesmo nome da exposição, e será lançado no IAU no próximo dia 26 de março, às 17 horas, no auditório "Paulo de Camargo e Almeida". 

*Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

** Patrocínio obtido através do programa PROAC da Secretaria Estadual de Cultura.

Imagens:

1- Maquete da Casa de Vidro de Lina Bo Bardi feita pelo funcionário do IAU, José Renato Dibo (créditos: Renato Anelli)

2- Miniatura da Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, exposta na própria casa (créditos: Renato Anelli)

Café com Pesquisa: chamadas abertas até 6 de março

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O Café com Pesquisa, em sua 14ª edição, abre inscrições para os trabalhos a serem apresentados no ano de 2019, recebendo trabalhos desenvolvidos tanto por alunos da graduação quanto da pós-graduação.

Os interessados em apresentar suas pesquisas devem se inscrever por meio do formulário eletrônico até o dia 6 de março de 2019.

As apresentações serão realizadas nas seguintes datas: 03/04, 08/05, 05/06, 03/07, 07/08, 11/09, 02/10, 06/11, às quartas-feiras, às 16h, nas dependências do IAU.USP (Auditório Paulo de Camargo e Almeida, salas da Pós-Graduação ou salas de vídeo).

Ao se inscrever, solicita-se que, caso haja necessidade, manifestem a impossibilidade de se apresentar em alguma das datas pré-determinadas, visto que as mesas serão formadas mediante aproximação por temas das pesquisas. Também é solicitado que se indique a melhor data de apresentação (dentre as datas estabelecidas).

Para mais informações, basta acessar o edital do evento ou suas páginas nas redes sociais (Facebook e Instagram (@cafecompesquisaiau))

Com informações da Comissão Organizadora do Café com Pesquisa

CCEx/IAU abre seleção para monitoria

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Entre os dias 25 de março e 11 de abril, estarão abertas as inscrições para o programa de monitoria da Comissão de Cultura e Extensão do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (CCEX-IAU/USP).

Os interessados* deverão preencher a ficha de inscrição, e enviar ao e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Os resultados serão divulgados no dia 5 de abril. As atividades de monitoria terão início no dia 8 de abril, sendo o valor da bolsa R$250,00.

Para acessar o edital na íntegra, clique aqui.

*para se candidatar à bolsa, os alunos deverão ter participado de edições anteriores do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE/USP)

Eleição da Comissão dos Direitos das Mulheres do IAU: inscrições abertas

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Nos dias 22,23 e 24 de abril, serão realizadas as eleições para a escolha dos representantes e suplentes junto à Comissão dos Direitos das Mulheres do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP).

Para as categorias docente e servidor técnico administrativo, as candidaturas das chapas serão registradas entre os dias 8 e 10 de abril, das 9 às 12 horas, e das 14 às 17 horas, e deverão ser formuladas por meio de requerimento dirigido ao diretor do IAU, Miguel Antonio Buzzar, e entregue no Serviço de Assistência aos Colegiados.

Para a categoria discente, a eleição dos membros será realizada pela Secretaria Acadêmica do Instituto (SAAU/IAU), sendo que a eleição deverá seguir o mesmo cronograma das demais categorias. Ao final, o resultado deverá ser entregue ao Serviço de Assistência aos Colegiados para composição oficial da comissão.

Para acessar a portaria sobre a eleição, clique aqui.

Para acessar o requerimento de inscrição, clique aqui.

Com informações do Serviço de Assistência aos Colegiados do IAU

Concurso para professor titular do IAU/USP

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Nos próximos dias 4 e 5 de abril, a partir das 8h30, no auditório do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP) "Paulo de Camargo e Almeida", será realizado o concurso para professor titular do IAU.

Para o concurso em questão, estão inscritos os seguintes candidatos: João Marcos de Almeida Lopes, Márcio Minto Fabricio e Miguel Antonio Buzzar.

Clique aqui para acessar a publicação do concurso no Diário Oficial do Estado.

"Como pensar num mundo a caminho do obscurantismo", por Paulo Fujioka

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O IAU ainda é uma escola jovem, enquanto unidade USP, em comparação com algumas instituições centenárias. Mas nesse breve tempo de vida, todas as personalidades convidadas para as aulas inaugurais causaram um impacto considerável na visão de mundo dos alunos, chegando a afetar até mesmo as escolhas de temas de TGI e de Pós-Graduação.

A aula inaugural da Graduação de 2019 continuou esta tradição, mas trouxe ao evento um patamar novo, com a dinâmica nova proposta por Hector Vigliecca, de maior engajamento com os alunos, tentando romper o formalismo mestre-aluno usual, e que reflete a forma de pensar e trabalhar do arquiteto em seu atelier, que sempre foi uma escola, uma continuação do curso de arquitetura.

Portanto, esta proposta de aula inaugural foi resultado de sua intensa, mas habitual reflexão da prática de projeto, e do que é ensinar arquitetura, e de como o arquiteto deve responder, de forma original e provocadora, às circunstâncias do momento histórico – daí o título "Como pensar em um mundo a caminho do obscurantismo – Qual é o sentido de uma reflexão transformadora".

A resposta não é trabalhada de forma linear, mas através de provocações: "Como podemos trabalhar com objetivos onde os limites e os tempos parecem indefinidos?" "Qual é o sentido de uma reflexão transformadora?" "Como definir e encontrar sabedoria?" que também não são respondidas com fórmulas e guias de procedimentos; parte-se do quadro desalentador da situação atual para apontar caminhos de diversas abordagens, para elaborar o conceito de "sabedoria de projeto", que culmina num outro conceito pessoal iluminador, o do "salto interpretativo" que resolve a charada.

Vigliecca mostra alguns exemplos das duas proposições. E a seguir, o arquiteto mostra como este salto interpretativo foi decisivo em alguns de seus projetos mais conhecidos de arquitetura na escala urbana.

É raro encontrar textos ou palestras em que um arquiteto brasileiro moderno descreva seu processo de trabalho. Vigliecca não apenas discute sua forma original de abordar o projeto, como também comenta uma bibliografia, também muito original e variada, erudita e provocante. E que não causaria surpresa entre bons arquitetos de prancheta, de quem sempre encontramos uma abordagem humanista e uma visão mais aberta de mundo.

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Durante toda a aula, Hector procurou provocar a plateia, tentando romper a formalidade do evento, mas estávamos curiosos demais em ver como se concluiria a apresentação. Mantivemos a ideia da aula inaugural em que haveria uma rodada de perguntas no padrão acadêmico, seguido de uma conversa mais informal, fora do auditório, onde seria possível um contato mais próximo com o arquiteto.

A rodada inicial propiciou perguntas incisivas, mostrando a reação atenta por parte dos alunos, sendo notável a defesa por Vigliecca da responsabilidade do arquiteto em propor uma solução de arquitetura, e não apenas atender necessidades técnicas. E na conversa ao ar livre foi possível se aprofundar em questões levantadas na aula e esclarecer uma questão importante, mas ausente da apresentação, como a formação do arquiteto em suas circunstâncias históricas, as influências e inspirações, a educação musical erudita, relações entre música e arquitetura. Perguntas atiladas que também tiveram respostas instigantes e provocadoras. Infelizmente não há espaço disponível aqui para comentar tudo que foi abordado. E seria necessário um tempo maior de sedimentação e reflexão para tal.

O arquiteto cobrou a falta de perguntas vindas de seus ex-colaboradores, eu e o Prof. Givaldo. Este respondeu pelos dois ao justificar que, num primeiro momento, ficava difícil pela nossa proximidade com ele, a vivência num atelier que era uma escola, e pelo impacto da aula (em que pudemos rememorar algumas questões levantadas no dia a dia do escritório). De fato, pessoalmente, trabalhar com Hector, como recém-formado, representou uma continuação da educação do arquiteto, um constante aprender e reaprender arquitetura, pois era e é um atelier-escola. Assistir a sua apresentação foi como reviver aqueles anos, onde todo dia era uma aula, às vezes angustiante, mas sempre entusiasmada, de arquitetura.

Muitos arquitetos já leram e ouviram, da parte de muitos professores desde a Graduação, que a solução de projeto não deve partir apenas da experiência prática de prancheta, ou do conhecimento do repertório, ou da cultura de referências projetuais; mas também em referências das ideias de historiadores, filósofos, escritores, poetas, pintores, escultores, compositores e performers musicais. Tais experiências podem despertar, alertar, destacar e traduzir inquietações, olhares, luzes, focos, pistas; elementos de uma prática sempre difícil, para qualquer arquiteto.

Ou seja, iluminar o que faltava para chegar na decisão de projeto, que se desenvolverá depois com a crença firme no acerto da solução e a segurança de poder defender de público a solução projetual. Ao longo da trajetória pessoal, ouvimos esta recomendação daqueles professores arquitetos que, frequentemente, são os que mais admiramos. Mas estes conselhos podem esbarrar por vezes, em nossa falta de vivência, leitura e experiência profissional quando jovens. Só com o tempo pode-se tentar entender ou incorporar tais práticas, se possível.

Hector Vigliecca teve a generosidade de compartilhar com os alunos e professores desta escola o caminho das pedras de seu processo de projeto, que em seu caso é fruto de uma intensa vivência passional e erudita, do projetar. Um processo de reflexão e desenho em tempo integral, percebendo e dialogando com outras luzes, e vozes como o da música (e dos músicos), da literatura, filosofia, história, artes, que podem contribuir ativamente para esta proposta ousada, provocadora do "salto interpretativo", de imenso potencial para o enriquecimento e refinamento do projeto. Diálogos que potencializam um desenhar mais rico e aprofundado. Daí a arquitetura se tornar uma paixão, pois absorve, ocupa e consome obsessivamente o tempo todo. Nunca nada está bom, pois sempre pode ser melhorado.

Portanto, só podemos agradecer ao arquiteto e professor pelo seu esforço de aula, pela grande alegria que sentimos ao assisti-la; e pelo ensinamento integral de arquitetura e projeto que ofereceu aos alunos, através de uma didática totalmente original e inusitada.

Texto: Paulo Fujioka (docente do IAU)

Imagens:

- Imagem 1: Hector Vigliecca  (à esq.) e Paulo Fugioka (créditos: Paulo Vitor de Souza Ceneviva)

- Imagem 2: Público presente na aula inaugural (créditos: Paulo Vitor de Souza Ceneviva)

A cartilha que ensina sobre onde você mora

Alagamentos, deslizamento de morros, lixo excessivo nas ruas, poluição, desmatamento em áreas de preservação, desperdício de recursos hídricos, assentamentos precários. A lista de problemas comumente encontrados nas grandes metrópoles brasileiras e, inclusive, em municípios de menor porte, é interminável. Essas e outras ocorrências são cotidianas nas cidades, e parte disso se deve à falta de envolvimento da população nessas questões.

Uma possível solução para essa apatia em relação aos problemas urbanos foi pensada há quase duas décadas por Miguel Antonio Buzzar, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP). No final da década de 1990, quando trabalhava na secretaria de obras da prefeitura de Santo André, ele percebeu que a grande maioria das pessoas- e não somente as de baixa renda, como é comum se pensar- tem total desconhecimento sobre informações básicas da infraestrutura das cidades. "Parte considerável da população não sabe a diferença entre uma rede de esgoto e uma rede de águas pluviais. Em relação à energia elétrica, por exemplo, a população não tem ideia do que seja um transformador ou o significado de rede de alta tensão. Quando chove, as pessoas têm de lidar com os alagamentos, mas não sabem por que ele ocorreu", elucida. "As pessoas moram e habitam as cidades, mas desconhecem seu funcionamento".

Miguel, então, pensou em um projeto que privilegiasse alunos do ensino fundamental e médio, em princípio somente das escolas públicas, e que trouxesse, de forma dinâmica e interativa, a conscientização dos estudantes em relação ao seu entorno. "O projeto também contaria com uma publicação, a Cartilha Urbana, que traria, em uma linguagem simples a acessível, tópicos a respeito do funcionamento das cidades", relembra.

O projeto ficou adormecido por alguns anos, até que, em 2011, Miguel participou de uma rede da FINEP*, formada por pesquisadores de diversas universidades do país**, e que tinha como foco discussões relacionadas ao desenvolvimento de tecnologias sociais. "Um dos pressupostos relacionados à tecnologia social é que ela seja apropriada pela própria comunidade, visto que é voltada justamente para a resolução de problemas sociais que, por consequência, tragam a melhoria das condições de vida", diz Miguel. "Dessa forma, a população passa a ter papel ativo, deixando de ser objeto para se transformar em sujeito das soluções".

Nasce um projeto

Mesmo com todo projeto idealizado, foi somente em 2016, através dos Programas Unificados de Bolsas (PUB/USP) e de outros programas de financiamento da USP que o projeto, nomeado Cartilha da Cidade, ganhou forma e, de fato, foi concretizado. Além de um material impresso, o projeto conta também com Oficinas Urbanas, que levam os participantes do Cartilha da Cidade até as escolas para promover debates a respeito da cidade, e destacar a importância de seus recursos e serviços, e como eles funcionam. "Montamos seis oficinas, cada uma delas tratando de um ou dois tópicos da cartilha. Fizemos isso na Escola Estadual Bento da Silva César, Santa Angelina, São Carlos, durante aulas de geografia, e foi uma experiência muito legal, que animou muito os participantes para dar prosseguimento ao projeto", relembra Miguel.

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Jogo Urbano realizado na Escola Estadual "Antonio Adolfo Lobbe" em 2018 (créditos: acervo Cartilha da Cidade)

O feedback positivo inspirou uma nova ideia para o projeto: o Jogo Urbano, no qual os participantes são divididos em equipes, e cada uma delas é responsável por pensar em soluções para problemas encontrados nas cidades. "No jogo, cria-se uma cidade hipotética, e cada grupo representa um agente urbano: prefeitura, câmara municipal, agentes imobiliários, ministério público etc. A ideia é que haja um entendimento ou um esclarecimento das questões que envolvem situações de conflito ou de interesses opostos no interior das cidades", explica Miguel.

Jogo Urbano na prática e a formação de pequenos cidadãos

O Jogo Urbano foi adaptado para alunos de diferentes faixas etárias, contemplando o ensino infantil, fundamental e médio. Em 2018, alunos da turma de cinco a seis anos da Creche e Pré-Escola da USP São Carlos tiveram a oportunidade de participar do Jogo. "Coincidentemente, a turma estava trabalhando com questões relacionadas à construção, e quando os pesquisadores da Cartilha vieram aqui, casou com o trabalho que já estávamos fazendo", relembra Gabriele Fernandes da Silva****, professora da creche. "As crianças puderam montar a cidade, já utilizando conhecimentos prévios, mas através dos questionamentos dos pesquisadores os alunos puderam refletir melhor sobre outras questões, problematizando situações específicas, como a distribuição de hospitais e escolas, por exemplo".

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Jogo Urbano realizado na Creche e Pré-Escola da USP São Carlos (créditos: acervo Cartilha da Cidade)

A turma deste ano, que receberá novamente os pesquisadores do Cartilha da Cidade, também já está envolvida com questões dessa natureza, embora o foco seja completamente diferente do da turma anterior. "O bacana do projeto é que ele abrange diversos tópicos sobre as cidades e, novamente, conseguimos casar com o foco de investigação da turma deste ano, que tem a ver com localização. Percorremos o campus com as crianças, e algumas delas desenharam um mapa da universidade. Pensamos novamente em trabalhar a distribuição das ruas e como a questão do trânsito é pensada", elucida Gabriele.

Para ela, é muito importante que questões previamente discutidas com as crianças sejam revisitadas, e o Cartilha da Cidade é uma excelente oportunidade para isso. "Essas questões e essa experiência também são muito válidas para os educadores, pois também aprendemos como é possível transformar os saberes comuns em algo mais técnico e científico", diz. "Através de projetos como esse, o conhecimento flui muito mais rapidamente, pois é um conhecimento construído, e não imposto".

Para a diretora da Creche, Liliane Araújo, o projeto traz questões que serão pensadas pelas crianças de forma mais criativa. "As temáticas trabalhadas são de interesse das crianças, e elas lançam um novo olhar sobre situações cotidianas relacionadas ao trânsito, ao lixo, à maneira de se locomover, enfim, a questões espaciais em geral".

Gabriele conta que os alunos se interessam muito pelo espaço que os rodeia. "A primeira pesquisa de campo que fizemos foi no campo de futebol da USP, e chamou muito a atenção dos alunos as placas de sinalização. O Cartilha pode nos ajudar bastante nas questões relacionadas à organização das cidades, e tudo isso traz a questão da cidadania. Uma criança que se envolve mais a fundo nessas questões hoje, dificilmente no futuro irá parar em uma vaga de deficientes, por exemplo", diz Gabriele.

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Oficina Cartilha da Cidade (créditos: acervo Cartilha da Cidade)

Cartilha da Cidade: segunda edição

O segundo volume da Cartilha da Cidade "já está no forno", e nele novos tópicos e novas questões urbanas serão abordados. "Para que as oficinas e jogos chegassem ao formato que têm, muitos estudos foram feitos. Não é algo pronto e formatado, mas sim algo em desenvolvimento, que exige muita leitura, investigação e questionamentos", afirma Miguel.

Ele conta que o próximo passo será disponibilizar em um site os kits da Cartilha da Cidade, no qual poderá ser feito o download tanto da cartilha como também do jogo gratuitamente. Serão kits distintos para diferentes faixas etárias. Além disso, o site também deve ser um local virtual de discussão e compartilhamento de experiências. "O site pode até mesmo se tornar uma pequena rede com os participantes do projeto. Dessa forma, outras pessoas, de outros locais, têm a liberdade de também desenvolver outras versões da cartilha, realizando um desenvolvimento e aperfeiçoamento coletivos", diz. "O projeto ocupa um espaço muito importante na formação dos alunos. É um projeto extracurricular, mas poderia muito bem ser curricular, e, infelizmente, isso ainda não acontece, deixando um vácuo de conhecimento sobre a cidade", lamenta Miguel.

Coletividade, inclusive, é uma filosofia que rege o projeto Cartilha da Cidade, do qual participam alunos de graduação e pós-graduação do Instituto e de outras Unidades da USP*****. Mas a coletividade nesse contexto não se refere apenas ao desenvolvimento conjunto de ações, da qual todos os membros do projeto participam, mas sim em seu sentido mais amplo. "Os participantes do projeto agregam muito a ele, trazendo experiências e relatos. E uma das questões importantes no projeto é trabalhar com a vivência das pessoas, e apostamos que essa realmente seja uma das alavancas para a formação de cidadãos", conclui o docente.

* Financiadora de Estudos e Projetos

**Rede Morar. Ts (tecnologia social), composta pelas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade de São Paulo (USP), Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

*** Além de Gabriele, a professora Ismalia Caroline Silvati também participou do Jogo

**** Membros antigos: Desirée Figueiredo Carneiro, Ana Maria Beraldo, Analee Torres Sasso, Edimilson Rodrigues dos Santos Junior

Membros atuais: Miguel Antonio Buzzar, Miranda Zamberlan Nedel, Rachel Bergantin, Gabriele, de Campos Trombeta, Juliana Braga, Matheus Motta Vaz, Mayara Vivian P. Cruz,, Masae Kassahara, Beatriz Alves de Paula, Anna Clara Pires, Raissa Tronnolone, Tânia Bulhões, Gabriela Tomaz Feitosa dos Santos, Yara Cardoso, Verônica de Freitas, Florissa Maria Sartori Medeiros, Rafael da Cunha Faria , Yasmin Malaco Rocha, Jasmine Luiza Souza Silva

A arquitetura sob o ponto de vista sociológico

Cibele Saliba Rizek, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP), foi educada em escola com ensino de língua francesa, o que lhe rendeu a fluência no idioma desde cedo. Desde então, a França é bastante presente em sua vida, especialmente na acadêmica, na qual parcerias muito bem-sucedidas já foram- e vêm sendo- firmadas com o país europeu.

O Laboratório Misto Internacional "Social Activities, Gender, Markets and Mobilities from Below (Latin America" (LMI.SAGEMM) é um desses exemplos. Resultado de uma chamada de bolsas do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento do governo francês, que contemplou somente 17 pesquisadores do mundo, entre eles Cibele, o projeto atua em três eixos distintos: atividades: as novas fronteiras das relações de trabalho e emprego; políticas sociais e mercados; e políticas sociais: reconfigurações e conexões.

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Políticas sociais e resultados eleitorias: distribuição nacional e regional de votos no primeiro turno de 2018 (créditos: Cibele Rizek)

Em poucas palavras, cada um dos eixos analisa, sob olhares diferentes, a conjunção de transformações no âmbito do trabalho, família e políticas sociais e de assistência. "A situação de trabalho é fundamental para pensar a desigualdade e a situação de pobreza", afirma Cibele. "Nós tentamos vincular trabalho, pobreza, economia solidária, iniciativas de estímulo da participação feminina, entre outras coisas".

Pesquisadora convidada da Sorbonne, no Departamento "Développement et Societés", Cibele ficou na França de outubro de 2018 a janeiro de 2019 participando de várias iniciativas relacionadas ao LMI, inclusive ministrando seminários em diversas instituições francesas, explanando os resultados obtidos no LMI, que fez um estudo comparativo entre diversos países da América Latina*.

Mapas eleitorais e multiescalaridade

Durante alguns dos seminários realizados nas instituições francesas a partir da coordenação do LMI, uma das observações mais marcantes foi em relação aos locais nos quais os candidatos à presidente da última eleição brasileira receberam seus votos: onde políticas sociais (como bolsa família, Pronaf** etc.) foram mais significativos, os votos concentraram-se totalmente em Fernando Haddad. "Através desses mapas, é possível visualizar os efeitos econômicos, sociais e políticos dessas ações", explica Cibele. "Utilizamos muito a ideia de territorialização das políticas e multiescalaridade".

O conceito de multiescalaridade permite que, através da análise de situações no microcosmo, seja possível compreender fenômenos maiores. "Se você estudar e analisar o bolsa família num município, por exemplo, você chegará no Banco Mundial. Então, tem-se a escala global, nacional e local de um mesmo fenômeno. Por isso, a análise torna-se multiescalar, que é o que traz a riqueza da pesquisa", elucida.

O olhar e as análises de Cibele provêm do aparato conceitual da sociologia urbana, que tem como objeto as interações humanas e a vida social em cidades e áreas metropolitanas, concentrando-se em temas como pobreza, contextos socioeconômicos, migrações, relações raciais e de gênero nos ambientes urbanos. "Uma dessas dimensões acaba por ter que considerar, a partir do diálogo com outras pesquisas e análises, o que se entende por violência urbana e militarização da gestão urbana, entre os quais as chamadas 'organizações criminosas' que atuam dentro e fora dos presídios e sua presença nos bairros populares", explica Cibele. "Graças a essas organizações, acaba por se formar 'um mercado da violência e da pacificação', assim como também existe um mercado moral das religiões, um mercado político, e assim por diante".

No futuro próximo

Durante sua estadia na França, Cibele, atendendo a um edital do Consulado Francês em São Paulo, que financia Cátedras para docentes daquele país no Estado, obteve uma das sete obtidas pelas universidades estaduais paulistas. Essa Cátedra, financiada pelos governos francês e brasileiro, tem como objetivo a circulação de docentes das universidades estaduais (USP, Unesp e Unicamp). A USP conseguiu quatro das sete cátedras francesas. Cibele foi contemplada com a única cátedra na área das ciências humanas e sociais, o que reforça mais uma vez a relevância de sua pesquisa.

Além disso, a docente aguarda o resultado de um projeto temático que encaminhou à FAPESP, intitulado "Reestruturação territorial e condições de desigualdade da metrópole paulistana no século XXI", do qual também farão parte os pesquisadores Raquel Ronik (FAU/USP) e Jeroen Johannes Klink (UFABC).

*Colômbia, Chile, Argentina e Brasil

** Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar

Pós-doutoranda do IAU exibe vídeos na mostra de filmes "Corpo Cidade 6: atualização crítica"

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_ evento organizado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia. Os vídeos compõem a produção audiovisual intitulada "Sobras", trabalho prático do projeto de pesquisa em andamento com supervisão da Profa. Dra. Cibele Rizek.

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Sobras* é uma produção audiovisual que busca pensar a potência de significação da paisagem da cidade para além da sua aparência, por meio de uma abordagem alegórica das ruínas fabris. Essa abordagem alegórica é tratada na associação de três vídeos: o primeiro, uma sequência de janelas das ruínas fabris da zona leste de São Paulo, acompanhada da narração de trechos do livro “Os afogados e os sobreviventes” de Primo Levi; o segundo e o terceiro, uma mesma ação adaptada da peça “Ato sem palavras II” de Samuel Beckett - um em grande plano e plano detalhe e o outro em plano médio e em preto e branco, simulando o ponto de vista de uma câmera de segurança. A sequência de janelas das ruínas com grades, telas e arames farpados reflete a relação dialética entre fábrica e presídio/campo de concentração. Tal dialética explicita um fenômeno contemporâneo, referido na ação beckettiana: o fato da produção capitalista não residir mais no interior das fábricas mas fora de suas paredes. A cidade é agora uma imensa fábrica uma vez que toda a sociedade tende a estar subordinada ao controle. O capital explora toda a gama de nossa capacidade produtiva, nossos corpos e mentes, nossas relações afetivas onde a própria vida foi atrelada ao trabalho.

Sigradi 2019 - Conferência recebe inscrições de trabalhos

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_ Submissão de artigos até 01 de fevereiro de 2019. Já estão abertas as chamadas de trabalho para a próxima Conferência Anual da Sociedad Iberoamericana de Gráfica Digital (Sigradi), em conjunto com a Education and Research in Computer Aided Architectural Design in Europe (eCAADe), que será realizada em setembro de 2019 na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (Portugal).

Atrelada ao tema "Architecture in the Age of the 4th Industrial Revolution", a Conferência receberá trabalhos até 1º de fevereiro, sendo que os autores deverão submeter um resumo estendido em inglês, de 1000 a 1500 palavras, mais referências, além de uma imagem (opcional).

Os artigos aprovados serão publicados no eCAADe + SIGraDi Proceedings (ISBN, Web of Science) e Cumincad (base de dados online).

Para mais informações sobre o evento e/ou sobre a submissão de trabalhos, acesse https://ecaadesigradi2019.arq.up.pt/

ABERTURA DE INSCRIÇÕES PARA PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO

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O Diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo torna público a todos os interessados que, conforme aprovação pelo Conselho Técnico Administrativo, em reunião realizada em 05/12/2018, estarão abertas por 30 dias, no período das 8h do dia 12/12/2018 às 17h do dia 11/01/2019, as inscrições para o processo seletivo para a contratação de 1 (um) docente por prazo determinado, como Professor Contratado III (MS-3.1), com salário de R$ R$ 1.877,43, referência mês de maio de 2018, com jornada de 12 (doze) horas semanais de trabalho, junto à Área de Conhecimento de Representação e Linguagem nos termos da Resolução nº 5.872/10 e alterações posteriores, bem como da Resolução nº 7.354/17.

Inscrições através do link:

https://uspdigital.usp.br/gr/admissao

Prêmio Mayumi Watanabe de Souza Lima Trabalhos de Graduação Integrados – IAU-USP 2018

 

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Criação do o "Prêmio Mayumi Watanabe de Souza Lima" a ser outorgado anualmente aos melhores Trabalhos de Graduação Integrados (TGIs) do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo do IAU-USP.

O Instituto de Arquitetura e Urbanismo e a Comissão de Graduação, seguindo proposta encaminhada pela Comissão de Acompanhamento Permanente do TGI 2017, composta pelos professores David Sperling, Joubert Lancha, Lucia Shimbo e Luciana Schenk, criam a partir deste ano o "Prêmio Mayumi Watanabe de Souza Lima" a ser outorgado anualmente aos melhores Trabalhos de Graduação Integrados (TGIs) do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo do IAU-USP.

- O referido prêmio será circunscrito aos projetos apresentados nos dois semestres de TGI 2 de cada ano.

- A participação dos trabalhos na premiação fica condicionada à sua apresentação nas bancas finais e ao envio de material para exposição anual de TGIs, com formato e data a serem divulgados amplamente em meio à comunidade do IAU.

- O conjunto de votantes é composto pela comunidade do IAU (docentes, alunos de graduação e pós-graduação do IAU e servidores não-docentes).

- Cada votante poderá votar uma única vez, escolhendo três (03) trabalhos, por meio de sistema eletrônico de votação a ser acessado emsistemas.iau.usp.br

- Em cada Premiação, serão outorgados 3 Prêmios, respeitando-se a ordem decrescente de votos recebidos.

- A CAP e a CG podem, conjuntamente, outorgar um prêmio extra.

- Os trabalhos premiados serão automaticamente selecionados para representar o CAU.IAU.USP em premiações nacionais e internacionais destinadas a trabalhos finais de graduação, respeitando-se a ordem decrescente de votos recebidos.

Acreditamos que a criação do referido prêmio constituirá uma importante homenagem a esta estimada professora que, a partir de sua vinculação a escola entre 1987 a 1994 e de seu compromisso inequívoco com a educação, teve um papel extremamente relevante no cenário da arquitetura brasileira.

CAP 2017 | 2018
Comissão de Graduação
IAU-USP

 

 

Texto sobre Mayumi Watanabe de Souza Lima

Bancas Finais TGI 2018

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_  03 a 14 dez.2018. Convidamos a Comunidade do IAU a participar da Mostra dos Trabalhos de Graduação Integrado (TGI) e a leitura dos cadernos de TGI.

A mostra ficará aberta de 3 a 14 de dezembro de 2018.

No cartaz anexo constam os horários das Bancas de TGI 2.

Palestra/Conversa "Diálogos Urgentes: cidades brasileiras, o momento atual e alternativas possíveis"

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_ 29.11.2018, quinta-feira. A Comissão de Pós-Graduação do IAU tem a satisfação de convidar a toda a comunidade do IAU para assistir a Palestra/Conversa com Professor Adauto Lúcio Cardoso intitulada "DIÁLOGOS URGENTES: Cidades brasileiras, o momento atual e alternativas possíveis", a se realizar na próxima quinta-feira, 29/11/2018, às 16h, no Auditório Paulo de Camargo e Almeida - IAU.

Professor Adauto Lúcio Cardoso possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1974), mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1997). Atualmente é professor associado do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do Observatório das Metrópoles. Tem experiência na área de Planejamento Urbano, atuando principalmente nos seguintes temas: Política Habitacional, Instrumentos de Regulação do Uso do Solo Urbano.

Contanos com a presença de todos(as)!

cartaz do evento

IAU seleciona 10 trabalhos para participarem da etapa internacional do SIICUSP

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_ Pesquisadores (as) do Instituto de Arquitetura e Urbanismo IAU-USP selecionaram dez trabalhos de iniciação científica, para participarem da Etapa Internacional do 26º Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP), que ocorre de 22 a 23 de novembro de 2018 na Cidade Universitária, São Paulo.

A seleção foi realizada a partir dos 64 trabalhos apresentados no dia 10 de outubro no IAU. A Comissão de Pesquisa e a Diretoria do IAU parabenizam os (as) alunos (as) e orientadores (as).

Projetos selecionados:

Autora: Amanda Basso Morelli
Orientadora: Aline Coelho Sanches Corato
Título do trabalho: A fortuna crítica e iconográfica da Casa de Vidro

Autora: Ana Carolina Martins Dias Felizardo
Orientador: David Moreno Sperling
Título do trabalho: Os Parklets na cidade de São Paulo - projetos e apropriações

Autora: Beatrice Volpato Teixeira
Orientadora: Aline Coelho Sanches Corato
Título do trabalho: Gênero e arquitetura, mulher e arquitetura: o Estado da Arte

Autora: Desirée Figueiredo Carneiro
Orientador: Miguel Antonio Buzzar
Título do trabalho: Cartilha da cidade e oficinas urbanas

Autor: Gabriel Bráulio Botasso
Orientadora: Simone Helema Tanoue Vizioli
Título do trabalho: Arquitetura e Território: a apropriação da topografia como elemento projetual nas obras de Eduardo Souto de Moura e Angelo Bucci

Autora: Gabriele de Campos Trombeta
Orientadora: Eulalia Portela Negrelos
Título do trabalho: Arquitetura e cidade: relações entre habitação social e planejamento urbano em Piracicaba/SP de 1964 a 1995

Autora: Maria Clara Cardoso
Orientadora: Anja Pratschke
Título do trabalho: Levantamentos e leituras de estudos de casos sobre a inserção de recursos digitais na gestão e preservação do patrimônio

Autor: Matheus Motta Vaz
Orientador: Miguel Antonio Buzzar
Título do trabalho: Cartilha da cidade e oficinas urbanas

Autora: Mayara Vivian dos Prazeres Cruz
Orientador: Miguel Antonio Buzzar.
Titulo do trabalho: Cartilha da cidade: manual e intervenções

Autor: Rodolfo Silva Martins
Orientador: Ruy Sardinha Lopes
Título do trabalho: Trisha Brown: a Apropriação do espaço urbano pela dança

IV Seminário da Disciplina Estágio Supervisionado - Mostra de Painéis

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_ No próximo dia 20/11/2018, a partir das 16h30min, no Auditório Paulo de Camargo e Almeida do IAU-USP, será realizado IV Seminário da Disciplina Estágio Supervisionado com a apresentação das atividades desenvolvidas pelos alunos junto aos escritórios de arquitetura conveniados com o Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP.

A Mostra de Painéis será realizada de 19 a 23/11/2018, no Postão - IAU/USP.

cartaz do evento