Livro lançado pelo IPHAN teve origem em dissertação de mestrado defendida no IAU-USP

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No último dia 15 de março o Concurso do Plano Piloto de Brasília, vencido por Lucio Costa, completou 58 anos. Para lembrar a data, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) lançou na última terça-feira (17/03/2015) o livro "Projetos para Brasília 1927-1957", de Jeferson Tavares. O lançamento da publicação, que apresenta com detalhes essa história e seus antecedentes, foi realizado no Cine Brasília, um dos edifícios mais belos e emblemáticos da capital federal. Estiveram presentes, entre outras autoridades, o ministro da Cultura Juca Ferreira e a presidenta do Iphan Jurema Machado.

O livro de Jeferson Tavares é resultado de uma pesquisa de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP São Carlos, em 2004. "Parabéns ao professor Carlos Roberto Monteiro de Andrade, que orientou o trabalho, e ao Jeferson Tavares. Essa obra mostra que o nosso projeto de formar arquitetos que aliem competência profissional e conhecimento histórico não é só wishful thinking", ressaltou Carlos Ferreira Martins, diretor do IAU.

Para o orientador de Tavares, o livro, como indica o título, estuda os projetos e respectivas concepções urbanísticas que participaram do Concurso para Brasília, em 1956/57. "No entanto a pesquisa também reconstitui a história da mudança da capital, desde as primeiras formulações ainda no século XIX, bem como estende seu olhar sobre os planos e propostas que antecederam o concurso. Destaca-se o trabalho pioneiro de levantamento dos projetos com seus memoriais e peças gráficas, permitindo que se tenha pela primeira vez um quadro amplo das muitas Brasílias que foram concebidas, a par uma avaliação da riqueza de matizes e mesclas da cultura urbanística brasileira nos anos 1950. Trata-se de importante contribuição para a historiografia do urbanismo moderno no Brasil, em especial aquela que se debruça sobre o caso único da nova capital, e em uma perspectiva que procura superar o mito que se criou em torno de sua construção, e também de seu desenho e sua forma", explica o professor Andrade, do IAU.