Projeto de IC do IAU recebe Menção Honrosa no 24º SIICUSP

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- O projeto de Iniciação Científica da aluna do 5º ano CAROLINE NIITSU DE LIMA, com a Bolsa do CNPq e com orientação do Prof. Miguel Buzzar, foi um dos selecionados para a Mostra de Destaques do 24º SIICUSP Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP em outubro de 2016, com atribuição de menção honrosa pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP.

A aluna comentou que "participar do SIICUSP foi uma grande oportunidade de tomar maior conhecimento da produção científica na Universidade e divulgar o trabalho realizado ao longo de um ano de pesquisa".

A pesquisa de iniciação científica "ARCHITECTURAL ANALYSIS OF PUBLIC SCHOOL BUILDINGS PRODUCED BY PLANO DE AÇÃO (1959-1963)", teve por objetivo a análise arquitetônica de obras escolares modernas produzidas pelo Plano de Ação (PAGE) da gestão do Governador Carvalho Pinto (1959-1963) do Estado de São Paulo.

O Plano de Ação foi um programa político e social fortemente influenciado pelas ideias de Louis-Joseph Lebret, um padre dominicano francês que defendia "colocar a economia ao serviço do homem", pregando uma dimensão social e humanista sob o capitalismo. Este Plano foi responsável pela construção de redes de infraestrutura e um grande número de equipamentos públicos por todo o Estado de São Paulo, totalizando cerca de 1000 edifícios públicos envolvendo um número aproximado de 150 arquitetos, que projetaram obras notáveis da arquitetura moderna brasileira, como os edifícios da FAU (Vilanova Artigas), da História e Geografia (Eduardo Corona) da Reitoria (Escritório Técnico) e do Conjunto Residencial (Eduardo Kneese de Mello) da USP, assim como, os ginásios de Itanhém e Guarulhos (ambos de Vilanova Artigas) e os fóruns de Piracicaba (Affonso Eduardo Reidy), Araras (Fábio Penteado), Amparo (Paulo Mendes da Rocha), dentre outras.

A adoção do Plano de Ação teve fundamental importância na difusão da arquitetura moderna no Estado, com a construção de obras que não se alinhavam a uma corrente moderna específica, caracterizando uma produção plural, dentre as quais obteve grande expressão a Escola Paulista.

Outro aspecto fundamental do Plano de Ação foi a questão social presente em seu conjunto de obras: os edifícios eram projetados como espaços de formação social, a partir da concepção de áreas de convivência, onde havia a possibilidade de compartilhar experiências e exercitar a criatividade, sobretudo, nos edifícios escolares.

A pesquisa de iniciação científica em questão conseguiu levantar informações e organizar material de 12 escolas, das quais 10 foram visitadas, além de 5 outros tipos de equipamentos (fóruns, casa de lavoura/agricultura, casas de saúde etc), sendo feitas visitas técnicas em 2 desses equipamentos.

O Plano de Ação e sua produção arquitetônica foram temas da exposição "PAGE: Difusão da Arquitetura Moderna no Brasil", em exibição no Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU USP) entre 16 e 24 de novembro de 2016. A mostra foi organizada pelo grupo de pesquisa "ArtArqBr – Arte e Arquitetura, Brasil" do IAU USP coordenado pelo prof. Miguel Antônio Buzzar.