Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos

Cooperação internacional fortalece pesquisas sobre inclusão social em metrópoles

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Possibilitar a análise da noção de inclusividade em grandes cidades a partir de processos de verticalização, proporcionando diferentes caminhos para o desenvolvimento de pesquisas. Esse é o objetivo da cooperação internacional que o Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP mantém com a Universidade de Lyon (UdL), da França. Ao todo, são mais de 30 pesquisadores brasileiros e franceses envolvidos no trabalho.

A cooperação faz parte do Projeto High-rise living and the inclusive city, que teve início em 2017 e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Agence Nationale de la Recherche (ANR). Tendo Lyon e São Paulo como objeto de estudo, o objetivo da pesquisa é estudar em que medida a verticalização efetivamente implica em processos de inclusão, bem como a lógica e força de processos de produção da cidade. "Essa cooperação nasceu do desejo comum de ambas as instituições em fortalecer nossos vínculos para construir uma rede internacional de pesquisa. Com a parceria, conseguimos ampliar os olhares a respeito das duas cidades estudadas", afirma Christian Montés, professor da UdL e responsável pelo projeto no velho continente.

No Brasil, quem coordena as atividades de pesquisa é o professor Manoel Rodrigues Alves do IAU. O docente acredita que a formalização de parcerias com instituições do exterior contribui para alavancar a qualidade do projeto: "Em termos de avanço, produção de conhecimento e reconhecimento internacional, os convênios são fundamentais. Eles também permitem uma maior mobilidade dos alunos, promovendo aos jovens elevada capacitação profissional", explica. Nos últimos anos, o projeto tem proporcionado intercâmbios internacionais a alunos de mestrado do IAU e da UdL, bolsas de pós-doutorado, visitas anuais entre os pesquisadores integrantes da iniciativa, além de palestras em ambos os países.

Possuir convênios com outras universidades do mundo pode facilitar o financiamento de um projeto de pesquisa. Para que a proposta de trabalho seja aceita na chamada anunciada regularmente pela FAPESP, por exemplo, a instituição que o cientista representa deve possuir convênio com universidades do exterior parceiras da Fundação. Atualmente, o IAU possui 20 convênios internacionais vigentes com universidades da Europa e da América do Sul.

Segundo o professor Manoel, a cooperação com a UdL tem sido muito positiva, tanto do ponto de vista institucional como do científico. "Alguns resultados preliminares comprovaram que as cidades mais edificadas não são necessariamente mais inclusivas, como muitos dizem. Identificamos em pesquisas de campo que a segregação social pode ocorrer entre moradores de um mesmo prédio, quando os ocupantes da cobertura se julgam superiores aos residentes de outros andares", revela o docente.

Interdisciplinar, o projeto envolve a participação de arquitetos, antropólogos, sociólogos e geógrafos. Além de Brasil e França, a cooperação abriu portas para a realização de atividades de pesquisa em Londres, na Inglaterra, em Santa Fé, na Argentina, além de missões de estudo na Austrália.

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do IAU/USP
Foto: Pixabay

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