Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos

IAU.USP em Casa - Ciclo de Palestras (4) - Diálogos

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_ 13 de maio, 17h00, com Julio Cesar Pedrassoli (UFBA)* | Marcel Fantin (IAU-USP), acesso pelo link: https://meet.google.com/xop-nzoz-wmd 

ANÁLISE ESPACIAL E A PANDEMIA -  Pode a análise espacial no ajudar a identificar e antecipar ações para as populações mais vulneráveis? A análise espacial, que busca compreender os padrões de distribuição comportamentos de entidades espaciais no espaço e no tempo, é colocada a prova neste momento de crise de saúde pública. A pesquisa médica contribui imensamente para o reconhecimento das características do vírus e para a obtenção da cura, no entanto as ações de planejamento e enfrentamento cotidiano da epidemia se dão efetivamente no plano territorial frente a uma cura ainda inexistente, seja do planejamento regional para fortalecimento da infraestrutura hospitalar até a mais limítrofe barreira territorial que é o próprio corpo do indivíduo, no isolamento social.

Os padrões espaço-temporais descrevem as características epidêmicas, incluindo distribuição espaço-temporal (regular, agrupada ou aleatória), associação espaço-temporal e evolução espaço-temporal. Isso é benéfico para melhorar o entendimento dessa epidemia na dimensão espaço-temporal e fornecer informações confiáveis para a tomada de decisões. Partindo do pressuposto de que as condições socioeconômicas dos lugares no Brasil são extremamente heterogêneas, sendo o risco envolvido para determinados estratos da população é significativamente maior do que para outros para o contato, disseminação e capacidade de resposta ao novo Corona vírus. Neste contexto, cabe destacar a preocupação na projeção do perigo potencial em regiões de pobreza, considerando a multidimensionalidade deste conceito e a sua manifestação na vida cotidiana. Temos então uma pergunta chave: todos teriam as mesmas condições de infraestrutura, habitacionais e sanitárias para enfrentar esta pandemia?

*CV:Doutor em Geografia Humana pela USP, professor na área de análise espacial e sensoriamento remoto na Universidade Federal da Bahia. Foi Research Scholar no LDEO/Columbia University em Nova York trabalhando com a aplicação de modelos lineares de mistura espectral para mapeamento de expansão urbana e desigualdades. Desde 2018 é membro do Young Scholars Committee da International Geographical Union - urban commission.

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