Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos

Arquiteta e Urbanista Paula Vilela, formada pelo IAU, obtém Primeiro Lugar em Concurso

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_ A Arquiteta e Urbanista Paula Vilela, formada pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo USP, obteve o 1º LUGAR no CONCURSO HABITAÇÃO INTERESSE SUSTENTÁVEL (SNH – MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – IAB – GIZ).

Pensar na produção de habitação no Brasil é papel fundamental como solução para problemas sociais e urbanísticos. Iniciativas que vão desde a Fundação Casa Popular, passando pelos IAP ́s, BNHs até chegar no MCMV demonstram ao longo da nossa história o papel fundamental desse tema e suas contradições.

A produção em larga escala sempre esbarrou em questões de qualidade e modelo de urbanização. Programas e projetos que atingiram larga escala, como o MCMV, com mais de 4,3 milhões de unidades habitacionais entregues até 2019, possuem uma arquitetura de baixa qualidade e uma lógica de ocupação de seus conjuntos pautada pelo espraiamento urbano monofuncional. Habitações alocadas longe de centralidades e eixos articuladores, que geram monotonia, insegurança e baixa qualidade urbana.

A sustentabilidade de um projeto de Habitação Social precisa ser encarada de forma holística. Desde o entendimento da produção, tecnologia e replicabilidade da proposta até a implantação de um projeto que rearticule noções de urbanidade, centralidade e convivência.

Diante dessas questões, a habitação se torna chave central e antídoto para diversas problemáticas da cidade contemporânea. Desde a retomada de áreas centrais, adensamento, aproveitamento de infraestrutura existente, até a produção de novas centralidades, Conjuntos Replicáveis e ações para alavancar um modelo de Implantação de um Conjunto Habitacional que seja Sustentável em um projeto que articule tanto as demandas específicas e técnicas da habitação, como também seja um gerador de urbanidade e um articulador de demandas distintas dentro da mesma quadra.

Dessa forma, a implantação permite que habitação, comércio e convivência se misturem e se separem de maneira estratégica e articulada, gerando uma gradação de acessos e usos que potencializem a urbanidade da quadra e do entorno.

Ao pensar na possibilidade de replicação desta quadra, a alternância entre os blocos no lote permite uma dinâmica de rua que garante a vivacidade do quarteirão. Assim, diferentemente dos conjuntos monótonos e murados que cercam as frentes de rua, esse conjunto passa a ter sempre uma quadra com frente mista, podendo ser pensada a implantação de diversas quadras simultâneas, alternando fachadas ativas, moradias e lazer.

O projeto visa garantir que a sustentabilidade seja apresentada em todas as suas frentes. Seja ela como estratégia de implantação, permitindo a geração de urbanidade, convívio e dinamismo de atividades, seja por questões atreladas à tecnologia da construção e recursos relacionados ao conforto ambiental.

Nesse sentido, diante de diversos desafios como viabilidade econômica, técnica construtiva, implantação, programa de necessidades, acessibilidade, mobilidade, conforto ambiental e ecoeficiência, a proposta resulta na articulação entre elementos tradicionais e replicáveis, com estratégias de utilização que permitam sua eficiência em todos esses quesitos.

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