{"id":1378,"date":"2022-03-22T16:32:50","date_gmt":"2022-03-22T19:32:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/?page_id=1378"},"modified":"2022-04-22T14:55:25","modified_gmt":"2022-04-22T17:55:25","slug":"graduacao-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/graduacao-2\/","title":{"rendered":"Gradua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"section-g913fcf\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g913fcf gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-justify-desktop\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">Prevista na Lei 8488 publicada no Di\u00e1rio Oficial de 17\/12\/1964, a Faculdade de Arquitetura nunca chegou a funcionar junto \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) em S\u00e3o Carlos. Essa antiga aspira\u00e7\u00e3o come\u00e7aria a tomar forma somente em 1970, atrelada ao rec\u00e9m-criado Departamento de Arquitetura e Planejamento da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC). A primeira proposta para a constitui\u00e7\u00e3o do Curso de Arquitetura e Urbanismo (CAU) da EESC data de 1975, sendo aprovado pelo Conselho Universit\u00e1rio em 29\/12\/1975.<br><br>Entretanto, por raz\u00f5es internas da Universidade, o curso s\u00f3 foi efetivamente implementado 1985, ano em que se realizou o primeiro vestibular. Come\u00e7a contando com docentes em sua maioria mestres ou mestrandos e 30 alunos por turma. Sua proposta se inseria no debate arquitet\u00f4nico, urban\u00edstico e cultural da \u00e9poca. Com cinco anos de dura\u00e7\u00e3o, estruturava-se em quatro \u00e1reas de conhecimento: Tecnologia,\u00a0 Representa\u00e7\u00e3o e Linguagem, Teoria e Hist\u00f3ria e Projeto. Al\u00e9m do Departamento de Arquitetura e Planejamento, contribuiam outras unidades do Campus de S\u00e3o Carlos: a\u00a0 Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos, o Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o e o Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos.<br><br>Em 1996 o CAU passa por uma reestrutura\u00e7\u00e3o curricular que, embora n\u00e3o tenha alterado a proposta de concentra\u00e7\u00e3o na arquitetura das edifica\u00e7\u00f5es e da cidade (antes que no planejamento ou no desenho industrial, privilegiados em outros cursos), promoveu consider\u00e1veis altera\u00e7\u00f5es na carga hor\u00e1ria did\u00e1tica e na abordagem das quatro \u00e1reas de conhecimento. Outra importante mudan\u00e7a foi a amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de vagas, de 30 para 45 ingressantes por ano, aprovada pelo Conselho de Gradua\u00e7\u00e3o da USP em 2009, e implementada a partir de 2010. Neste momento, houve a revis\u00e3o de alguns dos procedimentos metodol\u00f3gicos do Curso, mas n\u00e3o a altera\u00e7\u00e3o dos pressupostos e objetivos do projeto did\u00e1tico e pol\u00edtico-pedag\u00f3gico de 1996.<br><br>Em 14 de dezembro de 2010\u00a0 \u00e9 criado o Instituto de Arquitetura e\u00a0 Urbanismo\u00a0 (IAU-USP), por decis\u00e3o un\u00e2nime do Conselho Universit\u00e1rio (Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 5903, de 23.12.2010, D.O.E. 24.12.2010). Isso representou o reconhecimento das atividades de ensino, pesquisa, cultura e extens\u00e3o,\u00a0 desenvolvidas pelo antigo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC): 48 anos de atividades na P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e 34 anos de implanta\u00e7\u00e3o do Curso de Arquitetura e Urbanismo. A partir desta data, o CAU passa a ser de inteira responsabilidade do IAU.<br><br>Em 2017, o CAU abriu ao SISU 30% de suas vagas, em 2019, atingiu a cota de 40% de alunos egressos de escolas p\u00fablicas. Atualmente, como o CAU conta com 32% de seus alunos de em situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade socioecon\u00f4mica, foram tomadas diversas medidas para a viabiliza\u00e7\u00e3o de sua perman\u00eancia.<br><br><strong>O Processo de Reestrutura\u00e7\u00e3o do CAU-IAU<\/strong><br>Em 2010, com a cria\u00e7\u00e3o do IAU, a Comiss\u00e3o de Gradua\u00e7\u00e3o passa a assumir a responsabilidade pelo CAU. Ao final de 2012, come\u00e7a o \u201cProcesso de Renova\u00e7\u00e3o do Curso\u201d, que d\u00e1 origem ao presente Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico. As discuss\u00f5es t\u00eam in\u00edcio no ano de 2013, voltando-se primeiramente \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do perfil do aluno egresso e \u00e0 discuss\u00e3o sobre as lacunas no ensino do curso, sintetizadas em 2014 em cinco eixos tem\u00e1ticos:<br><br>1.\u00a0Processos de Urbaniza\u00e7\u00e3o: teoria, hist\u00f3ria e interven\u00e7\u00e3o;<br>2.\u00a0Territ\u00f3rio e a Quest\u00e3o Ambiental: as m\u00faltiplas dimens\u00f5es da sustentabilidade;<br><em>3.\u00a0Constru\u00e7\u00e3o do Edif\u00edcio e da Cidade: materiais, t\u00e9cnicas e tecnologia;<\/em><br><em>4.\u00a0Quest\u00e3o do Patrim\u00f4nio: concep\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas e interven\u00e7\u00f5es;<\/em><br><em>5.\u00a0Arquitetura, Cultura Urbana e Pol\u00edtica.<\/em><br><br>A discuss\u00e3o desdobra-se em 2015 com o 1\u00ba. Semin\u00e1rio Geral do Processo de Renova\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de um Grupo de Trabalho, vinculado \u00e0 Comiss\u00e3o de Gradua\u00e7\u00e3o. O debate concentra-se na defini\u00e7\u00e3o da identidade do curso e nas possibilidades abertas por outros desenhos de estrutura curricular e de espa\u00e7os e de tempos pedag\u00f3gicos distintos. Como resultado, em setembro de 2017, no 3\u00ba. Semin\u00e1rio Geral chegou-se a uma formula\u00e7\u00e3o da identidade do CAU, refinada no 5\u00ba. Semin\u00e1rio de fevereiro 2018:<br><br><em>\u201cFormar um profissional capaz de lidar com as quest\u00f5es contempor\u00e2neas relacionadas \u00e0 arquitetura, ao urbanismo e aos processos de urbaniza\u00e7\u00e3o, por meio de uma abordagem cr\u00edtica e propositiva dos processos produtivos (que integram cultura, sociedade e t\u00e9cnica) em suas m\u00faltiplas escalas, o edif\u00edcio, a cidade, a paisagem e o territ\u00f3rio\u201d.<\/em><br><br>Simultaneamente, o GT elaborou uma proposta visando a rearticula\u00e7\u00e3o do curso em dois ciclos de ensino\/aprendizagem, um b\u00e1sico nos tr\u00eas primeiros anos, e prevendo novos formatos para as disciplinas do segundo ciclo, transdisciplinares, que envolveriam a contribui\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de conhecimentos e professores de distintas \u00e1reas.<br><br>Apesar do intenso interesse que esta proposta despertou, n\u00e3o se chegou a um consenso quanto \u00e0 sua fundamenta\u00e7\u00e3o e seu formato definitivo.\u00a0 Como consequ\u00eancia, deliberou-se por continuar o processo definindo um desenho b\u00e1sico da coordena\u00e7\u00e3o horizontal e vertical do curso ano a ano, cabendo \u00e0s \u00e1reas de conhecimento definirem o recorte de suas disciplinas, ainda dentro da proposta de dois ciclos.<br><br>Uma nova din\u00e2mica estabelece-se a partir de maio de 2018.\u00a0 Ap\u00f3s an\u00e1lise do material reunido no 6\u00ba. Semin\u00e1rio Geral, essencialmente um encontro entre as \u00e1reas de conhecimento, o GT Renova\u00e7\u00e3o elabora uma primeira s\u00edntese das contribui\u00e7\u00f5es das \u00e1reas, exposta em reuni\u00f5es setoriais em setembro do mesmo ano. Ap\u00f3s novas reuni\u00f5es das \u00e1reas, o material produzido e sistematizado pelo GT Renova\u00e7\u00e3o \u00e9 objeto de delibera\u00e7\u00e3o no 7\u00ba. Semin\u00e1rio Geral, realizado em dezembro de 2018, o qual acorda uma concep\u00e7\u00e3o geral de curso estruturada em sequ\u00eancias de disciplinas ao longo de cinco anos e um novo desenho e inser\u00e7\u00e3o das disciplinas optativas.<br><br>Pautada por essa concep\u00e7\u00e3o, uma nova grade curricular \u00e9 apresentada e discutida em abril de 2019, retornando \u00e0s \u00e1reas de conhecimento para seu refinamento. Em sete de agosto de 2019 foi realizado o 8\u00ba. Semin\u00e1rio Geral do Processo de Renova\u00e7\u00e3o, na qual foi apresentado, e aprovado pela maioria dos docentes, a proposta elaborada pelo GT e pela Comiss\u00e3o de Gradua\u00e7\u00e3o e da qual este documento \u00e9 a s\u00edntese final. Em 17 de setembro ele foi aprovado pela Comiss\u00e3o de Gradua\u00e7\u00e3o que o encaminhou para sua aprova\u00e7\u00e3o final pela Congrega\u00e7\u00e3o, na mesma data.<br><br>Enquanto Projeto Pol\u00edtico-Pedag\u00f3gico sintetiza as quest\u00f5es levantadas acima, com o objetivo de estabelecer diretrizes claras e consistentes, que garantissem o lugar das diversas vozes, posturas e quest\u00f5es levantadas e expressassem todo o processo, resguardando a experi\u00eancia acumulada ao longo de mais de 34 anos de exist\u00eancia do CAU. Em ess\u00eancia, a partir do extenso debate ocorrido sobre os caminhos abertos a sua renova\u00e7\u00e3o, a no\u00e7\u00e3o da identidade do curso foi central, entendida como um fen\u00f4meno din\u00e2mico e em constante transforma\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de preencher as lacunas observadas na forma\u00e7\u00e3o do aluno\/a, parte consider\u00e1vel do esfor\u00e7o foi repensar muitos procedimentos e pr\u00e1ticas vigentes, procurando incorpor\u00e1-las de modo a n\u00e3o apenas complementar a experi\u00eancia pedag\u00f3gica acumulada, mas tamb\u00e9m criar inst\u00e2ncias que abrissem novas possibilidades, o que redundou n\u00e3o apenas na reestrutura\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados ministrados ou na proposi\u00e7\u00e3o de outros, mas, levou a repensar a pertin\u00eancia dos formatos, tempos e dos espa\u00e7os did\u00e1ticos existentes. Em decorr\u00eancia disso, tomou-se o cuidado de estabelecer dentro do CAU espa\u00e7os especialmente voltados a experimenta\u00e7\u00f5es, que garantam a continuidade de pr\u00e1ticas did\u00e1ticas inovadoras, como a permanente incorpora\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es emergentes. Assim, temos o desenho de uma nova diretriz de inser\u00e7\u00e3o das optativas dentro do curso, do aprofundamento das atividades de extens\u00e3o e da incorpora\u00e7\u00e3o das atividades acad\u00eamicas complementares.<br>Podemos apontar, entre os diversos avan\u00e7os, a maior \u00eanfase em quest\u00f5es contempor\u00e2neas \u2013 uma discuss\u00e3o mais aprimorada de sua especificidade e das rela\u00e7\u00f5es que estabelece com o Moderno, na teoria e na pr\u00e1tica; a amplia\u00e7\u00e3o do quadro conceitual das discuss\u00f5es sobre a arquitetura e urbanismo no Brasil, na medida em que o novo enfoque passa por sua inclus\u00e3o no contexto mais amplo da Am\u00e9rica Latina; um maior enfoque na reflex\u00e3o e na pr\u00e1tica sobre a cidade, o urbanismo e o planejamento, com diferentes aproxima\u00e7\u00f5es escalares, aprofundando a discuss\u00e3o sobre suas rela\u00e7\u00f5es com a arquitetura, a cultura e a sociedade, dando continuidade \u00e0 estreita unidade existente no CAU-IAU entre proposi\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o nos projetos arquitet\u00f4nico e urbano; a atualiza\u00e7\u00e3o da abordagem da tecnologia do espa\u00e7o constru\u00eddo, aprofundando as quest\u00f5es ambientais.<br><br>Desse modo, o PPP busca uma vis\u00e3o mais consistente sobre a contemporaneidade e suas formas culturais, enfatiza a presen\u00e7a das novas tecnologias neste contexto, sem esquecer os v\u00ednculos com a pr\u00e1tica arquitet\u00f4nica, a produ\u00e7\u00e3o da cidade e a sociedade.<br><br>Os pressupostos da pr\u00e1tica do Trabalho de Gradua\u00e7\u00e3o Integrado (TGI) permanecem, uma vez que est\u00e3o em sintonia com os objetivos da proposta de renova\u00e7\u00e3o. N\u00e3o obstante, \u00e9 importante mencionar que uma das expectativas subjacentes a este PPP \u00e9 o rebatimento, no TGI, da renova\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados e das experi\u00eancias did\u00e1ticas propiciadas pelos novos espa\u00e7os e formatos voltados a experimenta\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es emergentes.<br><br>O Processo de Renova\u00e7\u00e3o foi longo, mas fecundo, na medida em que envolveu o corpo docente (e parcelas significativas do discente) e mobilizou as \u00e1reas de conhecimento em torno da reflex\u00e3o sobre o curso existente e suas possibilidades. O pr\u00f3ximo objetivo \u00e9 garantir a mesma qualidade de engajamento em sua implementa\u00e7\u00e3o.<br><\/p><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"page-templates\/template_fullwidth.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1378","page","type-page","status-publish","hentry","post-item clearfix"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1378"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1415,"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1378\/revisions\/1415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iau.usp.br\/projetomemoria\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}