Local de realização

O Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU-USP) é uma das unidades de ensino, pesquisa e extensão da Universidade de São Paulo (USP), instituição pública e de padrão mundial, que hoje integra um grupo seleto reconhecido por diferentes rankings internacionais. A USP ocupa o 71º lugar no Ranking SIR “All regions and countries” e 1º no Ranking SIR “Latin America” (SCImago Institutions Rankings).

O IAU-USP integra o campus São Carlos juntamente com outros 4 unidades: Escola de Engenharia, Instituto de Física, Instituto de Química e Instituto de Ciências Matemáticas e Computação. Os Cursos de Arquitetura e Urbanismo da USP (campus São Paulo e São Carlos), pela excelência em suas atividades, têm destaque atestado em diversos rankings, entre eles, a 35a posição no QS World University Ranking 2017 na área de Arquitetura / Ambiente Construído.

O Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) tem um percurso e potencialidades bastante particulares, que se manifestam em sua contribuição decisiva para o aprofundamento da pesquisa, do ensino e da formação tanto no campo da teoria e história da arquitetura e do urbanismo quanto no campo das relações entre tecnologia, arquitetura e urbanismo.

O Programa é o primeiro a ser instituído no Brasil, na área de arquitetura e urbanismo. Sua criação expressa um contexto particular marcado pelo papel e perfil da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), criada em 1953. Nas quase duas décadas até a criação do Programa, vinculado ao então Departamento de Estruturas e Arquitetura, a EESC consolidou um perfil de docente fortemente vocacionado para a pesquisa. Como exemplo desse pioneirismo ressalta-se que João Figueiras Lima, o Lelé, tomou contato com as primeiras pesquisas em argamassa armada junto a esse Departamento.

Em 1971, sob a liderança do Arquiteto e Urbanista Paulo de Camargo e Almeida, criou-se o Curso de Mestrado em Arquitetura na EESC. Originalmente, o Curso estava direcionado para pesquisas em industrialização da construção, aportando reflexões para a redução das carências habitacionais e massificação de produção de equipamentos públicos (escolas, postos de saúde etc.), centrais no debate nacional e latino-americano do período. Após a morte de Paulo de Camargo e Almeida o Curso adquiriu forte predomínio das questões relativas à tecnologia da construção.

A partir de 1985, com a implantação do Curso de Arquitetura e Urbanismo (CAU), em nível de graduação, delineou-se uma reestruturação conceitual do então denominado Departamento de Arquitetura e Planejamento. Com a contratação de um número significativo de jovens docentes, a maioria arquitetos e urbanistas, lançaram-se as bases para uma reformulação em profundidade do Programa de Pós-Graduação. A construção do CAU foi acompanhada pelo empenho dos docentes em sua capacitação e por um esforço de aprimoramento institucional, cujos resultados incidiram decisivamente sobre o Mestrado e sobre as atividades de pesquisa.

Até 1989, quando se completou o quadro para a graduação, havia dobrado o número de docentes, com formação multidisciplinar em distintas especializações de engenharia, arquitetura e urbanismo, bem como ciências sociais. A titulação dos novos docentes criou as condições para incorporar os novos campos de pesquisa emergentes e para reorganizar aqueles dominantes no período anterior. Estas mudanças foram determinantes para configurar um Programa mais atualizado, em relação ao campo da arquitetura e urbanismo em diálogo com a engenharia. O Mestrado reorganizou-se em torno de uma área de concentração em Tecnologia do Ambiente Construído.

Em 1993, período de nova inflexão, o Programa estruturou-se em duas áreas: “Arquitetura e Tecnologia” e “Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo”. Esta nova estrutura permitiu consolidar um campo preciso de ensino e pesquisa em nível de Pós-Graduação, com um conjunto de linhas de pesquisa que passaram a refletir tanto as pesquisas desenvolvidas individualmente pelos docentes, como por grupos de docentes, momento de fortalecimento de atividades coletivas. Entre 1993 e 1994 surgiram os primeiros: o Grupo de Pesquisa em Habitação e Sustentabilidade – HABIS (1993), no momento com o nome GHab; o Grupo de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo no Brasil – ARQBRAS (1994); o Grupo de Pesquisa em Habitação e Urbanismo – ARQURB (1994); e o Grupo de Pesquisa Arquitetura, Tecnologia e Materiais – ARQTEMA (1994) (ver detalhamento dos grupos no tópico 14 – outras informações).

Em 2003, a maturidade alcançada pelo Programa, já então referência nacional, viabilizou a criação do Curso de Doutorado. Com a implantação do Doutorado foram reestruturadas as linhas de pesquisa e alterada a denominação do programa para “Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo”, passando a ter como áreas de concentração “Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo” (THAU) e “Arquitetura, Urbanismo e Tecnologia” (AUT). Neste período criaram-se novos grupos de pesquisa, bem como núcleos e laboratórios de estudos, ampliando as oportunidades de estudos e pesquisas. Ao longo dos anos 2000 foram criados: o Grupo de Pesquisa em História da Cidade, Arquitetura e Paisagem – URBIS (2003), o Núcleo de Estudos das Espacialidades Contemporâneas – NEC (2006), o Núcleo de Estudos de Habitares Interativos – Nomads (2000); e o Laboratório de estudos do ambiente urbano contemporâneo – LEAUC (2009) (ver detalhamento dos grupos no tópico 14 – outras informações).

Em 2010, o Departamento conquista a sua autonomia com a criação do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU), como reconhecimento da maturidade das atividades de ensino, pesquisa, cultura e extensão desenvolvidas pelo antigo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da EESC, desde o início da década de 1970. Ao longo dos anos 2010 criaram-se novos grupos de pesquisa, ampliando ainda mais as oportunidades de estudos e pesquisas: o Núcleo de Estudos de Linguagem em Arquitetura e Cidade – NELAC (2011); o Grupo de Estudos Fundiários, Políticas Públicas e Produção do Espaço e da Paisagem – YBY (2016) (ver detalhamento dos grupos no tópico 14 – outras informações).

Em 2013, no desafio de consolidar o IAU como uma Unidade de Ensino e Pesquisa na área de Ciências Sociais Aplicadas, foi aprovado, pelo Conselho de Graduação, o Curso de Graduação em Geografia, o qual não pode ser implantado em função da crise financeira ainda enfrentada pela Universidade.

Em 2020, o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo completará 49 anos de atividades, formando pesquisadores e profissionais qualificados na área de arquitetura e urbanismo.